quinta-feira, 31 de maio de 2012

A Parábola das dez virgens (Mt. 25.1-13):



                                                                                       
Introdução:

A Parábola das Dez virgens mostra a necessidade de estarmos preparados, para a vinda eminente de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, todos os cristãos devem estar preparados, cheios do Espírito Santo, para aquele grande dia, afim de não serem envergonhados ficando do lado de fora.
Esta parábola também serviu para jogar por terra, o ensino errôneo dos escribas que afirmavam que o messias primeiro abateria o poderio gentílico mundial e depois estabeleceria o Reino teocrático. (At. 1.6-8).


   I – Entendendo a Parábola:

    1. O contexto em que estar inserido:

Jesus pronunciou esta parábola, quando ensinava a respeito de sua vinda no sermão profético. Ele usa como ilustração uma cena de casamento conforme os costume orientais.
A noiva lindamente vestida acompanhada de dez virgens aguardava na casa dos pais a vinda do noivo, todas as virgens conduziam lâmpadas acesas com azeite e uma reserva de azeite para o improviso, porque as festas se realizavam geralmente à noite, a distancia entre a casa dos noivos poderiam ser grande e a festa poderia durar vários dias de acordo com as condições financeiras de cada noivo, por isso quem não tivesse lâmpadas não era convidado para as bodas.
O noivo chegava com os amigos e uma pessoa preparada o anunciava e os dois cortejos seguiam juntos para o local das bodas, onde uma vez tendo entrado os convidados à porta era fechada e ninguém podia mais entra na festa.

     2. Os principais elementos da parábola:

·        As dez virgens – representa os dois tipos de cristãos; (os que estão preparados e os que não estão preparados).
·        As lâmpadas com azeite – representa a vida de prudência e fidelidade, cheia do Espírito Santo.
·        O noivo – representa a Cristo.
·        As bodas do casamento – reapresenta as bodas do Cordeiro.

3. Verdade principal:

A parábola ensina a vigilância espiritual e santidade contínua ante a vinda do Senhor  como bem mostra a sua conclusão (v.13).
         
        II – Debate teológico: 
    
       1. A que se refere o azeite na reserva? (vs. 3,4)

O azeite através da Bíblia é símbolo do Espírito Santo, na sua missão de ungir, iluminar, purificar, separar, etc. Nesta parábola especificamente representa a presença permanente do Espírito Santo, aliada a Fé verdadeira e a santidade; não têm qualquer fundamento Bíblico de que as virgens loucas representam os crentes sem o batismo com o Espírito Santo ou sem poder.
Ser cheio da unção do Espírito, é muito mais do que do que falar em línguas estranhas ou manifestação de poder; é ser cheio do fruto do Espírito (Mt. 7.16-20; 12.33; Gl. 5.22; Ef. 4.32).

         2. Esta parábola se refere ao período da Grande Tribulação? (vs. 5-7)

Note-se que tanto as virgens loucas como as prudentes foram surpreendidas com a vinda inesperada do noivo, isso indica que a parábola das dez virgens se referem aos crentes vivos antes da Grande Tribulação e não aqueles durante a Tribulação que terão sinais específicos da vinda do Senhor em Glória (Ap. 19. 11-21; Mt. 25. 31-46).

         3. O sono das virgens: (v. 5)

O “sono” nesta parábola não significa esfriamento espiritual, porque se fosse isso as dez virgens estavam frias espiritualmente, visto que todas elas dormiram tanto as prudentes como as loucas.
No contesto da parábola a falta delas não foram terem dormido e sim não terem azeite para guardar o noivo com as lâmpadas acesas.
O sono na parábola significa o período em que as pessoas não vão estar esperando pela volta de Cristo (v.13; Lc.17.26-29; 21.34-36; Mc. 13.33,35)

       III – Algumas Lições que podemos tirar dessa parábola:

1.     A semelhança entre as virgens (v.1).

Todas elas pareciam idênticas: todas eram virgens, todas faziam parte do cortejo nupcial; todas estavam igualmente vestidas e tinham lâmpadas, todas estavam esperando o noivo para as bodas. O incidente ocorreu no momento do brado (v.6), em  que foi revelado quem estava preparada ou não (vs. 2,3; Mt.24. 40-42).
·        Muitas pessoas serão surpreendidas naquele dia, vai ser no arrebatamento da igreja que nós veremos quem realmente está preparado ou não; os que estiverem preparados irão para o céu, os outros ficarão de fora.
·        Obs. Amados irmãos, não nos enganemos, o arrebatamento será sem misericórdia, o período de graça de misericórdia é agora, o arrebatamento é a consumação dessa graça, quem estiver na lista (o livro da vida) será levado e os que não tiverem serão deixados.

2.     A demora do noivo

A demora do noivo serviu para distinguir as virgens (v.5).

A demora de Jesus tem três grandes motivos:

·        Distinguir os crentes preparados,dos que não estão preparados, dos sábios dos tolos, dos prudentes e dos insensatos.(vs.5-8)

·        Para que a humanidade se afunde cada vez mais nas suas iniqüidades (1Tm. 3.13; Ap. 22.11)

·        E para que todos cheguem ao arrependimento (2Pe. 3.9). Por isso o cristão deve estar sempre dando glórias a Deus, devemos glorificá-lo porque Jesus está voltando, mas devemos glorificá-lo por que Ele não voltou ainda. Já pensou se Jesus tivesse voltado três dias antes da nossa conversão? Aonde e como estaríamos?

 
3.       O clamor da meia noite (v.6).

A meia-noite significa a consumação de um dia, é a hora do selênico, é a hora em que a maioria dormem um profundo sono, no caso da parábola é usada como  a hora em que todas estavam dormindo e foi a hora da chegada do noivo.
·                    Isso aponta para o inesperado momento para a volta de Cristo, para o começo de um novo dia (tempo), para os salvos, que será precedida por um clamor (v.6): grito brado sobrenatural nas alturas (1Co. 15.51,52; 1Ts. 4.16-17).

4.       A culpa pelo fracasso: (vs.5-10)

4.1.  Para as virgens loucas elas não seguiram o cortejo nupcial porque:
·        As lâmpadas foram à  causa do problema “as nossas lâmpadas se apagam” (v.8).
·        O esposo demorou a vir (v.5).
·        As prudentes não quiseram lhe dar um pouco de azeite (vs.8.9).
·        O esposo passou muito rápido, não esperaram elas comprarem mais azeite (v.10).

Mas uma vez vemos Jesus citar em suas parábolas que o ser humano continua fazendo o mesmo, culpando os outros pelos seus fracassos, mas o que não se queixa o homem a não ser dos seus próprios pecados (Lm. 3.39).

5.        O fechamento da porta: (v.10c)

A porta fechada aqui nesta parábola não serve só para citar que os que estão de fora não podem entra, mas para mencionar que os que foram levados pelo noivo e entraram para as bodas não tem mais como sair (perder a salvação).
    
6.       O clamor sem resposta: (v.11)

Muitos que não estiverem preparados clamaram, choraram amargamente por não terem sido arrebatados, encheram as igrejas ou qualquer outro lugar que supostamente acharem que poderão alcançar resposta, mas não serão ouvidos. É TARDE DE MAIS.
Por isso o Senhor nos adverte “vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o filho do homem há de vir” (v.13).


Conclusão:

Se o Noivo celestial voltar agora,? Você está do lado de dentro ou do lado de fora? Não há meio termo, a nossa preparação para a volta de Cristo deve ser agora, o crente deve estar constantemente examinado a sua vida espiritual, tendo em vista a vinda de cristo em um tempo desconhecido e inesperado, para que possa ser achado digno de ser levado pelo Senhor.


                                                                                            

Prof. Luiz Carlos S. Soares.

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Um comentário:

  1. Linda explicação, um esclarecimento que não diminui nenhum crente mas mostra que devemos estar atentos ao chamado do Senhor. Parabéns claríssima a sua explicação.

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