sábado, 29 de setembro de 2012

A Natureza de Jesus


Eu e o Pai somos um.  João 10:30



Introducao:

Os evangelhos nos transmite inúmeras afirmações acerca da vida de Jesus, e através dessas partes da escrituras, nós ficaremos espantados com a ignorância que  existe em  cada um de  nós acerca do Senhor  Jesus.

No entanto quem faz dos evangelhos seu principal  livro de leitura, compreende com clareza certos aspectos da vida de Jesus, tais como: Sua origem, sua natureza, sua missão  aqui na Terra mais principalmente sua morte e  ressurreição.

1. Quanto a  Sua Origem.

Jesus nestes texto da um testemunho sobre o lugar de onde Ele veio (Jo. 8.29,42).

Existem  varias declarações do próprio Senhor Jesus, relatadas no evangelho de João sobre a sua origem de que Ele desceu do céu (Jo.  3.13, 6.37,38, 5.30, 4.34, 3.17,18).

1.1. Jesus tinha total  consciência de quem  Ele era e de onde ele tinha  vindo (Jo. 12-14,23), e esta consciência Ele tinha  desde a infância (Lc. 2.47-49)

2. Sua natureza:

"Natureza", entende-se os traços que definem e distinguem  uma espécie ou uma pessoa. e Jesus possuía as duas  naturezas a humana e a divina  (Is. 9.6, Mt. 1.23, Col. 1.15,19, 2.2,9, 1Jo. 5.22).

2.1. Jesus reivindica a  sus Deidade:

No capitulo 8 de João, vemos Jesus mais  uma vez,  levantar um tema que causava furor em seus oponentes  sua  "eterna existência" (Jo. 8.24,58).
Eles não tinham  duvidas da humanidade de Cristo, porem todas as vezes que Jesus abordava esse assuntos acerca da sua Deidade eles se enfureciam e  tentavam apedreja-lo (Jo. 8.58,59).

* Quando  Jesus  se declarou igual ao Pai, eles  pegaram em  pedra para o matarem (Jo. 5.17,18).

* Quando  Jesus disse que  era o pão vivo  que desceu do céu, eles se enfureceram (Jo. 6.41).

*Quando Jesus ensinava na festa  dos Tabernáculos (Jo. 7.25,26).

*Em João. 8,  quando ele disse  que era o grande Eu Sou.

Obs. O verbo "Eu  sou", reproduz o  passado, presente e futuro ao mesmo tempo. Aplicado a alguém ele indica a  sua independência em relação ao tempo.
Jesus quando usa para  se  esse termo "Eu Sou", faz  alusão  aos termos usados  por Deus em (Ex. 3.14, Dt. 32.29),  que indicam a natureza eterna e imutável de Jeová.

2.2.  No capitulo 5 de João Jesus fala claramente do seu Senhorio e da sua igualdade com  o Pai,  como declarou mais  adiante (Jo. 10.30).

• Jesus se declarou que é igual ao Pai (Jo. 5.16-19, 26).

• Jesus se declarou capaz de ter a vida  em si mesmo, de dar a vida e ressuscitar os mortos (Jo. 5.21,24,25,28-29,40).

• Jesus se declarou como  o único capaz de exercer juízo (Jo. 5.22,27).

Conclusão:

Jesus Cristo, ou Ele era louco, um mentiroso ou então Ele é que, realmente disse ser, Jesus sempre ser igual ao pai.
Uma certa vez um muçulmano conversando com um turista cristão começou a zombar do fato de ele ser seguidor de jesus. E o mesmo perguntou quem ele pensava ser Jesus, o que Maomé disse que ele era, e o muçulmano respondeu que era um profeta. então o irmão perguntou de Maomé chamaria de profeta um mentiroso, por que Jesus disse que Ele É Deus, e completou, Maomé vária vezes faz citações a cerca de Jesus, mas Ele nada falou de Maomé. e o muçulmano se calou.


quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Quem Apareceu a Saul?





"Quem foi que apareceu a Saul em 1 Samuel 28.7-25?"
Preliminarmente, ressaltamos, que o capítulo 28 de 1 Samuel, a começar do seu versículo 7 até o 25, foi escrito por uma testemunha ocular; logo, por um dos servos de Saul que o acompanhou à necromante: vv.7,8. Frequentemente, esses servos eram estrangeiros e quase sempre supersticiosos, crentes no erro - razão por que o seu estilo é tão convincente. Esta crônica que é parte da história de Israel, pela determinação divina, entrou no Cânon assim como os discursos dos amigos de Jó (42.7), as afirmações do autor de "debaixo do sol" (Ec 3.19) palavras e conceitos meramente humanos. A confusão gerada pelo assunto exposto no texto é porque foi analisado o ponto de vista do servo de Saul.

Todavia, sobre a questão se Samuel falou ou não com Saul, a Bíblia é bem clara e tem argumentos definidos para desmentir todas e quaisquer afirmações hipotéticas e asseverações parapsicológicas a seu respeito. Examinaremos alguns desses argumentos e veremos a impossibilidade de ter sido Samuel a pessoa com quem falou Saul:

1.    Argumento gramatical (v.6): "... o Senhor... não lhe respondeu". O verbo hebraico é completo e categórico. Na condição que Saul estava, Deus não lhe responderia e não lhe respondeu. O fato é confirmado pela frase: "... Saul... interrogara e consultara uma necromante e não ao Senhor...", 1 Cr 10.13,14.

2.  Argumento exegético: v.6. Nem por Urim - revelação sacerdotal (w.14,18), nem por sonhos - revelação pessoal, nem por profetas - revelação inspiracional da parte de Deus. Fosse Samuel o veículo transmissor, seria o próprio Deus respondendo, pois Samuel não podia falar senão por inspiração. E se não foi o Senhor, não foi Samuel.

3.  Argumento ontológico. Deus se identifica como Deus dos vivos: de Abraão, de Isaque, de Jacó: Êx 3.15; Mt 22.32. Nenhum deles perdeu a sua personalidade e sua integridade, depois de terem partido. Seria Samuel o único a poluir-se, contra a natureza do seu ser, contra Deus e contra a doutrina que ele mesmo pregara (1 Sm 15.23), quando em vida nunca o fez? Impossível.

4.  Argumento escatológico. O pecado de Samuel tomar-se-ia mais grave ainda, por ter ele estado no "seio de Abraão", tendo recebido uma revelação superior e conhecimento mais exato das coisas encobertas, e não tê-las considerado, nem obedecido às ordens de Deus: Lc 16.27-31. Mas Samuel nunca desobedeceu a Deus: 1 Sm 12.3,4.

5.  ARGUMENTO DOUTRINÁRIO. Consultar os "espíritos familiares" é condenado pela Bíblia inteira. Logo, aceitando a profecia do pseudo-Samuel, cria-se uma nova doutrina, que é a revelação divina mediante pessoas ímpias e polutas. E, além disso, para serem aceitas as afirmações proféticas como verdades divinas, é necessário que sejam de absoluta precisão; o que não acontece no caso presente.

6.  Argumento profético: Dt 18.22. As profecias devem ser julgadas: 1 Co 14.29. E essas do pseudo-Samuel não resistem ao exame. São ambíguas, imprecisas e infundadas. Vejamos:
a) Saul não foi entregue nas mãos dos filisteus (1 Sm 28.19), mas se suicidou (1 Sm 31.4) e veio parar nas mãos dos homens de Jabes-Gileade: 1 Sm 31.11,13. Infelizmente, o pseudo-Samuel não podia prever este detalhe.
 b) Não morreram todos os filhos de Saul ("... tu e teus filhos", 1 Sm 28.19) como insinua essa outra profecia obscura. Ficaram vivos pelo menos três filhos de Saul: Isbosete (2 Sm 2.8-10), Armoni e Mefibosete: 2 Sm 21.8. Apenas três morreram, como anotam clara e objetivamente as passagens seguintes: 1 Sm 31.26 e 1 Cr 10.2-6.
 c) Saul não morreu no dia seguinte ("... amanhã... estareis comigo", 1 Sm 28.19). Esta é uma profecia do tipo délfico, ambígua. Saul morreu cerca de dezoito dias depois: 1 Sm 30.1,10,13,17; 2 Sm 1.13.
d) Saul não foi para o mesmo lugar que Samuel ("... estareis comigo", 1 Sm 28.19). Outra profecia inverossímil: interpretar o "comigo" por simples "além" (Sheol), é tergiversar. Samuel estava no "seio de Abraão", sentia isso e sabia a diferença que existe entre um salvo e um perdido. Jesus também o sabia, e não disse ao ladrão que estava na cruz: "Hoje estarás comigo no além (Sheol)", mas sim no "Paraíso". Logo, Samuel não podia ter dito a Saul que este estaria no mesmo lugar que ele: no "seio de Abraão". Porque com o ato abominável e reprovado de Saul em consultar uma feiticeira e não ao Senhor, foi completamente anulada a sua possibilidade de ir para o mesmo lugar de Samuel - o "seio de Abraão". 

Obs. Ainda notamos este absurdo, analisando a palavra "médium" (heb), que é traduzida em outras versões por "espírito adivinhador" ou "espírito familiar" e no texto grego (LXX) por "engastrimuthos", que significa ventríloquo, isto é, um de fala diferente, palavra que indica a espécie de pessoa usada por um desses espíritos.

Conclusão:

• Não foi Samuel quem apareceu e falou com Saul, mas sim um espírito demoníaco.
• Nenhum morto por invocação humana pode aparecer ou falar com alguém, e quanto mais Samuel.
• Todas as predições do pseudo-Samuel estavam deturpadas. Nada se cumpriu. Isto é um verdadeiro contra-senso, visto que, Samuel quando em vida, "nenhuma só das suas palavras caiu por terra". 1 Sm 3.19.
• Quem pratica tais coisas, a saber, invoca os mortos, consulta necromantes, está sendo logrado pelas artimanhas de Satanás.
• Deus é Deus dos vivos e não dos mortos: Mt 22.32. Assim, aqueles que invocam os mortos estão indo de encontro a essa lei básica e bíblica.
• Não existe, portanto, neste trecho nenhuma similaridade ou abertura para supostos fundamentos de doutrinas heréticas. Ademais, todos esses argumentos provam categoricamente a impossibilidade de tais pensamentos. A Bíblia é a verdade

domingo, 23 de setembro de 2012

Existe Realmente Poder em Nossas Palavras?




 

Introdução:

Há alguns dias entrei numa livraria evangélica. Olhando as novidades, vi, estupefato, que as obras que estavam à vista eram aquelas que falavam sobre o poder inerente da língua. Como: “Há poder em suas palavras”, “Zoe: a própria vida de Deus”, “A sua saúde depende do que você fala”, etc.

Conversando com a atendente perguntei-a sobre os livros que estavam mais escondidos, como por exemplo, os livros de teologia, de referências, de história da Igreja, etc. Ela respondeu-me que são livros que não sai das estantes, a não ser que algum pastor, professor ou seminaristas venham a adquiri-los. E disse-me que mais de 90% das pessoas que frequentam a livraria só compram livros dessa “nova teologia”.

É lamentável que isto seja um reflexo da falta de conhecimento da Igreja hodierna. As pessoas não querem mais pesquisar a fundo o que se vende ou se escuta por ai. Só querem bênçãos, sem se importar com o abençoador. Querem as coisas de Deus, embora não pensem em conhecê-lo. Buscam o pão da terra, mas rejeitam o pão do céu. Nestas poucas linhas tentarei demonstrar que apesar de estar impregnada na Igreja como um todo, a confissão positiva é uma falha grave da chamada “nova teologia”.

DEFININDO OS TERMOS

O que é o Movimento do Pensamento Positivo? É a crença em que o pensamento de uma pessoa é o fator primordial em relação a suas circunstâncias. Só em ter pensamentos positivos todas as influências e circunstâncias negativas serão vencidas.

E o Movimento de Confissão Positiva? É a versão cristianizada do pensamento positivo que essencialmente substitui a fé em Deus pela habilidade de ter fé em si mesmo. O simples fato de confessar positivamente o que se crê faz com que o desejo confessado aconteça. (1)

O verbo decretar está sendo conjugado dia-a-dia pelas mais variadas denominações. Não são poucas as pessoas que usam o jargão evangélico: “Tá decretado!” Não faz muito tempo às famosas frases de efeito no meio evangélico eram outras bem menos danosas para a fé cristã, como, por exemplo: “O sangue de Cristo tem poder” – nem sempre usada no contexto correto –, “Tá amarrado!” etc.

Mas, qual o motivo da frase “tá decretado” – e suas variações – estar errada? Não temos que reivindicar os nossos direitos junto ao Pai? Não somos filhos do Rei? As nossas palavras não possuem poder?
Para responder, sinceramente, a estas e outras perguntas, gostaria de dar algumas explicações do por que não creio na assim chamada “confissão positiva”.

Devemos também lembrar-nos de que o termo “decreto” pertence somente ao Senhor de Toda Glória, como bem falou Rubens Cartaxo Junior: “Os Decretos eternos de Deus é exclusivo de Sua pessoa o qual fez desde a Eternidade – Sl 33.11; Is 14.26-27; 46.9-10; Dn 4.34-35; Mt 10.29-30; Lc 22.22; At 2.23; 4.27-28; 17.26; Rm 4.18; 8.18-30; I Co 2.7; Ef 1.11; 2.10; II Tm 1.8-9; I Pe 1.18-20. Estes textos demonstram que Deus tem um propósito, ou um plano, para o Universo que criou. Este plano existe antes da criação. É um plano sábio, de acordo com o conselho de Deus. Ninguém pode anulá-lo, pois é Eterno”. (2)

A “confissão positiva” é parte da “teologia da prosperidade”, tão divulgada e recebida pela Igreja brasileira. Esta doutrina vem sendo divulgada há alguns anos no Brasil, especialmente por R. R. Soares que é o responsável pela divulgação dos livros de Kenneth E. Hagin, principal expositor desta doutrina. Hagin diz que recebeu a fórmula da fé diretamente de Jesus, e mandou escrever de1 a4 esta “fórmula”. Com ela, diz, pode-se conseguir tudo. Consiste em:

(1) “Diga a coisa”, positiva ou negativamente, tudo depende do indivíduo.
(2) “Faça a coisa”, o que nós fazemos irá determinar a nossa vitória.
(3) “Receba a coisa”, a fé irá dinamizar a ação e Deus tem que responder, pois está preso a “leis espirituais”.
(4) “Conte a coisa”, para que outras pessoas possam crer. Deve-se usar palavras como: decretar, exigir, reivindicar, declarar, determinar, e não se pode pedir “se for da tua vontade”, pois isso destrói a fé.

Não são poucos os líderes que adotam e pregam essa doutrina. Como disse o próprio R. R. Soares em uma entrevista para a Revista Eclésia, quando perguntado se ele era adepto da teologia da prosperidade, ele respondeu:
“…Agora, eu prego a prosperidade. Prefiro mil vezes pregar teologia chamada da prosperidade do que teologia do pecado, da mentira, da derrota, do sofrimento… A teologia da prosperidade, pelo que se fala por aí, eu bato palmas. Não creio na miséria. Essa história é conversa de derrotados. São tudo um bando de fracassados, cujas igrejas são um verdadeiro fracasso”. (3)

Para muitos, ganhar e ter dinheiro viraram sinônimos de vitória. E o que mais nos impressiona é a suposta “base bíblica” para defender seus devaneios. Um exemplo clássico é o texto de Filipenses 4:13 – que virou um moto na boca dos cristãos hodiernos – que diz: “Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece” . Só que os adeptos da teologia da prosperidade ignoram por completo o contexto da passagem. Veja o que diz os versos 11 e 12: “Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido, e sei também ter em abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade”.

Em outras palavras Paulo diz-nos que poderia passar por qualquer situação – fome, abatimento, necessidade, ter de tudo e não ter nada – pelo simples fato de que a sua força, em momentos de tribulação ou não, era Jesus Cristo.

Esse movimento pensa que a língua e a mente têm um poder que pode criar as circunstâncias ao nosso redor. Não é mais do que uma “parapsicologia evangélica”. Muitas das coisas que os “doutores da fé” dizem são clones dos ensinamentos do poder da mente, muito explorado pelo Dr. Joseph Murphy anos atrás. Ele escreveu alguns livros como: “Como usar as leis da mente”, “Conversando com Deus”, “As grandes verdades da Bíblia”, “A magia do poder extra-sensorial”, “O poder do subconsciente”, dentre outros.

Vou apenas citar um trecho do livro “A paz interior”, do Dr. Murphy para vermos que se parece muito com os “doutores da fé”. Comentando João 1:5-7 ele diz:
“As trevas referem-se à ignorância ou falta de conhecimento da maneira como a mente funciona. Estamos nas trevas quando não sabemos que somos o que pensamos e sentimos. O homem está num estado condicionado do Não-condicionado, com todas as qualidades, atributos e potenciais de Deus . O homem está aqui para descobrir quem é. Não é um autônomo. Tem a capacidade de pensar de duas maneiras: positivamente e negativamente . Quando começa a descobrir que o bem e o mal que experimenta são decorrentes exclusivamente da ação de sua própria mente, começa a despertar do senso de escravidão e limitação ao mundo exterior. Sem conhecer as leis da mente , o homem não sabe como produzir seu desejo”. (4) (grifo nosso)
Vejamos ainda o que Jorge Linhares diz em seu livro: “Bênção e Maldição”, onde mostra um Deus dependente do homem, este é o Evangelho da Confissão Positiva e do Evangelho da Maldição – “Palavras produzem bênção… [ou] maldição… Palavras negativas… dão lugar a opressão demoníaca… …Palavras positivas (confissão positiva), amorosas, de fé, de confiança em Deus, liberam o poder divino para desfazer a opressão…” (5)

SUPOSTA BASE BÍBLICA DA CONFISSÃO POSITIVA

Existem algumas supostas bases bíblicas que os defensores da confissão Positiva usam para defender esta doutrina, vamos dar apenas três passagens para não tomar muito tempo, no entanto, as demais passagens seguem basicamente esta linha de interpretação.

Marcos 11:22-23 – “E Jesus, respondendo, disse-lhe: Tende fé em Deus; Porque em verdade vos digo que qualquer que disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar em seu coração, mas crer que se fará aquilo que diz, tudo o que disser lhe será feito”.

Os defensores apregoam que o verso acima ensina que devemos ter a fé de Deus, ou seja, a confissão que gera as coisas. Declarar a existência de coisas que do nada virão a existir, podendo assim criar a realidade que quisermos.

O Pr. Jorge Issao Noda explica muito bem esta passagem em seu livro: “Somos deuses?”, ele diz:
“Copeland editou uma Bíblia de referência onde este texto tem uma leitura alternativa: ‘Tende a fé de Deus’. Capps, Price, Hagin, são unânimes nesta interpretação. Hagin afirma, inclusive, que ela está de acordo com a visão dos eruditos em grego. O texto diz: echete (tende) pistin (fé) theou (de Deus). De Deus? Então Deus tem fé! Sendo assim, os mestres da Fé têm razão. Os cristãos, através dos séculos, estiveram interpretando erroneamente este texto. Xeque-mate? De maneira nenhuma. Robertson, um dos maiores eruditos em grego, afirma que o texto deve ser traduzido para ‘tende fé em Deus’ porque se trata de um genitivo objetivo. Neste caso Deus não é o sujeito da fé (fé de Deus), mas o objeto da fé (fé em Deus). Os eruditos em grego maciçamente concordam com Robertson, contrariando a afirmação de Hagin”. (6)
Temos que ter fé em Deus, essa nossa fé em Deus é que faz com que os montes que enfrentamos a cada dia sejam superados, não pelo poder inerente a fé, mas no poder inerente do doador da fé, ou seja, o nosso Deus. Sem essa fé não venceremos, mas com Ele somos mais do que vencedores.
Provérbios 6:2 – “E te deixaste enredar pelas próprias palavras; e te prendeste nas palavras da tua boca”.

Este texto, dizem, significa que o poder de não passar por problemas está na língua. No entanto, Salomão está falando da pessoa que ficou por fiador de outro, como expressa o versículo anterior: “Filho meu, se ficasse por fiador do teu companheiro, se deste a tua mão ao estranho, e te deixaste enredar pelas próprias palavras; e te prendeste nas palavras da tua boca”. (grifo nosso)

A Bíblia de Genebra explica o termo “enredado”: “Pedir dinheiro emprestado é uma coisa, mas prover segurança para outrem é caminhar para dentro de uma armadilha feita pelo próprio indivíduo”. (7)

Provérbios 18:21 – “A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto”.

Este versículo explica que devemos ter o cuidado de que nossas palavras não venham a nos trazer situações embaraçosas. Temos que saber como dizer as coisas, pois certamente colheremos situações que são causadas por nós mesmos. No entanto, este verso não dá margem para dizer que são as palavras em si que nos dá o controle das circunstâncias da nossa vida. São situações específicas e não o destino do ser humano que é traçado pela verbalização dos nossos desejos interiores. Palavras negativas ditas a um filho, por exemplo, podem sim trazer sérias complicações psicológicas no desenvolvimento sadio de um indivíduo. Mas nem isso pode ser regra geral, pois o contrário também ocorre. Ou seja, um filho pode receber maus estímulos psicológicos dos pais e usarem esses maus estímulos até para vencer na vida e serem pessoas melhores que seus pais. Nem sempre “filho de peixe peixinho é”.

Para uma compreensão melhor do que eu quero dizer, deixe-me mostrar-lhes algumas implicações práticas sobre a Confissão Positiva. Se você crer nesta doutrina, então terá que desconsiderar aquilo que eu irei falar a seguir. Mas se você quer ponderar o assunto, leia com atenção as frases seguintes:

IMPLICAÇÕES PRÁTICAS DE SE CRÊ NA DOUTRINA DA CONFISSÃO POSITIVA

Citaremos algumas implicações preocupantes que comprovam a periculosidade desta doutrina para os cristãos menos desavisados:

1 – A Doutrina da confissão positiva aniquila a Soberania de Deus.

Deus não depende das palavras dos homens para agir. Deus é e sempre será Soberano. Soberania é o atributo pelo qual Deus possui completa autoridade sobre todas as coisas criadas, determinando-lhe o fim que desejar (Gn 14:19; Ne 9:6; Ex 18:11; Dt 10:14-17; I Cr 29:11; II Cr 20:6; Jr 27:5; At 17:24-26; Jd 4; Sl 22:28; 47:2,3,8; 50:10-12; 95:3-5; 135:5; 145:11-13; Ap.19:6).
Já imaginou um Deus que depende do homem para agir? Com certeza Ele entraria em enrascada se estivesse sujeito às oscilações da vontade humana. Eu mesmo não queria um Deus desse tipo. Prefiro o Deus da Bíblia que “tudo faz como lhe apraz”. (Sl 115:3).

2 – A Doutrina da confissão positiva enaltece o homem.

Quando entendemos biblicamente quem na realidade é o homem, ficamos sobremaneira conscientes de nossas falhas e limitações. Quanto mais a confissão Positiva enaltece o homem, mais eu vejo o seu erro. A Bíblia nos mostra claramente que o homem nada é comparado ao Senhor nosso Deus.

A Bíblia retrata como na verdade é o homem (Ezequiel 16:4-5; Is 1:6 Rm 3:10-18; Sal 51:5; 58:3; Is 48:8; João 5:40; Rm 1:28; 3:11, 18; II Pedro 3:5; Rm 8:8; Jr 13:23; João 6:44-45; Rm 8:6-8; Ef 4:18; Rm 1:21; Jr 17:9).

3 – A Doutrina da confissão positiva dá mais valor a palavra falada do que às Escrituras.

Onde fica a luta de reformadores como Lutero? Muitos foram aqueles que lutaram para que hoje tivéssemos a Palavra de Deus em nossas mãos. Muito sangue foi derramado para que pudéssemos ler às Escrituras sem a interferência da vontade humana. Onde fica o princípio da “Sola Scriptura”? A Bíblia deixou de ser relevante para as nossas vidas? Creio firmemente que não e os textos bíblicos confirmam isso – Sl 19:7-11; Sl 119; Jo 5:39; Rm 15:4; II Tm 3:16-17.

Amado irmão, se precisássemos apenas falar e declarar para que as circunstâncias adversas fossem resolvidas e vivêssemos rica e abundantemente sem problemas, então porquê a Bíblia dá tanta ênfase a suportar o sofrimento? Se Paulo tivesse o poder de parar de sofrer decretando, então como foi que ele teve que ficar com o espinho na carne? Deixemos de incoerência e vivamos a verdade da Palavra do Senhor!

“Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte”. II Co 12:10.

4 – A Doutrina da confissão positiva dá um conceito simplista da fé cristã.

O evangelho de Cristo é o evangelho da cruz, da renúncia, do arrependimento, do nascer de novo. O cristianismo de hoje é um cristianismo sem cruz, sem sacrifícios. Gosto de dizer que é o “evangelho boa vida”, evangelho “não-faça-nada-e-ganhe-tudo”. Esse não é o evangelho de Cristo. Basta vermos alguns textos para comprovar o que estou dizendo – Jo 3; Mt 16:24; Mc 8:34; Lc 9:23; Gl 6:12; Mt 3:8; Lc 5:32; II Pe 3:9, etc.

5 – A Doutrina da confissão positiva não tem o respaldo na História da Igreja.

Fico imaginando Lutero ou Calvino orando da seguinte maneira: “Eu decreto que a partir de hoje o papado vai morrer, reivindico que todos os inimigos do evangelho sejam transportados para o inferno. Declaro explicitamente que não mais haverá mais heresias e que os inimigos da cruz de Cristo vão desaparecer da face da terra. Está decretado em nome de Jesus!”

Essa oração nunca aconteceu. Dentro da História da Igreja não se tem notícia de coisas absurdas como essa. Será que todos os grandes homens de Deus estavam enganados a respeito de sua fé? Quando examinamos biografias diversas dos homens de Deus, seja de quem for, notamos uma única nota coerente em todos: Verdadeira humildade. Todos foram humildes em afirmar a soberania de Deus e a fraqueza do homem. Agora, o homem quer mandar em Deus? Meus amados somos servos e não senhores. E basta para nós sermos apenas servos.

Conclusão:

Estude a Palavra e não fique por ai repetindo, como papagaio, aquilo que você escuta na televisão. É muito fácil pregar heresias. É muito prático dizer um “abracadabra” evangélico para que tudo se resolva. Difícil é estudar com afinco às Escrituras, passar horas debruçado sobre as páginas santas desse livro. Buscar de Deus o verdadeiro sentido da vida, entender às verdades centrais desse livro, no entanto, é salutar.

Como a Igreja do Senhor está precisando de bereanos hojeem dia. Vocêquer ser um deles? Oxalá que sim! Deus o abençoe.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Por que seminaristas costumam perder a fé?




Por Augustus Nicodemus

Não quero dizer que acontece com todos. Mas, acontece com muitos. Conheço vários casos, inclusive próximos a mim, de jovens cristãos fervorosos, dedicados, crentes, compromissados com Deus, que gostavam de orar e ler a Biblia, que evangelizavam em tempo e fora de tempo, e que depois de entrar no seminário ou faculdade de teologia, esfriaram na fé, se tornaram confusos, críticos, incertos e até cínicos. Como Tomé, não conseguem crer (espero que ao final venham a crer, como graciosamente aconteceu com Tomé).

E isso pode acontecer até mesmo em seminários cujos professores são conservadores, que acreditam na Bíblia de capa a capa. Esse quase foi o meu caso. Após minha conversão em 1977, depois de uma vida desregrada e dissoluta, dediquei-me à pregação do Evangelho e a plantar igrejas. Larguei meu curso de Desenho Industrial na Universidade Federal de Pernambuco e fui trabalhar como obreiro no litoral de Olinda, pregando a uma comunidade de pescadores, depois no interior de Pernambuco entre plantadores de cana e finalmente entre viciados em droga em Recife. Todos me aconselhavam a fazer o curso de seminário e a me tornar pastor. Eu resistia, pois tinha receio de que quatro anos em um seminário iriam esfriar o meu ânimo, meu zelo, minha paixão pelas almas perdidas. Eu conhecia vários seminaristas e não tinha a menor intenção de me tornar como eles. Finalmente cedi. Entrei no seminário aos 24 anos de idade, provavelmente como um dos mais relutantes candidatos ao ministério que passara por aquelas portas. Tive professores muito abençoados que me ensinaram teologia, Bíblia, história, aconselhamento. Eram todos, sem exceção, homens de Deus, comprometidos com a infalibilidade das Escrituras e com a teologia reformada.
Tenho que confessar, porém, que nesse período, esfriei bastante. Perdi em parte aquele zelo evangelístico, a prática de dedicar várias horas diárias para ler a Bíblia e orar. O contato com a história da Igreja, a história das doutrinas, as controvérsias, afora a carga tremenda de leituras e trabalhos a serem feitos, tudo isso teve impacto na minha vida devocional. Pela graça de Deus, durante esse período me mantive ligado ao trabalho evangelístico, à pregação. Mantive-me em comunhão com outros colegas que também amavam o Senhor e juntos orávamos, discutíamos, compartilhávamos nossas angústias, alegrias, dificuldades e planos futuros. Saí do seminário arranhado.

Infelizmente esse não é o caso de muitos. Se o Mauro Meister quisesse, ele poderia dar testemunho aqui de como quase perdeu a fé em Deus e na Palavra quando entrou no seminário da denominação à qual ele pertencia antes de ser presbiteriano. Ele teve que tomar uma decisão: ficar e perder a fé, ou sair. Preferiu sair -- pelo que todos nós somos gratos! -- e fazer outro seminário. Além desses dois casos que eu mencionei, conheço vários outros de seminaristas, estudantes de teologia, que perderam a fé, o zelo, o fervor, a confiança, e que saíram do seminário totalmente diferentes daqueles jovens entusiasmados, evangelistas, que um dia entraram na sala de aula ansiosos por aprender mais de Deus e da sua Palavra.

1. O que é mais comum nos Seminários Teológicos:

Existem algumas razões pelas quais essa história tem se tornado cada vez mais comum. Coloco aqui as que considero mais relevantes, sempre lembrando que muitos seminários e escolas de teologia levam muito a sério a questão da ortodoxia bíblica e do cultivo da vida espiritual de seus alunos. Não é a eles a que me refiro aqui.

1) Acho que tudo começa quando as denominações mandam para os seminários e faculdades de teologia jovens que não têm absolutamente a menor condição de serem pastores, professores, obreiros e pregadores.

Muitos são enviados sem qualquer preparo intelectual, espiritual e emocional. Alguns mal fizeram 17 anos e foram enviados simplesmente porque eram líderes destacados dos adolescentes de sua igreja, eram líderes do grupo de louvor ou filhos de pessoas influentes da igreja. Não é sem razão que Paulo orienta que o líder não pode ser neófito, isto é, novo na fé (1Tim 3.6). Eles não têm a menor estrutura intelectual, bíblica e emocional para interagir criticamente com os livros dos liberais e com os professores liberais que vão encontrar aos montes em algumas das instituições para onde serão mandados. Não estarão inoculados preventivamente contra o veneno que professores liberais costumam destilar em sala de aula. E nem têm ainda maturidade para estudar teologia como se fosse uma disciplina qualquer, até mesmo quando ensinada por professores conservadores que mal oram em sala de aula.

2) Acho também que a culpa é das denominações que mantêm professores liberais ou conservadores frios espiritualmente nas cátedras de suas escolas de teologia.

O que um professor que não acredita em Deus, nem que a Bíblia é a Palavra de Deus, não ora, tem para ensinar a jovens que estão na sala de aula para aprender mais de Deus e de sua Palavra? Há seminários e escolas de teologia que mantêm no corpo docente professores que nem vão mais à uma igreja local, que usam o título de pastor apenas para ocupar uma vaga na cátedra dos seminários. Nunca levaram ninguém a Cristo e nem estão interessados nisso. Não têm vida de oração, de piedade. Que exemplo eles poderão dar aos jovens que sentam nas salas de aula com a mente aberta, ansiosos e desejosos de ter modelos, exemplos de líderes para começar seus próprios ministérios?

3) Alguns desses professores têm como alvo pessoal destruir a fé de todos os seus estudantes antes mesmo que terminem o primeiro ano de estudos. Começam desconstruindo o conceito de que a Bíblia é a infalível e inspirada Palavra de Deus.

Com grandes demonstrações de sapiência e erudição, eles mostram os erros da Bíblia e o engano da Igreja Cristã, influenciada pela filosofia grega, em elaborar doutrinas como a Trindade, a Divindade de Cristo, a Expiação. Mesmo sem usar linguagem direta -- alguns usam, todavia -- lançam dúvidas sobre a ressurreição literal de Cristo de entre os mortos. A pá de cal na sepultura da fé desses meninos é a vida desses professores. Além de não terem vida devocional alguma, alguns deles ensinam os seus pobres alunos a beber, fumar e freqüentar baladas e outros locais. Eles até lideram o grupo Noé (que se encheu de vinho) e o grupo Isaías ("e a casa se encheu de fumo") nos seminários!!

Bom, acredito que uma fé que pode ser destruída deve ser destruída mesmo, pois não era autêntica e nem sólida. Quanto mais cedo ela for destruída e substituída por uma fé robusta, enraizada na Palavra de Deus, melhor.

4) Os professores liberais e os professores conservadores mortos só sabem destruir; eles não têm a menor idéia de como ajudar jovens candidatos ao ministério pastoral a cultivar uma mente educada, uma fé robusta e uma vida de devoção e consagração a Deus:

Os primeiros, porque lhes falta fé; os segundos, devoção. Ao fim de quatro anos de estudo com professores assim, vários desses jovens saem para serem pastores, mas intimamente -- alguns, abertamente -- estão cheios de dúvidas quanto à Bíblia, quanto a Deus e quanto às principais doutrinas da fé cristã. Estão confusos teologicamente, incertos doutrinariamente e cínicos devocionalmente. Quando entraram nos estudos teológicos, eram jovens que tinham como a missão principal de sua vida pregar o Evangelho, glorificar a Deus e ganhar o mundo para Cristo. Agora, após quatro anos debaixo de professores liberais ou conservadores mortos, seu único alvo é conseguir campo para ganhar o pão de cada dia e sustentar-se e à família. Esse tipo de motivação destrói igrejas em curto espaço de tempo.

5) Não podemos deixar de lembrar que ao final, se trata de uma guerra espiritual feroz, em que Satanás tenta de todos os modos corromper a singeleza e sinceridade da fé em Cristo, atacando a mente e o coração dos futuros pastores (2Cor 11:3).

Usando professores sem fé e professores sem vida espiritual, ele procura minar as convicções, a certeza, o fervor e a dedicação dos jovens que se preparam para o ministério. Aqui é pertinente o lema de Calvino, orare et labutare. Pela oração, os seminaristas poderão escapar da tendência dos estudos teológicos de transformar nossa fé em um esquema doutrinário seco. E pela labuta nos estudos poderão se livrar das mentiras dos professores liberais, neo-ortodoxos, libertinos e marxistas.


2. Eu daria as seguintes sugestões a quem pensa em fazer teologia e depois seguir a carreira pastoral.

Verifique suas motivações. O que lhe leva a desejar o pastorado? Muitos querem ser pastores porque não conseguem ser mais nada na vida. Não conseguem passar no vestibular para outras carreiras e nem conseguem emprego. Vêem o pastorado como um caminho fácil para ter um emprego.
Procure saber qual a opinião de seus pais, de seus pastores, e de seus amigos mais chegados, que terão coragem de lhe dizer a verdade.

Seja honesto consigo mesmo e responda: Você já levou alguém a Cristo? Você tem liderança? Você tem facilidade de comunicação em público e em particular?
Você tem uma vida devocional firme, constante, sólida, em que lê a Bíblia e ora, buscando a face de Deus, com zelo e fervor? Cultiva uma vida santa e reta diante de Deus, odeia o pecado e almeja ser mais e mais santo em seu caminhar?


Um colega de seminário me lembrou recentemente que uma das coisas que o impediram de perder a fé e o fervor durante o tempo de estudos foi que ele tenazmente se aproximou dos professores conservadores que eram espirituais, dedicados, fervorosos, que valorizavam a vida com Deus e a santidade. A comunhão com esses homens de Deus foi um refrigério para ele, e funcionou como uma âncora nos momentos de tentação e crise.

Conclusão:

Lamento pelos jovens que perdem sua fé ou seu amor a Deus durante os anos de estudos teológicos. Lamento mais ainda pelas igrejas onde eles vão trabalhar e onde plantarão as mesmas sementes de incredulidade e frieza que foram semeadas em sua mentes abertas e despreparadas por professores que não tinham fé ou não tinham zelo.




Fonte: O Tempora, O Mores


quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Diácono, Para o que foram Consagrados.




Ora, naqueles dias, crescendo o número dos discípulos, houve uma murmuração dos gregos contra os hebreus, porque as suas viúvas eram desprezadas no ministério cotidiano. E os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas. Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio. Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra. E este parecer contentou a toda a multidão, e elegeram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, e Filipe, e Prócoro, e Nicanor, e Timão, e Parmenas e Nicolau, prosélito de Antioquia;  E os apresentaram ante os apóstolos, e estes, orando, lhes impuseram as mãos. E crescia a palavra de Deus, e em Jerusalém se multiplicava muito o número dos discípulos, e grande parte dos sacerdotes obedecia à fé. (Atos 6.1-70)


Introdução.

A igreja cresceu assustadoramente: Foram três mil que creram por ocasião do pentecoste (2.41), depois o número de Crente crescia diariamente (2.47), a seguir o número dos irmãos passaram para mais de cinco mil (At. 4.4), e esse número multiplicava cada vez mais (6.1,7).
Então não demorou muito para aparecer os problemas, logo começaram as perseguições e prisões, mas Deus deu livramento, foram levados perante o tribunal judeu, mas o Espírito dando sabedoria,  lhes enchendo a boca e os livrou.
Mas também não demorou muito para começar os problemas interno. No capítulo 5 esta registrado o lamentável casa de Ananias e safira, em que O Espírito Santo revelou a hipocrisia do coração daquele casal purificando a Igreja. No entanto a murmuração e a contenda no meio da igreja entre os irmãos por  causa do partir do pão,  exigiu dos líderes uma organização e delegação.

Obs. A maior prova da operação do Espírito na vida da Igreja, foi o fato de Eles terem tudo em comum e o partir do pão diariamente de casa em casa, e foi justamente essas coisas que geraram as confusões na igreja. Pense nisso!

1. Exigência para ser Diácono:

Diácono (serviçal - ofício ministerial).
• Seja idóneo.
• Cheio do Espírito Santo.
• E de sabedoria (Não significa conhecimento especificamente).
Sabedoria do grego "Sophia", que significa por em prática, prudencia, habilidade, discernimento compreensivo, esclarecimento cristão. Se refere aquele que sabe fazer a aplicação correta do conhecimento, é o discernimento em relação a verdadeira natureza das coisas.

Obs. Nas Escrituras Sagradas vemos a sabedoria normalmente ligada ao conhecimento (Rm. 11.33; 1Co. 12.8; Cl. 2.8).
Sabedoria é o conhecimento colocado em ação, é por isso que Jesus Cristo é a manifestação do poder de Deus, mas também Ele é a sabedoria de Deus (1Co. 1.).
A palavra de Deus, nos recomenda a pedirmos a Ele sabedoria (Tg. 1.5), nunca se esquecendo que o temor do Senhor é o princípio sabedoria.
• Ser sábio era uma exigência feita pelos apóstolos aqueles que seriam escolhidos para serem diáconos, já que existem muitos diáconos que foram consagrados e sem essa preocupação, esses obreiros da casa do Senhor deveriam buscar o conhecimento e ser cheio do Espírito Santo, para se enquadrar nesta exigência Bíblica, ou então não ser mais Diácono.

1.1. Outras exigências feitas pelos apóstolos para ser um diácono (1Tm. 3.8-14).

2. Como um Diácono deveria ser escolhido (v.2,3).

A. Os lideres deveriam dizer os requisitos (que já mencionamos acima para ser um diácono), e passar isso para igreja.
B. O povo escolheria entre eles quem seria esse irmão (a), que se encaixaria nesses requisitos.
C. E os lideres  orando os aprovariam temporariamente
D. O irmão escolhido passaria por um período de observação, ai seriam aprovados definitivamente (1Tm. 3. 3.14).

Obs. O diácono hoje como não é escolhido pelo povo, mas diretamente pelos lideres ou por indicação, eles pelo menos deveriam ser pessoas que queiram ser aceitas pelo povo e buscar isso, por que é diretamente com eles que o diácono vai trabalhar, e é para isso que ele é separado.

3. Questões sobre ordenação das mulheres e de obreiros.

3.1. Ordenação de obreiros.

A palavra de Deus não fala acerca de ordenação de obreiros, as igrejas que assim fazem, o fazem por conta própria sem considerar o que o texto realmente diz
O que a palavra de Deus diz na carta que o apóstolo Paulo escreveu para Timóteo, que era Presbítero (Bispo da Igreja), era para que ele se apresentasse como um obreiro aprovado (1Tm. 2.15). Porém a palavra de Deus diz que o diácono deve ser primeiro provado e depois sirva, se for aprovado (1Tm. 3.10).

Obs. Vou dar o meu parecer: a consagração de obreiro deveria ser feita como uma forma de provação, para a consagração ao diaconato, ou então acaba com esse cargo nas igrejas. A pessoa esta á mais de um ano como obreiro e não foi consagrado a diácono.

São muitos cargos existentes nas igrejas hoje em dia, que só servem para criar disputa no ceio da igreja: obreiros, diáconos, presbíteros, evangelistas, pastores, sem contar os apóstolos auto-nomeados, e agora tem até unção de querubim.

É por isso que existe tanta confusão no corpo ministerial das igrejas, ao ponto de ser a parte mais problemática para os pastores. E ainda tem os músicos que são consagrados a obreiros, diácono e até a pastores e não querem fazer nada mais além do que tocar. (Como é isso pastor que não pastoreia rebanho?). Fazendo com isso que os outros oficiais da igreja se irritem com a atitude deles, que só querem tocar e ainda  receber um tratamento especial por fazerem isso, o que na maioria eles querem mesmo é serem tratados como artistas.
E uma pergunta fica no ar: Por que não consagra-los somente como "ministro de louvor"? (2Co. 8.18). Os músicos devem servir como obreiro, ou então sejam só músico, por que o homem de Deus deve está preparado para toda boa obra.

Sendo queridos irmãos, que na igreja bastava apenas ter os seguintes cargos:  "diácono", "pastor" e "bispo" (ancião ou presbítero).
E mais os ministérios de "evangelista" (um pescador de almas), "profeta" (pregador da palavra) e "mestre" (professor, ensinador doutrinário), esses irmãos possuem um ministério extremamente importante na igreja para sua edificação e o aperfeiçoamento dos santos, porém eles não tem a autoridade que tem o presbítero, o pastor e o diácono, por não exercerem um ofício ministerial.
O que falar do fato de pegar pessoas usadas com dons espirituais e dar a elas cargos na igreja, ou consagra-las ao ministério [isso é de uma ignorância bíblica, fora do normal]. 
Queridos irmãos não existe "ministério de cura" o que existe e don de cura, não existe ministério profético, a não ser que o irmão seja um pregador da palavra, o que existe é o don de profetizara, a pessoa é usada em dons e diz que é ministério. Precisamos voltar para as escrituras sobre o que ela diz.

3.2. Ordenação de mulheres.

Pelo fato do apóstolo Paulo ter dito acerca das mulheres quando passava recomendações aos diáconos (1Tm. 3.11), muitos reconhecem esse texto como sendo uma referencia as mulheres que eram consagradas a diaconisa. No entanto não temos nenhuma referencia bíblica para ordenação de pastoras, ainda que  no livro de Atos fazem menção de duas mulheres que se destacaram no período de expansão e implantações de igrejas, e também de uma senhora que teve uma carta Endereçada para a igreja que era em sua casa, mas nenhuma dessas referências nos dar respaldo para consagração de pastoras.


Um cargo muito comum entre as mulheres evangélicas é o de "missionária", como a igreja ou ela mesmo quer se dar o cargo parecido o de pastora e não pode, inventaram o de missionária.
Missionário é a tradução para o latim do termo grego apostolo, se a pessoa quer receber ou aceita este cargo, por que é uma evangelizadora, deveriam então serem consagradas a evangelista.

Obs. Não podemos deixar de salientar o fato de que temos muitas mulheres que exercem com grande maestria a função de apascentar um rebanho, sendo grandes cooperadoras da obra do Senhor.
Quando é feito a primeira menção de Priscila no livro de Atos, acerca da igreja que estava em sua casa, o nome dela é mencionado depois do seu marido Àquila, mas no decorrer das escrituras o que vemos e o nome dela esta quase sempre sendo mencionado primeiro, o que nos mostra que provavelmente ela tenha se destacado mais que o seu marido no ministério, mas é una exceção e não uma regra.

4. Para que os diáconos foram consagrados.

De acordo com o texto que lemos inicialmente os diáconos foram chamados para:

• Para serem de pacificadores no meio do povo.
• Para servir.
• Para cuidarem das necessidades materiais do povo de Deus
• Para cuidarem da Igreja.
• Para liberarem os pastores para que eles se dediquem a palavra e a oração.
• Zelar pela atenção do povo para que eles recebam a palavra.

Conclusão:

Se as igrejas permitirem e exigirem que seu pastores sigam Atos 6.4, haveria um verdadeiro crescimento no número de membros da igreja e em força espiritual.
A oração e a palavra devem andar juntas na vida de um ministro do Senhor (Jo. 15.7; Pv. 28.9), vemos isso na vida de Samuel (1Sm. 12.23); do Senhor Jesus Cristo (Mc. 1.35-39) e Paulo (Cl. 1.9,10).










segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Jesus O tema Central das Escrituras




E ele lhes disse: O néscios, e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! Porventura não convinha que o Cristo padecesse estas coisas e entrasse na sua glória? E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras. (Lucas 24.25-27)

Introdução:
 
A Bíblia está repleta de Jesus. Toda a profecia O tem como tema. As Escrituras nos fornecem a linha da descendência de Cristo. 
O Messias de Deus, havia de ser a semente da mulher; da raça de Sem; da linhagem de Abraão, por meio de Isaque e Jacó; da tribo de Judá e da família de Davi.
As Escrituras registram eventos futuros relacionados à Pessoa e ministério terreno de Cristo. Desde o lugar do seu nascimento até a sua segunda vinda e seu Reino Eterno - tudo foi predito em termos inequívocos, do Gênesis ao Apocalipse.

1. Cristo, do Gênesis ao Apocalipse

Estudiosos da Bíblia têm calculado que mais de trezentos detalhes proféticos foram cumpridos fielmente em Cristo. Aqueles que ainda não foram cumpridos, referem-se à sua segunda vinda e ao seu Reino, ainda futuros.

a) Cristo no Pentateuco.
O Pentateuco compreende os primeiros cinco livros da Bíblia, escritos por Moisés. Eles falam de Cristo como o descendente da mulher, o nosso Cordeiro Pascal, o nosso Sacrifício pelo pecado, Aquele que foi levantado pára nossa cura e redenção, e o Verdadeiro Profeta.

b) Cristo nos Livros Históricos.
Os livros históricos agrupam os livros da Bíblia que vão desde Josué até o livro de Ester. Da dramaticidade dos seus relatos, se sobressai a figura singular do Salvador como: o Capitão da nossa salvação, o nosso Juiz e Libertador, o nosso Parente Resgatador, o nosso Rei Soberano, o Restaurador de nossas vidas, e a divina corte de apelação das causas perdidas.

c) Cristo nos Livros Poéticos
O conjunto de livros que formam a sessão dos livros poéticos compreende os livros de Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cantares.
Na Bíblia eles se irmanam na exaltação do Senhor Jesus Cristo como o nosso Redentor que vive, o nosso Socorro e Alegria, a Sabedoria de Deus só achada pelos diligentes madrugadores, o Alvo Verdadeiro, e o Amado da nossa alma.

d) Cristo nos Livros Proféticos.
Os livros proféticos do Antigo Testamento são os livros compreendidos desde Isaías até Malaquias. Neles o espírito profético vaticina a humanização, humilhação e glorificação do Messias. Eles o apresentam como o Messias que há de vir, o Renovo da Justiça, o Filho do homem, o Soberano de toda a terra cujo trono jamais será removido, o Marido fiel, o Restaurador benevolente, o Lavrador divino, o nosso Salvador imutável, a nossa Ressurreição e Vida, a Testemunha Fiel contra as nações rebeldes, a nossa Fortaleza no dia da angústia, o Deus da nossa salvação, o Senhor Zeloso, o Desejado de todas as nações, o Pastor ferido, o Sol da Justiça.

e) Cristo no Novo Testamento.
O Cristo vaticinado no Antigo Testamento encontra nos escritos do Novo a sua maior expressão. Este o apresenta como o Messias manifesto, o Servo de Deus, o Filho do homem, o Filho de Deus, o Senhor redivivo, a divina Causa da nossa justificação, o Senhor nosso, a nossa Suficiência, o nosso Libertador do jugo da Lei, o nosso Tudo em todas as coisas, a nossa Alegria e Gozo, a nossa Vida, Aquele que há de vir, o Senhor que vai voltar, o nosso Mestre, o nosso Exemplo, o nosso Modelo, o nosso Senhor e Mestre, o nosso Intercessor junto ao Pai, a Preciosa Pedra Angular da nossa fé, a nossa Força, a nossa Vida, o nosso Caminho, Aquele que há de vir com milhares dos seus santos e anjos, e o Triunfante Rei dos reis e Senhor dos senhores.

2. Jesus o tema principal em cada livro do VT.

Nós não temos que conhecer a Cristo apartir do VT, nós temos é que conhecer o VT apartir de Cristo. Por que foi assim que Ele nos ensinou.
Será que nós não estamos pensando o mesmo que os Judeus na época de Jesus, enxergando um Jesus Elias, um Jesus Jeremias, querendo com isso resgatar aquilo que Cristo aboliu, recosturando o véu que o brado na cruz rasgou. Disse Jesus

"Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam; João 5:39" 

Porque, se vós crêsseis em Moisés, creríeis em mim; porque de mim escreveu ele. João 5:46 

2.1. Em Gênesis - Jesus é a semente da mulher, Jesus é a Arca de Noé, Jesus é a posteridade de Abraão.
2.2. Em Êxodo - Jesus é o Libertador de seu povo, Jesus é o Cordeiro pascoal Jesus é o pão da vida, de quem jorra Agua que sacia.
2.3. Em Levítico - Jesus é o Sumo Sacerdote, o sacrifício pelo pecado.
2.4. Em Números - Jesus é o provedor de seu povo, A coluna de nuvem de dia e de fogo a noite.
2.5. Em Deuteronômio - Jesus é o profeta como Moisés, é o líder que prepara o povo para alcançar a terra prometida, é aquele que exorta o povo a obediência relembrando a lei.
2.6. Em Josué - Jesus é o príncipe dos exércitos do Senhor, o líder da nossa salvação.
2.7. Em Juízes - Jesus é o justo juiz, o libertador e salvador de seu povo.
2.8. Em Rute - Jesus é o nosso resgatador; o parente que nos redime, Ele é nosso Boaz.
2.9. Em 1 Samuel - Jesus é o nosso Samuel, o filho prometido a Deus antes do seu nascimento. Jesus é o nosso Davi, o rei escolhido por Deus.
2.10. 2 Samuel - Jesus é Rei, Profeta e Sacerdote associado em uma mesma pessoa, Jesus é o nosso Davi.
2.11. Em 1 e 2 Reis; e 1 e 2 Cronicas - Jesus é o nosso Soberano, o Rei que nos dar paz, O templo de Deus, Jesus é o nosso Salomão.
2.12. Em Esdras - Jesus é o nosso restaurador, aquele que chama o povo para o arrependimento.
2.13. Em Neemias - Jesus é a nossa força, aquele líder que nos encoraja a fazer a obra de Deus.
2.14. Em Ester - Jesus é o nosso Mardoqueu, aquele que abre mão de viver para livrar o povo.
2.15. Em Jó - Jesus é aquele que foi privado de tudo para fazer a vontade de Deus, e abeira da morte intercede por seus amigos, Jesus é o Salvador eternamente.
2.16. No Salmos - Jesus é o bom pastor, o que habita nos louvores de Israel.
2.17. Em Provérbios - Jesus é a sabedoria.
2.18. Em Eclesiastes - Jesus é o Rei que desce para ver tudo que acontece, e que os homens fazem debaixo do sol.
2.19. Em Cantares - Jesus é o noivo que nos ama. 
2.20. Em Isaías - Jesus é o Rei exaltado, que esta assentado sobre o trono Ele é o príncipe da paz.
2.21. Em Jeremias - Jesus é aquele que sofre na mão de seu povo e perdoa, Jesus é o Renovo da Justiça.
2.22. Em Lamenfações - Jesus é o profeta que chora.
2.23. Em Ezequiel - Jesus é o filho do homem, o Divino pastor que busca os que estão espalhados, Jesus é o tronco de Jessé, Ele é o homem maravilhoso com quatro rosto.
2.24. Em Daniel - Jesus é o quarto homem na fornalha ardente, a pedra que despedaça os reinos.
2.25. Em Oséias - Jesus é o marido fiel.
2.26. Em Joel - Jesus é aquele que baliza com o Espírito Santo e com fogo.
2.27. Em Amós - Jesus é aquele que carrega o nosso fardo, Jesus é aquele que revela os segredos aos profetas.
2.28. Em Obadias - Jesus é o poderoso para salvar. 
2.29. Em Jonas - Jesus é o profetas para os gentios, Jesus foi aquele que ficou três dias no hades.
2.30. Em Miqueias - Jesus é o Deus encarnado, aquele que apascentará o seu povo.
3.31. Em Naum - Jesus é o Juiz escolhido por Deus para julgar o pecado.
3.32. Em Habacuque - Jesus é o Evangelista de Deus, é aquele que sartisfas a nossa ansiedade.
3.33. Em Safonias - Jesus é a nossa corbetura o nosso alegre salvador.
3.34. Em Ageu - Jesus é o resgatador da herança, Aquele que dar maior Glória a segunda casa.
3.35. Em Zacarias - Jesus é a fonte purifica Jesus é o renovo.
3.35. Em Malaquias - Jesus é o sol da Justiça, o Anjo do novo concerto, o que tem a salvação debaixo das suas asas.

3. Qual o tema central das Escrituras Sagrada? 

Como vimos acima o tema central da Bíblia, é Jesus Cristo, e a este crucificado, a sua mensagem é as Boas Novas: O Deus misericordioso justifica o ímpio. É por isso que em cada livro da Bíblia Jesus aparece revelado, tomando o Senhor Jesus como exemplo podemos dizer: 

 3.1. Que o VT é a preparação para o advento do Messias, todos os livros estão nos dizendo Jesus virá

3.2. Nos Evangelhos e no livro de Atos, vemos relatados a manifestação do Messias é o grande acontecimento, é o cumprimento das profecias, está nos dizendo Jesus já veio e habitou entre nós.

3.3. O mesmo livro de Atos e as epístolas: são as esplanações das doutrinas de Cristo e das promessas para os santos, esta nos dizendo Jesus voltará.

3.4. O livro do Apocalipse: é a consumação de tudo que Jesus predisse, e é o Senhor Jesus nos dizendo:
"... Eis que cedo venho..."
"Eis que fasso novas todas as coisas"

Conclusão:

As profecias tem em Cristo Jesus o seu cumprimento, as promessas de Deus tem nele o seu cumprimento, sua consumação.
Obs. Quando Jesus disse na Cruz esta consumado, Ele estava dizendo: Pai á obra da redenção esta feita, as suas promessas estão cumpridas, a sua ezigencia foi satisfeita, o seu desejo foi realizado, a sua Palavra agora dar vida. O que o senhor planejou eu consumei, acabou esta cumprido, nenhuma condenação há para os que estão em mim.

A lei aponta para isso, cada festa os rituais apontam para isso, o sábado, o tabernáculo, as vestes sacerdotais, o modo arrumavam as suas tendas, a vida dos personagem bíblicos apontavam, tudo aponta para isso: JESUS, JESUS, JESUS, JESUS.