terça-feira, 30 de outubro de 2012

É Proibido Sofrer?



É proibido sofrer!
Esta é a mensagem que vemos sendo anunciada em quase todos os lugares. Talvez nem sempre dita assim tão explícita, mas percebemos suas variações quando também se diz: "pare de sofrer!", "tenha uma vida vitoriosa!", "Você nasceu para ser cabeça e não cauda!", "decrete e profetize sua vitória!", "tome posse pela fé!" e tantas outras ordens e palavras que, na cabeça de muita gente, vira uma espécie de anestésico contra as dores que os problemas da vida provocam na gente.

A sociedade atual se esconde do sofrimento e o nega porque ele desmascara nossas fragilidades. A questão é que a ferida continua aberta, a infecção vai se alastrando cada vez mais, a doença emocional vai se enraizando, vai matando lentamente, mas seus efeitos são maquiados pela não sensação de dor. Se esquecem que o próprio sofrimento pode ser uma bênção, pois ele nos avisa sobre a necessidade de que algo deve ser feito. 

Embora haja fundamento bíblico para nos dizermos mais do que vencedores por meio de Jesus, esta palavra "vencedores" não segue o modelo e o padrão moderno de entendimento do que seja vencedor segundo a ganância dos homens. O perfil do vencedor moderno é aquele que até pode passar por alguma dificuldade, mas consegue tudo o que quer. Sempre vence as dificuldades virando o jogo com palavras mágicas. Nunca demonstra em público suas fraquezas. Este é o vencedor das externalidades, da futileza, do terno Armani, da bolsa Louis Vuitton, do carro de luxo, de ter dinheiro, poder e influência sobre a vida das pessoas. É o que se faz vencedor pela força bruta, é o indestrutível. Infelizmente, este tipo de vencedor é anunciado adoecida e insistentemente em muitos púlpitos. Quem não se enquadra nesse padrão é rapidamente chamado de "sem fé", amaldiçoado, fraco ou derrotado. 

Já, o Vencedor, segundo o Evangelho, é aquele que também sofre, também passa por algum tipo de privação, pode até vencer de alguma forma material, mas sabe discernir entre o momento de rir e o de chorar. Aprende a viver cada um destes momentos reconhecendo que há um Deus que não somente assiste, mas participa com a gente, ao nosso lado, de cada riso ou lágrima e usa essas coisas também como ensino e crescimento para cada um de nós. 

Perder ou ganhar, ser fraco ou forte, no entendimento bíblico, não depende do troféu humano, das honrarias, homenagens, recompensas e reconhecimentos que se recebe em vida. 

Vencer não tem a ver necessariamente com possuir bens ou ser curado de uma doença terminal. Estas coisas também, mas elas não tratam da essência. Estão na superfície de uma vida muito mais profunda, muito além de ter ou não os seus sonhos e pedidos realizados. 

Aqueles que vencem ou venceram, nas Escrituras, perderam o mundo para ganhar a Vida. Alguns foram perseguidos, torturados, mortos, tiveram seus bens espoliados, famílias separadas. A maioria não foi nenhum exemplo de sucesso de empreendedorismo, de força de vontade ou estabilidade emocional. Passaram fome, fugiram, tiveram medo, alguns desistiram ou abandonaram seus projetos e chamados missionários, antes do tempo. Tiveram crises existenciais, ficaram deprimidos, se sentiram enfraquecidos, desejaram morrer mas foram salvos e reencaminhados não por suas próprias forças, mas pela Graça infinita, teimosa e amorosa de Deus. O verdadeiro vencedor é aquele que vence não por ele mesmo, mas vencido, vence em Deus. 

O vencedor, segundo as Escrituras é saber que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, mas nem por isso deixa de se alegrar com os que se alegram e chorar com os que choram. Vive cada sentimento de forma verdadeira, sem máscaras e consciente. 

Nesta vida ainda vamos perder e achar muitas coisas, muitas vezes. Alguns sonhos pessoais jamais serão alcançados, outros virão como que presentes de Deus para nossas mãos. Não se permita ser julgado pelos outros ou pela própria consciência por causa do que você ganha ou deixa de ganhar. O importante é, como diria nosso irmão Paulo, o apóstolo: "quer vivamos ou morramos, somos do Senhor." (Romanos 14.8). Em outras palavras, desta vez, ditas por Jó "o Senhor deu, o Senhor tirou, bendito seja o seu nome." (Jo 1.21). 

O sofrimento em si não nos torna derrotados. Podemos, sim, aprender e sermos aperfeiçoados por causa dele. O rótulo é sempre algo imposto de fora pra dentro. Nem sempre expressa uma realidade. Não se auto impute um desmerecimento ou supervalorização falsos. O verdadeiro vencedor aprende a dar nomes às suas responsabilidades, projeta sua esperança não nas coisas que se veem, mas naquelas que são eternas. Assume seus erros, mas também consegue se alegrar com cada pequenino passo em direção à Vida. Sabe perdoar e também pedir perdão. O sofrimento dói, mas nos amadurece, nos ensina a reconhecer o que de fato podemos chamar de vitória. 

O Deus que venceu por todos te abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente!

Por Pablo Massolar

sábado, 27 de outubro de 2012

Ecumenismo, avanço ou uma ameaça à igreja?


Ecumenismo, avanço ou uma ameaça à igreja?

Não estais estreitados em nós; mas estais estreitados nos vossos próprios afetos.
Ora, em recompensa disto, (falo como a filhos) dilatai-vos também vós.
Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?
E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel?
E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.
Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; E não toqueis nada imundo, E eu vos receberei;
E eu serei para vós Pai, E vós sereis para mim filhos e filhas, Diz o Senhor Todo-Poderoso. 
2 Coríntios 6:12-18


Mas que digo? Que o ídolo é alguma coisa? Ou que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa?
Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios.
Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios.
Ou irritaremos o Senhor? Somos nós mais fortes do que ele? 
1 Coríntios 10:19-22

Está na moda o diálogo inter-religioso. Vivemos a época do inclusivismo, fruto da ideia pós-moderna, que não existe verdade absoluta. Muitos pastores, em nome do amor, sacrificam a verdade e caem nessa teia perigosa do ecumenismo. Precisamos afirmar que não existe unidade espiritual fora da verdade, assim como luz e trevas não podem coexistir. Não podemos ser um com aqueles que negam a salvação pela graça de Cristo Jesus. Não é um ato de amor deixar que aqueles que andam pelo caminho largo da condenação sigam "em paz" por esse caminho de morte. Esse falso amor tem cheiro de morte. Essa atitude de dar as mãos a todas as religiões, numa espécie de convivência harmoniosa, acreditando que toda religião é boa e leva a Deus é uma falácia. Toda religião é vã a não ser que pregue a Cristo, e este crucificado. Toda religião afasta o homem de Deus, a não ser que anuncie Jesus Cristo como o único caminho para Deus! Vamos deixar esse discurso falacioso de amor a todos, e vamos amar de verdade às pessoas, de todas as religiões, pregando a elas, com senso de urgência, o evangelho que exige arrependimento e fé e oferece vida eterna.

Obviamente, a união de todas as religiões e de todas as crenças não é um avanço, mas uma ameaça à igreja de Cristo. O que está por trás dessa tentativa de unir todas as crenças é a heresia de que toda religião é boa e todo o caminho leva a Deus. O ecumenismo, o diálogo inter-religioso e a fraternidade com todos os credos é um engano fatal. É um falso entendimento do que Jesus ensinou sobre a unidade espiritual da igreja. Não há unidade espiritual fora do evangelho de Cristo. O argumento de que Jesus acolheu publicanos e pecadores e por isso devemos receber todos os credos é uma falsa interpretação do texto bíblico. O amor não é um substituto da verdade. Todos são convidados a vir a Cristo, mas de todos é exigido arrependimento e fé.

É preciso alertar, ainda, que essa frouxidão doutrinária do liberalismo desemboca na relativização moral. O entendimento pós-moderno é que cada um tem sua própria verdade. A verdade deixou de ser objetiva para ser subjetiva. Com isso, assistimos, estarrecidos, não apenas um ataque aos valores morais, mas uma inversão dos valores morais. O profeta Isaías já havia denunciado essa atitude: "Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo!" (Is 5.20). É isso que estamos vendo na mídia todos os dias. Faz-se apologia do aborto, do adultério, do homossexualismo, da violência e da mentira. Porque uma ideia falsa foi plantada no passado, estamos fazendo uma colheita desditosa no presente. A igreja de Cristo precisa estar firme contra todas essas ondas de engano e permanecer inabalável no cumprimento de sua vocação de levar o evangelho a toda criatura, em todo o mundo.

Por Rev. Hernandes Dias Lopes


sexta-feira, 26 de outubro de 2012

O Problema do Julgar: Até Onde Ir Com a Tolerância?


O problema do julgar: Até onde ir com a tolerância?


Introduição:

"Quem é você para julgar teu próximo? Acaso estás se colocando na posição de Deus?"

Um dos argumentos mais usados em debates apologéticos, em quaisquer fóruns de debates - cristãos e não cristãos - versa sobre a questão do julgamento. Boa parte deles é derivada da famosa passagem bíblica, tratada como se texto de lei fosse: "Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós. E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão." (Mateus 7:1-5). Acontece que, como sabemos, muitos equívocos são cometidos quando alguém tira a passagem bíblica de seu contexto, e termina por deturpar o ensino bíblico sobre a questão do julgamento.


1. Da necessidade de julgar


Afinal, qual a raiz do problema? O ser humano, até como instinto de autoproteção, começa a colocar - ou até a impor - freios numa situação de conflito. É, de fato, desagradável uma sensação de antagonismo, vinda de quem quer que seja. Se a pessoa consegue se armar, inclusive psicologicamente, é um bom aspecto; difícil é quando a pessoa se sente acuada, sem ter como enfrentar a força contrária. Restam-lhe alternativas possíveis: render-se, atacar ou o escape. Render-se fica sem cogitação; atacar só é possível com as armas certas; daí que lhe vem, até como meio instintivo de sobrevivência, buscar um escape. Nisso vem a problemática do "não julgar" que, como colocado pelo argumento da tolerância, não possui qualquer validade, senão é uma tentativa errônea e grosseira de se fugir de uma questão.

Esse instinto de sobrevivência, em nome da cordialidade e da tolerância, mascara por vezes uma atitude arrogante de quem não admite a perda, diante de evidências ou argumentos mais fortes. Escorar-se numa pretensa base bíblica não conduz a nada, mas acaba sendo uma alternativa contra quem levanta o argumento e também não está devidamente protegido contra a "falácia do não julgar". Falácia é um argumento que possui a aparência de verdade e legitimidade, mas que no fundo esconde uma enorme mentira.

A cordialidade e a tolerância, levada a limites fora da normalidade, conduz a um comportamento incoerente e insensato. O crente é levado pelo seu Senhor a provar pensamentos e atitudes, a exercer suas faculdades mentais para promover uma análise de tudo o que se lhe apresenta aos olhos. Não fosse assim, Paulo não teria recomendado aos crentes: "Examinai tudo. Retende o bem" (1 Tessalonicenses 5:21). Em outra passagem, o mesmo Paulo exorta aos coríntios: "Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados" (2 Coríntios 13:5). Os crentes de Bereia examinavam as Escrituras para conferir se o que os apóstolos ensinavam era, de fato, verdade (Atos 17:11). Jesus mesmo manda que exerçamos nosso discernimento, examinando as Escrituras (João 5:39). Examinar, analisar, pesquisar, procurar, são atitudes do intelecto, que precisa exercer sua capacidade de juízo. Julgar, então, é necessidade de quem caminha com Jesus. Obedece-se aos mandamentos somente por meio da análise de uma situação real e com o juízo transformado pelo poder da Palavra de Deus, a fim de se produzir uma atitude. Se o crente não pudesse julgar, como viveria a realidade dos mandamentos de Cristo? Seria ele submisso a dogmas, impostos por um deus raivoso e mesquinho, que se preocupa tão somente em exigir comportamentos diversos de uma civilização, já corrompida pelo pecado? Entendemos que não. Deus sempre mostra, por toda a Bíblia, que sua Palavra tem finalidade educativa. Os versículos áureos sobre a importância das Escrituras demonstram plenamente esse fator: "Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra" (2 Timóteo 3:16-17).

Vê-se, então, que há coerência na atividade do julgar, inclusive por necessidade de se viver uma vida cristã autêntica, com plena capacidade de discernimento, orientado em obediência às Escrituras. Outro aspecto é a condução necessária do crente na atividade julgadora, uma vez que ele deva examinar todas as coisas e reter o que é bom. Sendo assim, por que pautar-se numa suposta tolerância e expressão de cordialidade para supostamente eviatr um confronto?


2. Do julgamento justo


Aparentemente a tolerância ensinada por Jesus deva ser observada em quaisquer circunstâncias. Cita-se também a passagem em que Jesus liberta a mulher adúltera, partindo-se do seguinte encadeamento de ideias: "Jesus condenou quem tivesse pecado e perdoou a adúltera - Ora, Jesus tem o poder de julgar alguém, e sou pecador - Logo, eu não posso julgar ninguém". Esse raciocínio também é falacioso. A inferência à primeira afirmativa não leva em consideração que Jesus usou-se de um julgamento com um importante adjetivo: "justo". Nisso ele exerceu um julgamento coerente, dada a situação em que se apresentava a condenação pura e simples de uma adúltera, sendo que seus algozes cometiam adultério e coisas até piores aos olhos de Deus às escondidas. O sentido do ensino de Jesus era demonstrar a força do perdão divino a quem cometeu uma série de pecados, não de produzir apenas um julgamento e execução de sentença conforme a Lei de Moisés. Caso ele apenas condenasse a adúltera, demonstrando somente a necessidade da aplicação da lei, que estaria fazendo, senão uma repetição de atos de pecadores, embora ele mesmo não tivesse pecado? Seu ensinamento estaria em franca contradição, ainda mais sendo Jesus conhecedor dos corações de cada um da multidão que se preparava para lapidar a mulher pega em adultério.

Com isso, havemos de discernir sobre o julgamento justo. Deus tem sua medida de justiça, e com ela exorta os homens: "Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser julgado por vós, sois porventura indignos de julgar as coisas mínimas? Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas pertencentes a esta vida? Então, se tiverdes negócios em juízo, pertencentes a esta vida, pondes para julgá-los os que são de menos estima na igreja?" (1 Coríntios 6: 2-4) Em todos os períodos há a certeza de que os santos haverão de julgar, seja o mundo, os anjos, ou até mesmo as coisas pertencentes a esta vida. O dever de um santo é julgar. Santo é aquele separado por Deus para constituir um povo eleito e para exercer, perante todos, as ordens de seu Pai celeste no que este comandar. Se isso deve ser feito até entre irmãos - versículo 5: "Não há, pois, entre vós sábios, nem mesmo um, que possa julgar entre seus irmãos?" - quanto mais no que diz respeito a outros assuntos, conforme a necessidade?

A restrição bíblica que se faz a esse respeito está exatamente no termo "justo". Julgamento sem justiça produz injustiça. Se Deus investe os seus santos crentes com a capacidade de a tudo julgarem, Ele o faz requerendo justiça; caso contrário, não é julgamento que proceda do Deus cujo nome é Justiça. Deus requer que o homem faça justiça: "Assim diz o SENHOR: Guardai o juízo, e fazei justiça, porque a minha salvação está prestes a vir, e a minha justiça, para se manifestar" (Isaías 56:1). Repare o leitor acerca da importância de se praticar a justiça, a fim de que a própria justiça divina se manifeste. Não fosse assim, por que Deus incluiria na lei mosaica o mandamento de não se fazer injustiça no juízo (Levítico 19:15)? O justo age exatamente como o salmista: "Fiz juízo e justiça; não me entregues aos meus opressores." (Salmos 119:121). Deus ama a justiça e o juízo (Salmos 33:5); naturalmente, seus filhos amados haverão de observá-la e exercê-la e, ao agirem assim, nada mais farão do que a vontade do Pai.

Sendo assim, fazer julgamentos e exercer a justiça é próprio de quem caminha com Deus, conquanto o faça com a mesma motivação justa de seu Pai celeste. Se, porventura, o crente distorce a justiça, e passa a julgar por seu próprio entendimento, sem que haja fundamento baseado na verdade da Palavra de Deus, ele proferirá um julgamento injusto. Ele se tornará um hipócrita, que não enxerga as próprias falhas e vê as menores praticadas por seu irmão, assim como Jesus diz no texto de Mateus 7. Ele se tornará inimigo da verdade e condenado a suportar o mesmo fardo de justiça que tentou impor a quem não tinha culpa. Nisso estão as opiniões puramente pessoais, baseadas por vezes em suposições preconceituosas e relegadas a costumes, sem qualquer embasamento bíblico; isso também esconde um comportamento legalista ou ascético, que impõe a dureza da letra da lei para que o incauto, debaixo de uma força normativa, venha a se calar e a acatar os mandamentos como lhe são apresentados, sem ponderar. O mesmo comportamento legalista é aquele que provoca a simples conclusão de que "o crente não deve julgar", contrariando João 7:24: "Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça".

Outro texto usado pelos defensores do "não julgar" encontra-se em Romanos 14:10: "Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo". A solução para esse aparente problema encontra-se justamente na segunda questão: "por que desprezas teu irmão?" Ora, se há desprezo por parte de quem julga, então o julgamento é parcial, interesseiro. Logo, não é justo, e não deve ser feito. O julgamento com justiça persiste, portanto.

3. O comodismo e os perigos da tolerância

O comportamento legalista de comandar um "não julgamento" encerra dois perigos: o de produzir comodismo e o de tolerar o pecado. A postura cômoda de não enfrentar uma ideia antagônica torna-se perigosa por produzir indiferença quanto à verdade. Exalta-se a ignorância, com o pretenso argumento de que "no dia do Juízo Deus trará a lume todas as coisas, e que para isso não estamos preparados". Ora, Deus nos deu discernimento para usá-lo; se não o fazemos, cometemos pecado. O fato, ademais, de não termos como vislumbrar um julgamento futuro de todas as coisas não nos dá o direito de ignorarmos o ensino do exercício do juízo, inclusive para assuntos relacionados à nossa jornada nesta terra. E ainda: exercemos nesta vida propósitos e promessas que nos são dadas por Deus, e para tanto ele dá pessoas como juízes, inclusive para executar juízos em seu Nome. Relegar ao "etéreo" é uma forma de escapar da realidade, um recurso ridículo diante da seriedade com que a justiça divina deva ser levada. Por pura negligência, causada pelo comodismo, ações não são corrigidas hoje, e com isso mais vítimas são feitas pelas obras da injustiça.

Além disso, busca-se evitar o conflito pela pretensa tolerância. Comportamentos, organizações e fatos têm clara omissão em nome de uma cordialidade que não deveria existir. Deus chama os pecados pelo nome, e assim deve ser para conosco. Não se defende a "falta de educação", tampouco a falta de compromisso trazida pela tolerância exacerbada. Esse comportamento esconde medo do confronto, de uma indesejável exposição, afora outras consequências advindas de um comportamento mais ousado, desde que esteja seguramente pautado pela Palavra de Deus. O crente deve repudiar a tolerância a qualquer custo: por conta de não agir dessa maneira, toleram-se comportamentos mundanos no seio da igreja, a penetração de doutrinas estranhas que dividem o povo, a semelhança cada vez maior de cultos com shows e espetáculos produzidos por ímpios, dentre outras características que trazem repulsa ao Senhor e serão objeto de julgamento naquele Dia. E se somos do Senhor, devemos repudiar exatamente as mesmas obras, sob pena de sermos julgados pecadores por conivência ao aceitarmos conscientemente algo que Deus condena. O limite da tolerância está naquilo que contrarie, ainda que sutilmente, os ensinamentos das Escrituras. O pecado deve ser tratado como pecado, não como um "sentimento negativo" ou uma "energia do mal". Erros doutrinários devem ser tratados como problemas passíveis de eliminação da seara do Senhor. Tais ideias podem soar como "radicais", mas o ensino de Cristo é radical! Se não fosse assim, por que a Palavra foi comparada como espada? Jesus trouxe a espada, não a paz da falsa tolerância! Não se pode tolerar o pecado: caso tivessem sido tolerantes, Ló e sua família jamais teriam escapado de Sodoma.


Conclusões:


Dessa maneira, podemos concluir que:
  • Julgar não é um mau em si mesmo, pois a tudo devemos examinar e reter o que é bom.
  • Julgar é necessário, pois é coerente com o discernimento que possuímos da parte de Deus.
  • Julgar não é tarefa exclusiva de Deus, pois se O imitamos, temos dele a propriedade para exercer juízo sobre todas as coisas.
  • Julgar, porém, deve ser feito sob o exercício da justiça, para não produzir o efeito contrário.
  • Julgar, ainda que contrarie o argumento da pretensa tolerância, deve ser efetivado, pois o crente verdadeiro não concorda com aquilo que a Bíblia chama de pecado, tampouco vem a exercer, em sua vida particular, comportamentos que o levem a ser incluído entre os mentirosos e os hipócritas.
  • Julgar é um ato de obediência à verdade e de amor a Deus, pois Ele é justo e ama a justiça.
Dessa maneira, que ninguém venha a condenar o leitor na sua nobre e necessária atividade de julgar. Que isso seja feito em plenitude, de modo justo e imparcial. Quem é de Deus não se dobrará à chantagem de um argumento que, baseado na mentira, no egoísmo, na falsidade e na corrupção, tenta promover exatamente o contrário da justiça: a tolerância com o erro.

Por Cleber Olympio

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

O Crente E A Novela Salve Jorge.





Estreou a poucos dias a nova novela das 9 na Rede Globo de Televisão. Salve Jorge. Imagino a tensão que deve envolver o lançamento de uma novela para substituir um fenômeno como foi “Avenida Brasil”, infelizmente falando. Não bastasse isso, eis que surge nas redes sociais uma campanha de boicote a nova novela, e se essa campanha não surgiu antes, em relação as outras novelas globais, é um sinal de que, como temia os diretores globais pela perda de audiência, dos crentes são tudo na verdade um bando de noveleiros. 

De acordo com os promotores da campanha, o título da novela seria um insulto aos evangélicos, eles enxergaram neste título um insulto aos evangélicos e não a Deus, como se as outras novelas fossem menos ofensiva do que esta, pois a novela Salve Jorge implicaria numa invocação a Ogum, entidade venerada por cultos afro-brasileiros, que graças ao sincretismo religioso existente no Brasil, é identificada com Jorge da Capadócia, ou simplesmente, São Jorge, santo da devoção católica. 
Todos nós temos liberdade para fazermos o que quiser, mas o que é um insulto mesmo, a Deus e a família, principalmente a cristã, é um pai ou uma mãe sentados em sua casa com os seus filhos assistindo todo tipo de safadeza, violência  imoralidade como é apresentado todos os dias nas novelas, e não se sentirem incomodados com isso.

Alguns chegam a sugerir que assistir a  novela “Salve Jorge” poderia atrair maldições para a sua casa, para a sua família e para a sua vida, por se referir a Ogum, principal entidade da umbanda, candomblé ou macumba como conhecemos popularmente.
Coitado de Ogum foi só agora que ele foi homenagem nas novelas? Claro que não. E é por isso que a maldição através da novela vai entrar na casa dos crentes? Meu Deus que espiritualidade, que devoção, que preocupação com o testemunho cristão. QUE HIPOCRISIA E LEGALISMO BARATO, isso sim. 

O que falar da Pomba-gira com a sua prostituição, homossexualismo, traições etc. que esta em todas as novelas, o Zé Pelintra, com sua malandragem, falcatrua e prostituição, o Exu Molambo com sua miséria de todo tipo, o Sete Cruzilhadas com suas mortes, os Eres etc. todas essas entidades estão todos os dias nas novelas e nas casa daqueles que as assistem, independente do canal que elas passam por que não á um que se salve. o que falar dos personagens evangélicos dramatizado nas novelas da globo, foram vários e não teve um que prestasse, todos eles eram falsos crentes, safados, ladrões, lunáticos, etc. Mas não se preocupem só agora, com a novele "Salve Jorge", que Deus e os Evangélicos, vão ser insultados,e a maldição vai entrar nas casas. 
Deixa eu destacar uma coisa a mais, eu sei de vários irmãos que tem ministério na igreja, fazem parte de departamentos e até mesmo de circo de oração, que gosta de tomar uma cervejinha ou um vinho, ouve uma boa música ímpia logo quando acorda e outras coisinhas a mais. Voltemos para o assinto em questão.

Como Ogum é o cabeça a sua homenagem deve ser com destaque. Coisa que nós estamos deixando de fazer com Jesus em nossos cultos, visto que o nome dele só é mencionado e pouco mencionado, visto que nosso culto é centralizados no homem e no que vamos conquista, no que é direito nosso, naquilo que devemos determinar e tomar posse Deus e Jesus Cristo, é apenas um amuleto, um campo de força e  no máximo uma coisa para alcançarmos a nossa conquista, a nossa prosperidade.

É claro que alguns pastores se aproveitarão do título dessa novela  para tentar incrementar a frequência dos seus cultos, abalada nas últimas semanas pela novela “Avenida Brasil”, não mesmo pela mesmice de seus cultos, pelos sinais e prodígio no mínimo discutíveis que no começo até faz encher, mas não dar consistência  pelos modismo, pela palavra fazia sem amor e sem conteúdo e totalmente descentralizada em Cristo, e pelos escândalos dos líderes evangélico que vivem a enamorar o poder e etc., etc., etc. É isso que esvaziou os seus cultos, e como os líderes não vão consertar isso, por que requer muito trabalho.  Nada mais eficaz do que usar o medo para coibir que os crentes deem audiência à nova novela, e deem audiência aos seu cultos e aos programas gospel.


Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus. 
Romanos 12:1-2

Alegrai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram aos profetas que foram antes de vós. Vós sois o sal da terra; mas se o sal se tornar insípido, com que se há de restaurar-lhe o sabor? para nada mais presta, senão para ser lançado fora, e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; nem os que acendem uma candeia a colocam debaixo do alqueire, mas no velador, e assim ilumina a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.
Mateus 5:12-16


Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes tem o seu prazer na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite. Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará.
Salmos 1:1-3


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terça-feira, 23 de outubro de 2012

ATO PROFÉTICO ou FEITIÇARIA GOSPEL???



Mais uma moda “gospel”. Chama-se “ato profético”. Consiste, basicamente, em se fazer um ato simbólico do qual Deus se obriga a torná-lo realidade, já que quem promove tais atos o faz declarando fazê-lo em nome de Jesus.

Povos aborígines já faziam a mesma coisa desde a idade da pedra: tentavam controlar a ação dos deuses por meio de simbologias e representações acompanhadas de muitas orações e sacrifícios.

Mas isso é coisa do passado. Hoje somos muito mais evoluídos, esclarecidos e sábios. O que se fazia na idade da pedra eram rituais de feitiçaria, fruto de mentes ignorantes e supersticiosas. Hoje tudo mudou! O que se faz nas igrejas dos tempos atuais são tentativas(ops! Tentativa não, porque foi declarado, já está decretado e consumado pela fé... suriandas) de mover as mãos de Deus por meio de atos proféticos e representações acompanhadas de muita oração e jejum. Viu como ficou mais chique?

Além da chiqueza, que outra diferença há?

Alguém replicará dizendo que os profetas do Antigo Testamento também realizavam atos simbólicos. E eu pergunto: quem eles simbolizavam? Nada mais do que Cristo. Mesmo vivendo numa aliança enferma eles não manifestavam a patologia patética da igreja hodierna, que mesmo vivendo no tempo de uma nova e eterna aliança vive a generalizada enfermidade do relacionamento baseado em atos proféticos em lugar daquele a quem os atos dos profetas de verdade prefiguravam.

Enquanto os profetas anunciavam Jesus para que o mundo o reconhecesse quando Ele viesse, os “atos proféticos” das igrejas nebulam a imagem de quem Cristo realmente foi, para que ninguém o conheça como Ele é, mas somente como esses falsos profetas desejam que Ele seja. Os verdadeiros atos dos verdadeiros profetas bíblicos apontaram para o sofrimento e dor que Cristo passaria por amor aos seus escolhidos. Os atos, ou feitiçaria, dos falsos profetas de hoje apontam para as regalia$, mordomia$ e conquista$ materiai$ que a ambição incita por amor a deus (Mamom).

Os profetas bíblicos falavam o que Deus mandava dizer. Os profetas de hoje dizem pra Deus o que fazer. Fazem de Deus seu escravo. Mas como Deus não é escravo, nem escravo pode ser Deus, tais profetas nem Deus tem, não é em Deus que eles crêem.

Enquanto isso as igrejas vão canonizando feiticeiros por profetas e superstições por cristianismo.

Onde isso vai parar?

Por Julio Zamparetti Fernandes 

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

A Narrativa de Jesus Em Ordem Cronológica:



Harmonia evangélica



Uma Harmonia evangélica é uma tentativa de mesclar ou harmonizar os evangelhos canônicos dos quatro evangelistas numa única narrativa. O mais antigo exemplo é o Diatessarão de Tatiano, do século II d.C. Uma harmonia evangélica pode também ajudar a estabelecer uma cronologia de eventos da vida de Jesus como apresentada nos quatro evangelhos canônicos e como eles se relacionam entre si. O processo é complicado pelas diversas discrepâncias no relato dos quatro evangelistas.
As particularidades de cada evangelho complicam a criação de uma cronologia única e harmonizada. Porém, alguns consideram que estas particularidades são cruciais para podermos chegar numa ordem cronológica viável. Alguns estudiosos também questionam aconfiabilidade histórica dos Evangelhos.

Tentativas de harmonização



Os termos "harmonia" e "sinopse" tem sido utilizados para se referir às tentativas de se atingir uma harmonia evangélica, embora eles tratem de coisas diferentes. Tecnicamente, uma "harmonia" junta seções dos evangelhos numa única narrativa, mesclando os quatro evangelhos. Há quatro tipos básicos de harmonia: "radical", "sintética", "sequencial" e "paralela". Uma "sinopse", muito similar à harmonia paralela, se foca em eventos chave e junta textos ou relatos parecidos em paralelo, colocando-os lado-a-lado, usualmente em colunas[1].
Diatessarão de Tatiano, que data de circa 160 d.C. é possivelmente a primeira harmonia. No século III, o cristão Amônio de Alexandria desenvolveu o percursor das modernas sinopses, as chamadas "seções amonianas", na qual ele começa com o texto de Mateus e vai copiando nele eventos paralelos. No século V, Santo Agostinho escreveu extensivamente sobre o assunto no seu livro Harmonia dos Evangelhos[2]. Não se conhece nenhuma outra grande harmonia evangélica até pelo menos o século XV.
O século XVI testemunhou um renovado interesse no assunto. Neste período, a "estrutura paralela em colunas" foi introduzida, parcialmente como resposta ao crescimento da disciplina da crítica bíblica e este novo formato foi utilizado para enfatizar a veracidade dos evangelhos. Não está claro quem produziu a primeira harmonia evangélica neste período, mas Charles Dumoulin, em 1565, e Gerhard Mercator, em 1569, se utilizaram de abordagens parecidas. Em termos de conteúdo e qualidade, a sinopse de Johann Jacob Griesbach, de 1776, é um exemplo notável.
No século XIX, outras tentativas do tipo "recorta e cola" foram feitas, que não eram tecnicamente harmonias, como por exemplo a Bíblia de Jefferson, de 1819, que colocava versículos selecionados em ordem cronológica, mas que removeu grandes seções que Thomas Jefferson considerava como "muito sobrenaturais"

O Synopticon de W. G. Rushbrooke, de 1880, é por vezes considerado como sendo um marco na história das sinopses, pois ele se baseia no conceito de "prioridade de Marcos" (ou seja, considerar o Evangelho de Marcos como base). Treze anos depois, John Broadus se utilizou de relatos históricos para dar prioridades em sua harmonia, enquanto que as tentativas anteriores se utilizavam de festas como os principais marcos para identificar as datas que dividem a vida de Cristo como contada nos evangelhos.
Dois livros separados, ambos intitulados "Synopsis of the Four Gospels", um por Kurt Aland[ e outro por John Bernard Orchard são considerados como os textos-padrão no campo da harmonia evangélica desde o século XX[5]. Em 2006, Gregg Zegarelli publicou uma harmonia com um extenso sistema de numeração para conseguir rastrear todo o processo de harmonização.

Uma harmonia paralela


A tabela a seguir é um exemplo de uma harmonia paralela. A ordem dos eventos, especialmente durante o período do ministério de Jesus, tem sido alvo de muitos debates e de especulações acadêmicas. Mesmo comparando a obra de diversos estudiosos, outras harmonias podem diferir substancialmente desta na ordem dos eventos. A estrutura episódica é baseada nas obra A Harmony of the Gospels in Greek, de Edward Robinson, e Harmony of the Gospels, de Steven L. Cox e Kendell H Easley.


NúmeroEventoTipoMateusMarcosLucasJoão
1Preexistência de CristoMiscelâneaJoão 1:1-18
2Genealogia de JesusNatividadeMateus 1:1-17Lucas 3:23-38
3Nascimento de João Batista
Benedictus
NatividadeLucas 1:5-25
4Anunciação
Ave Maria
NatividadeLucas 1:26-38
5Visitação de Maria
Magnificat
NatividadeLucas 1:39-56
6Nascimento de JesusNatividadeMateus 1:18-25Lucas 2:1-7
7Anunciação aos pastores
Gloria in Excelsis Deo
NatividadeLucas 2:8-15
8Adoração dos pastoresNatividadeLucas 2:16-20
9Circuncisão de JesusNatividadeLucas 2:21
10Apresentação de Jesus no Templo
Nunc Dimittis
NatividadeLucas 2:22-38
11Estrela de BelémNatividadeMateus 2:1-2
12Adoração dos MagosNatividadeMateus 2:3-12
13Fuga para o EgitoNatividadeMateus 2:13-15
14Massacre dos InocentesNatividadeMateus 2:16-18
15A morte de HerodesMiscelâneaMateus 2:19-20
16Retorno do jovem Jesus a NazaréJuventudeMateus 2:21-23Lucas 2:39-39
17Jesus encontrado no TemploJuventudeLucas 2:41-51
18João BatistaMiscelâneaMarcos 1:1-8
19Ministério de João BatistaMiscelâneaMateus 3:1-12João 1:19-34
20Batismo de JesusMiscelâneaMateus 3:13-17Marcos 1:9-11Lucas 3:21-22
21Tentação de CristoMiscelâneaMateus 4:1-11Marcos 1:12-13Lucas 4:1-13
22Bodas de CanáMilagreJoão 2:1-11
23Jesus e NicodemosMinistérioJoão 2:13-25
24Limpeza do TemploMinistérioJoão 3:1-21
25Retorno de Jesus à GalileiaMinistérioMateus 4:12-12Marcos 1:14-14João 4:1-3
26Exorcismo na sinagoga de CafarnaumMilagreMarcos 1:21-28Lucas 4:31-37
27Parábola da SementeParábolaMarcos 4:26-29
28Rejeição de Jesus em sua cidade
Médico, cura-te a ti mesmo
MinistérioMateus 4:13-16Marcos 6:1-6Lucas 4:16-30
29Primeiros discípulos de JesusMinistérioMateus 4:18-22Marcos 1:16-20João 1:35-51
30Pesca milagrosaMilagreLucas 5:1-11
31Bem-AventurançasSermãoMateus 5:2-12Lucas 6:20-23
32Jovem de NainMilagreLucas 7:11-17
33Os Dois Devedores
ou Maria aos pés de Jesus
ParábolaLucas 7:41-43
34A Luz do MundoParábolaMateus 5:14-15Marcos 4:21-25Lucas 8:16-18
35Explicando a LeiSermãoMateus 5:17-48Lucas 6:29-42
36Setenta DiscípulosMinistérioLucas 10:1-12
37Discurso sobre a ostentaçãoSermãoMateus 6:1-18
38Parábola do Bom SamaritanoParábolaLucas 10:30-37
39Jesus na casa de Marta e MariaMinistérioLucas 10:38-42
40Pai NossoMinistérioMateus 6:9-13Lucas 11:2-4
41O Amigo InoportunoParábolaLucas 11:5-8
42O Rico InsensatoParábolaLucas 12:16-21
43Samaritana no poço
Água da Vida
MinistérioJoão 4:4-26
44Os Lírios do CampoMinistérioMateus 6:25-34Lucas 12:22-34
45O Cisco e a TraveSermãoMateus 7:1-5Lucas 6:41-42
46Discurso sobre a santidadeSermãoMateus 7:13-27
47A Árvore e seus FrutosSermãoMateus 7:15-20
48A Casa Edificada na RochaParábolaMateus 7:24-27Lucas 6:46-49
49Curando o leprosoMilagreMateus 8:1-4Marcos 1:40-45Lucas 5:12-16
50Curando o servo do centuriãoMilagreMateus 8:5-13Lucas 7:1-10João 4:46-54
51Curando a sogra de PedroMilagreMateus 8:14-17Marcos 1:29-34Lucas 4:38-41
52Exorcismo ao por-do-solMilagreMateus 8:16-17Marcos 1:32-34Lucas 4:40-41
53Acalmando a tempestadeMilagreMateus 8:23-27Marcos 4:35-41Lucas 8:22-25
54Exorcizando os gadarenosMilagreMateus 8:28-34Marcos 5:1-20Lucas 8:26-39
55Curando o paralítico em CafarnaumMilagreMateus 9:1-8Marcos 2:1-12Lucas 5:17-26
56Chamando MateusMinistérioMateus 9:9-9Marcos 2:13-14Lucas 5:27-28
57Vinho Novo em Odres VelhosParábolaMateus 9:17-17Marcos 2:22-22Lucas 5:37-39
58A Filha de JairoMilagreMateus 9:18-26Marcos 5:21-43Lucas 8:40-56
59A mulher sangrandoMilagreMateus 9:20-22Marcos 5:24-34Lucas 8:43-48
60Os dois cegos da GalileiaMilagreMateus 9:27-31
61Exorcizando um mudoMilagreMateus 9:32-34
62Convocando os DozeMinistérioMateus 10:2-4Marcos 3:13-19Lucas 6:12-16
63Não vim trazer paz, mas espadaMinistérioMateus 10:34-36
64Mensageiros de João BatistaMinistérioMateus 11:2-6Lucas 7:18-23
65O paralítico em BetesdaMilagreJoão 5:1-18
66Senhor do sábadoMinistérioMateus 12:1-8
67O homem com a mão atrofiadaMilagreMateus 12:9-13Marcos 3:1-6Lucas 6:6-11
68Pai NossoMinistérioLucas 11:2-4
69Exorcizando o cego e mudoMilagreMateus 12:22-28Marcos 3:20-30Lucas 11:14-23
70O Homem ValenteParábolaMateus 12:29-29Marcos 3:27-27Lucas 11:21-22
71Pecado imperdoávelMinistérioMateus 12:30-32Marcos 3:28-29Lucas 12:8-10
72Verdadeiros parentes de JesusMinistérioMateus 12:46-50Marcos 3:31-35Lucas 8:19-21
73Parábola do SemeadorParábolaMateus 13:3-9Marcos 4:3-9Lucas 8:5-8
74Os Lírios do CampoMinistérioLucas 12:22-34
75O Joio e o TrigoParábolaMateus 13:24-30
76A Figueira EstérilParábolaLucas 13:6-9
77A mulher enfermaMilagreLucas 13:10-17
78O Grão de MostardaParábolaMateus 13:31-32Marcos 4:30-32Lucas 13:18-19
79O FermentoParábolaMateus 13:33-33Lucas 13:20-21
80Pérola de grande valorParábolaMateus 13:44-46
81A RedeParábolaMateus 13:47-50
82O Tesouro EscondidoParábolaMateus 13:52-52
83Rejeição de JesusMinistérioMateus 13:54-58
84Decapitação de João BatistaMinistérioMateus 14:6-12Marcos 6:21-29
85Alimentando os 5.000MilagreMateus 14:13-21Marcos 6:31-34Lucas 9:10-17João 6:5-15
86Andando sobre as águasMilagreMateus 14:22-33Marcos 6:45-52João 6:16-21
87Curando em GenesaréMilagreMateus 14:34-36Marcos 6:53-56
88Discurso sobre a contaminaçãoSermãoMateus 15:1-11Marcos 7:1-23
89Exorcizando a filha da canaanitaMilagreMateus 15:21-28Marcos 7:24-30
90Curando o surdo-mudo da DecápolisMilagreMarcos 7:31-37
91Alimentando os 4.000MilagreMateus 15:32-39Marcos 8:1-9
92Curando o cego de BetsaidaMilagreMarcos 8:22-26
93Confissão de PedroMinistérioMateus 16:13-20Marcos 8:27-30Lucas 9:18-21
94Transfiguração de JesusMilagreMateus 17:1-13Marcos 9:2-13Lucas 9:28-36
95Exorcizando o garotoMilagreMateus 17:14-21Marcos 9:14-29Lucas 9:37-49
96Moeda na boca do peixeMilagreMateus 17:24-27
97Pão da VidaSermãoJoão 6:22-59
98Venham a mim as criancinhasMinistérioMateus 18:1-6Marcos 9:33-37Lucas 9:46-48
99Curando o homem com hidropisiaMilagreLucas 14:1-6
100Contando o CustoParábolaLucas 14:28-33
101A Ovelha PerdidaParábolaMateus 18:10-14Lucas 15:4-6
102Credor IncompassivoParábolaMateus 18:23-35
103Venham a mim as criancinhasMinistérioMateus 18:1-6Marcos 9:33-37Lucas 9:46-48
104A Moeda PerdidaParábolaLucas 15:8-9
105O Filho PródigoParábolaLucas 15:11-32
106O Mordomo InfielParábolaLucas 16:1-13
107Lázaro e o ricoParábolaLucas 16:19-31
108O Servo InútilParábolaLucas 17:7-10
109Os dez leprososMilagreLucas 17:11-19
110Parábola do Juiz IníquoParábolaLucas 18:1-9
111O Fariseu e o PublicanoParábolaLucas 18:10-14
112Jesus e o jovem ricoMinistérioMateus 19:16-30Marcos 10:17-31Lucas 18:18-30
113Perícopa da AdúlteraMinistérioJoão 8:2-11
114Os Trabalhadores na VinhaParábolaMateus 20:1-16
115Jesus profetiza sua morteMinistérioMateus 20:17-19Marcos 10:32-34Lucas 18:31-34
116O cego de nascençaMilagreJoão 9:1-12
117Filho do homem veio para servirMinistérioMateus 20:20-28Marcos 10:35-45
118O bom pastorMinistérioJoão 10:1-21
119O cego perto de JericóMilagreMateus 20:29-34Marcos 10:46-52Lucas 18:35-43
120Levanta-te e andaMilagreJoão 11:1-44
121Jesus e ZaqueuMinistérioLucas 19:2-28
122Entrada triunfal em Jerusalém
Domingo de Ramos
MinistérioMateus 21:1-11Marcos 11:1-11Lucas 19:29-44João 12:12-19
123Segunda limpeza do TemploMinistérioMateus 21:12-13Marcos 11:15-18Lucas 19:45-48
124Amaldiçoando a figueiraMilagreMateus 21:18-22Marcos 11:12-14
125Autoridade de Jesus questionadaMinistérioMateus 21:23-27Marcos 11:27-33Lucas 20:1-8
126Os Dois FilhosParábolaMateus 21:28-32
127Lavradores MausParábolaMateus 21:33-41Marcos 12:1-9Lucas 20:9-16
128O Banquete de CasamentoParábolaMateus 22:1-14Lucas 14:16-24
129A César o que é de César...MinistérioMateus 22:15-22Marcos 12:1-12Lucas 20:20-26
130Críticas aos fariseusMinistérioMateus 23:1-39Marcos 12:35-37Lucas 20:45-47
131O Tostão da ViúvaSermãoMarcos 12:41-44Lucas 21:1-4
132Profecia da Segunda VindaMinistérioMateus 24:1-31Marcos 13:1-27Lucas 21:5-36
133A FigueiraParábolaMateus 24:32-35Marcos 13:28-31Lucas 21:29-33
134O Servo FielParábolaMateus 24:42-51Marcos 13:34-37Lucas 12:35-48
135As Dez VirgensParábolaMateus 25:1-13
136Parábola dos TalentosParábolaMateus 25:14-30Lucas 19:12-27
137Ovelhas e BodesParábolaMateus 25:31-46
138Unção de JesusMinistérioMateus 26:1-13Marcos 14:3-9João 12:2-8
139Barganha de JudasMiscelâneaMateus 26:14-16Marcos 14:10-11Lucas 22:1-6
140O Grão de TrigoMinistérioJoão 12:24-26
141Última Ceia
Discurso de Adeus
MinistérioMateus 26:26-29Marcos 14:18-21Lucas 22:17-20João 13:1-31
142Prometendo o ParáclitoMinistérioJoão 16:5-15
143Getsêmani
Agonia no Getsêmani
MiscelâneaMateus 26:36-46Marcos 14:32-42Lucas 22:39-46
144Beijo de JudasPaixãoMateus 26:47-49Marcos 14:43-45Lucas 22:47-48João 18:2-9
145A orelha do servoMilagreLucas 22:49-51
146Prisão de Jesus
Viva pela espada, morra pela espada
PaixãoMateus 26:50-56Marcos 14:46-49Lucas 22:52-54João 18:10-12
147Julgamento de Jesus no Sinédrio
Corte de Pilatos
Corte de Herodes
Flagelação de Jesus
PaixãoMateus 26:57-68Marcos 14:53-65Lucas 22:63-71João 18:12-24
148Maldição do Sangue
Pilatos lavando as mãos
PaixãoMateus 27:24-25
149Carregando a cruz
Via Crucis
PaixãoMateus 27:27-33Marcos 15:20-22Lucas 19:16-17João 19:16-17
150Crucificação de Jesus
Stabat Mater
Deposicão da cruz
Pietá
Sepultamento de Jesus
PaixãoMateus 27:27-61Marcos 15:1-47Lucas 23:25-54João 19:1-38
151Três MariasAparições pós-ressurreiçãoMateus 28:1-1Marcos 16:1-1Lucas 24:1-1
152Túmulo vazioAparições pós-ressurreiçãoMateus 28:2-8Marcos 16:2-8Lucas 24:2-12João 20:1-13
153Ressurreição de JesusAparições pós-ressurreiçãoMateus 28:9-10Lucas 24:1-8João 20:14-16
154Noli me tangereAparições pós-ressurreiçãoJoão 20:17-17
155Discípulos de EmaúsAparições pós-ressurreiçãoMarcos 16:12-13Lucas 24:13-32
156Jesus ressuscitado aparece aos ApóstolosAparições pós-ressurreiçãoLucas 24:36-43João 20:19-20
157Grande ComissãoAparições pós-ressurreiçãoMateus 28:16-20Marcos 16:14-18Lucas 24:44-49João 20:21-23
158Dúvida de ToméAparições pós-ressurreiçãoJoão 20:24-29
159Pesca dos 153 peixesMilagreJoão 21:1-24
160Ascensão de JesusAparições pós-ressurreiçãoMarcos 16:19-20Lucas 24:50-53
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