domingo, 10 de junho de 2012

A parábola do sal da terra e da luz do mundo.




Vós sois o sal da terra; e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens.
Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte;
Nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa.
Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus (Mt. 5.13-16).


                                                                                                   
Introdução:

O cristão deve ser uma referencia moral, ética e de solidariedade no meio dessa geração corrupta e perversa afastada de Deus e comandada por satanás. O cristão deve ser o "sal da terra e a luz do mundo", influenciando-o para o que é melhor .

Independente da raça, da época, do credo ou da classe social, o sal e a luz são elementos essenciais para a vida, era assim na época de Jesus e é assim hoje, e eles têm a função de conservar dar sabor e iluminar.

Fazendo uma ilustração do modo de vida do crente o sal fala da parte humana a luz fala da nossa vida espiritual, o sal age no interior de outras coisas, a luz age no exterior refletindo para que todos vejam. Por isso Jesus usou esses dois elementos para ilustrar como deve ser o cristão:

      I – Entendendo a parábola:
   
1.1.              O contexto em que a parábola estar inserido:

Jesus falou essa parábola no começo do sermão da montanha logo após as bem-aventuranças, querendo demonstrar logo de cara qual é o ideal da vida cristã.

1.2.              Os principais personagens:

·         O sal e a luz – representam os filhos de Deus.
·         A terra e o mundo – representam o que o próprio nome diz.
·         A luz de uma candeia – aponta para o crente em particular.
·         A luz de uma cidade sobre o monte – aponta para a igreja local.

1.3.              Verdade Principal:

Os filhos de Deus devem se conservar da corrupção, influencia e modificar o ambiente em sua volta, manifestando a todos o seu caráter (Rm. 12. 1-3).

     II – Lições que podemos aprender com essas duas figuras:

1.       O crente como sal da terra:

1.1.              O sal quando estar parado ele é visível, mas quando estar em ação ele se torna invisível, mais o seu efeito é percebido e a sua falta é sentida.
·         Assim deve ser o cristão na obra de Deus, não deve querer ser visto pelos homens e sim por Deus, e que ele deve ficar tranqüilo que as suas obras vão ser percebidas; e se ele não tiver a sua falta vai ser sentida (1Tm. 5.24).


1.2.              O sal é o principal tempero de um alimento, um alimento sem sal não tem gosto.
·         O crente como sal da terra pode colocar gosto em um alimento, que é a palavra de Deus. Do mesmo jeito que uma comida sem sal não tem gosto, a palavra de Deus sem entendimento também não tem gosto, e é assim que ela tem sido para muita gente.
·         O crente como sal da terra pode servir de tempero para esse alimento que é a palavra de Deus, explicando para os que estão de fora e para os novos convertidos o significado das escrituras, colocando gosto nas pessoas de lerem a palavra de Deus e o desejo de buscarem a Deus

Observamos o caso do eunuco etíope: Em que o anjo do Senhor mandou Felipe ir até ao eunuco, porque ele estava lendo o profeta Isaias e não entendia o que estava lendo (Atos 8. 30-31).
A dúvida dele era simples, ele queria saber se o profeta Isaias estava falando de se mesmo ou de outro, e o diácono Felipe expôs para ele acerca de Jesus, e o resultado disso foi que eunuco etíope se converteu (At. 8. 37,38).

1.3.              O sal também é considerado alimento, por causa do seu poder nutritivo.
·         O crente como sal da terra deve suprir a necessidade um dos outros e de todos que se achegarem a ele, não só a necessidade de pão, mas principalmente a fome de Deus (Am. 8. 11).
·         Quando Jesus veio ao mundo o povo estava assim: não havia profetas para lhe darem visões de como eles deveriam andar, os sacerdotes faziam perecer a lei, os anciões faziam perecer os seus conselhos e os homens ficavam anos endemoninhados. Mas Jesus mudou tudo isso em sua volta, ascendeu ao céu, e nos deixou aqui para continuarmos a sua obra.
 
1.4.              O sal também é usado como conservante de alimento impedindo que eles se estraguem e sejam destruídos.
·         O crente como sal da terra é que deve conservar o que há de bom, na sua casa, no seu trabalho, escola e até nação. “Bem aventurada a nação cujo Deus é o Senhor”.

1.4.1.         O crente como sal da terra é que a impede de ser destruída mais quando nós fomos retirados daqui, Deus não a poupara mais (2Ts. 2. 7,8).
·         Veja ocaso de Sodoma e Gomorra  como exemplo, em que lá não havia sal suficiente para conservá-la e por isso foi destruída. (Gn. 18. 32).

1.5.              O sal produz sede.
·         O crente como salda terra deve produzir sede nos outro, os apóstolos produziram sede no povo (At. 2.37), Paulo e Silas produziram sede no carcereiro (At. 16.31), e a multidão que sedenta procuravam a Jesus, até mesmo os oficiais fizeram isso.
      
1.6.              O sal tem valor medicinal, entre outras coisas de regularizar a pressão arterial, quando a mesma estar muito baixa.
·         O crente como salda terra, deve estar sempre pronto para levantar o animo das outras pessoas, trazendo ou lhe recobrando a esperança perdida, através da palavra.
·         O crente como salda terra deve exercer um papel restaurador entre os doentes, com a fé sobrenatural que só nós temos (Mt. 10. 8).

1.7.              O sal tem valor comercial em todo tempo, mas e acessível à quase todas as pessoas.
·         O crente como salda terra deve ser valorizar sem ser metida besta (pop.) ou soberbo.

2.      O que acontece quando o sal (crente) perde o sabor:

Vários fatores podem fazer o crente perde o sabor e se tornar insípido. O crente quando perde o sabor 4 coisas acontece com ele, segundo o que nos mostra o texto de (Mt. 5. 13).

1o Perde o sabor pela vida, de estar na casa de Deus e de ser crente; “... se o sal se tornar insípido com que se há de salgar...”.

2o Perde o seu valor; “... para nada mais presta...”.

3o Perde o seu lugar; “... senão para ser lançado fora...”.

4o Perde a moral; “... ser pisados pelos homens...”.

Naquela época o sal tinha grande apreço porque ele além de servir para dar sabor e conservar os alimentos, era usado em diversas cerimônias religiosas, mais quando não era puro caso freqüente na época perdia o sabor, assim acontece com a nossa vida.

3.      O cristão como luz do mundo:

3.1.       A luz ilumina qualquer coisa, a luz não tem preconceito ilumina do mendigo ao milionário.
• O crente como luz do mundo deve espalhar o evangelho a todos que ele puder alcançar sem distinção de raça, credo, classe social, genero ou opção sexual.

3.2.       A luz ilumina os mais diversos lugares, a nossa casa, a nossa rua, a nossa escola e o nosso trabalho.
• O crente como luz do mundo aonde ele for, onde ele estiver, tem que resplandecer a luz do evangelho na sua vida, fazer a diferença (Ef. 5. 9,10; Fl. 2. 15)

3.3.       A luz todos vêem.
• O crente como luz do mundo deve dar um bom testemunho a vista de todos.

3.4.       A luz é mansa e delicada, ela ilumina tanto uma pedra como uma frágil teia de aranha sem danificá-la.
• Assim deve ser o cristão como luz do mundo, sábio versátil e prudente par levar a salvação ao próximo, isso sem alterar a palavra prinncipalmente os princípios éticos nela contido.

3.5.       A luz ilumina entre as fendas das portas, dos muros e das rochas.
• O cristão como luz do mundo deve interceder, se por na brecha pelo próximo (Ez. 22. 30).

3.6.       A luz nos mostra os perigos, os obstáculos, nos livra dos tropeços e das quedas.
• O crente como luz do mundo deve direcionar as outras pessoas, para que ela não tropece a não caia. Deve aconselhar ao próximo.

3.7.       A luz não se mistura, ela pode iluminar o que for e a quem for. Que sempre permanece incontaminada.
• O crente como luz do mundo não pode se contaminar com as coisas desse mundo (Rm. 12.1; 2Tm. 5.22b).

4.      Como é possível o cristão ser luz do mundo?

O cristão só será luz do mundo se ele tiver bem envolvido com cristo, porque ele é a nossa luz e nós seremos luz do mundo através dele (Sl. 27. 1, Ef. 5. 8)

A luz usada naquela época era de lamparina e o combustível usado naquela época era um só, “o azeite”, a lâmpada tendo azeite vai estar sempre ardente e reluzente.
Nós também devemos sempre depender do azeite, do óleo, da unção ou como você quiser chamar, que é o Espírito Santo para difundir a luz de Cristo, a luz do evangelho em nossa vida.
 Assim o fogo em nós sempre estará aceso, é um tipo de fogo que só queima as impurezas e faz brilhar o que é bom.

    III – Como se manter como sal da terra e luz do mundo:

Falaremos a seguir de algo extremamente necessário para conseguirmos nos manter como sal da terra e luz do mundo.

1.       Sendo verdadeiros:
Devemos deixar de lado a hipocrisia e a falsa espiritualidade, e sermos autênticos e genuínos (Ez. 33. 31-32; Tt. 1.16; 1Tm. 3.5a).

“eles vem a ti como povo costuma vir, e se assentam diante de ti como meu povo, e ouvem a suas palavras mas não as põem em obra, pois lisonjeiam com sua boca mais o seu coração seguem a sua avareza. E eis que tu és para eles como uma canção de amores, canção de quem tem vós suave, que bem tange, porque ouvem as tuas palavras e não as põem em obra”. 
“Esse povo me louva com os lábios mais o seu coração estar longe de mim...”
“Confessam que conhecem a Deus, mas negam-no com as suas obras, sendo abomináveis, e desobedientes e reprováveis para toda boas obras”.
“Tendo a aparência de piedade mais negando a eficácia dela”.

2.       Desejando a santidade: (Ef. 5.18; Ec. 9.8)

3.       Com uma vida de oração: (Rm. 12.12; 1Ts. 5.17)

4.       Pregação do evangelho: (Mt. 28. 19,20; Rm. 10.13,15)

5.       Amor entre os irmãos: (Sl. 133; 1Ts. 3.12)




 Conclusão:
 
Jesus nesta parábola não cita  não só que os crentes são semelhantes ao sal e a luz, mais também que ele é semelhante a uma cidade (v. 14). Uma cidade é o centro de cooperação, harmonia e governo. Mostrando também como deve ser a nossa vida.
O objetivo de que o senhor faz essa comparação é para que a nossa boa obra seja conservada da corrupção, seja vista por todos e o nome de Deus seja glorificado. AMEM!

Prof. Luiz Carlos S.Soares.

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3 comentários:

  1. celso de volta a base10 de junho de 2012 13:26

    profº estou de volta a base em busca de aprimoramento e novos aprendizados que possamos estar cada dia mais proximos. Que o SENHOR continue a te dar sabedoria e graça e essa visão cristocentrica pois hoje nos falta muitissimo essa visão, estamos juntos, que DEUS continue a abençoar todos em sua casa. fica na paz de CRISTO

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  2. professor Luis continue sendo essa pessoa ligado ao trono da graça,pois o evangelho precisa que a obra e o poder de Cristo seja difundido a todos evangelicos.fique com Deus.
    seu admirador
    paulo aarão

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  3. o Deus de toda graça, continue nos iluminando, por que o que sabemos é para edificação dos irmãos, e nada somos além do que instrumento de Deus

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