segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

O Fundo de Uma Agulha.

"A expressão de Mateus 19.24 'fundo duma agulha' ou 'buraco duma agulha'. É literal ou simbólica?"
O contexto desse passo bíblico trata de um jovem rico que amava tanto as suas riquezas que elas lhe serviam de impedimento. A mensagem é clara. Os indivíduos de
mentalidade materialista que consomem a vida procurando adquirir bens materiais, ou não perder a qualquer custo, só
encontram satisfação nas riquezas, na busca delas, ou de preserva-las e aumenta-las; e somente em casos raríssimos é que chegam a se importarem com as questões espirituais para encontrar a vida eterna. Por que o que eles buscam de |Deus é primordialmente isso "Riqueza"

Porém, seria um erro aplicarmos o texto somente aos ricos, (mesmo sabemos que é quase impossível encontrar um que não se encontra nessa situação, mesmo nas Igrejas Evangélicas), porquanto o materialismo tem realizado a sua devastação moral até mesmo entre os pobres.
Se olharmos sem demagogia o que veremos, quase que na totalidade das pessoas, que só existe dois tipos de gente 
Ao falar sobre a impossibilidade desse tipo de pessoas: As que querem ser ricas e aquelas que querem se manter ricas.

Para entrarem no reino de Deus, Jesus pregou a ilustração que é a impossibilidade de um "camelo passar pelo buraco de uma agulha".
Alguns têm imaginado que o buraco de agulha referido fosse uma portinhola, no muro de Jerusalém, através do qual pudesse passar finalmente um camelo, depois de muitos
puxões e empurrões; outros admitem que a expressão camelo, que no grego representa uma pequena modificação de "Kamelos" para "Kamilos", trata de uma corda grossa ou
um cabo, mas isso só diminuiu a impossibilidade do ato. Todavia, o grego de Mateus
19.24 e de Marcos 10.25 fala de uma agulha usada com linha, enquanto que o de Lucas 18.25 usa o termo médico que indicava uma agulha usada nas operações cirúrgicas. É
evidente que ali não é considerada nenhuma portinhola, mas sim, o pequenino buraco de uma agulha de costura. Provavelmente era um provérbio incomum para ilustrar coisas impossíveis. O Talmude fala por duas vezes de um elefante para o qual é impossível passar pelo buraco de uma agulha. Por conseguinte, quem quer que ame as riquezas, a
ponto de isso impedi-lo de confiar em Jesus Cristo somente, como Senhor e Salvador, está na impossibilidade de ser salvo.

Em resposta à pergunta feita pelos discípulos: "Então quem pode ser salvo?" Jesus respondeu: "Os impossíveis dos homens são possíveis para Deus", Lc 18.27.
Nessa frase, as palavras "dos" e "para" são uma só no original, cujo sentido literal é "ao lado". Tome-se o lado do homem, na questão das riquezas, e torna-se-á impossível a
salvação. Porém,-tome-se o lado de Deus sobre a questão e a impossibilidade anterior se transformará em possibilidade. E o sentido de como o homem poderia comprar o resgate de sua alma.

É importante destacar que a preocupação dos discípulos, sendo eles pobres, confirma a tese de que quase todos os homens estão sujeito a avareza, que é idolatria, e o princípio de todos os males, que por esse caminho muitos se desviam da fé, muitos buscam pregadores que lhe satisfaçam. Por que só pensam nas coisas terrenas, e fazem do evangelho causa de ganho. "... Destes afaste-se...".

sábado, 26 de dezembro de 2015

Crente Carnal

Por Fabio Campos
 "porque ainda sois

carnais..." I Co 3.3a

Uma breve nota precisa ser dita antes de discorrer o assunto proposta no título: “Salvo!, mas carnal”! Não estou tratando de incrédulos, mas de irmãos e irmãs salvos em Jesus Cristo e que sem dúvida alguma herdarão o reino dos céus. Por isso que os refiro como “salvos!, contudo, carnais.

Posto isto, entendo que a maturidade cristã é construída paulatinamente. Ser maduro é ser “experimentado” nas coisas de Deus. Muitos do que são “maduros” na fé também precisa examinar-se para identificar seus pontos fracos e poder trata-los pela graça de Cristo para chegar a “estatura do varão perfeito” (Ef 4.13). Temos nossas áreas de imaturidade! Todavia, é importante salientar que tempo de igreja e de conversão não pode ser o crivo para analisar tal estágio. Muitos crentes com mais de quarenta anos de vida cristã ainda são imaturos na fé. Conhecem as Escrituras, mas não conseguem pratica-las no convívio social e na igreja local. São como crianças que decoram versículos, mas não compreende o significado para poder aplica-lo na sua vida cristã.

Dentro das comunidades cristãs, grande parte dos irmãos, é imatura. É aquilo que Paulo diz: “carnais, meninos em Cristo” (1 Co 3.1). Vejamos então a luz das Escrituras à postura de um “crente carnal”.

1. Invejoso: Paulo diz que os meninos na fé são invejosos (1 Co 3.3). Até choram com os que choram, mas não consegue se alegrar com os que se alegram. Quanta disputa por cargo tem dividido nossas igrejas. A impressão que tenho é que trata de pessoas frustradas na vida secular - que pelo dom dispensado por Deus, enxergam uma oportunidade no evangelho de ser apreciado pelas pessoas.

2. Contenciosos: Esse tipo de irmão gosta de jogar uns contra os outros. É sectário! Faz seu próprio partido e pelo litígio dividem a igreja entre “direita” e “esquerda”. Arrazoe no seu coração e peça discernimento a Deus quando você estiver próximo deles. A Bíblia nos ensina para não “aplicarmos o nosso coração a todas as palavras que se diz, porque logo mais presenciará tal pessoa falando mal de você” (Ec 7.21).
O capítulo 3 [13-18] da Carta de Tiago trata justamente deste tipo de comportamento. O qual ele denomina como “animal e demoníaca”. É importante frisar que Tiago alerta aqueles que diziam ser sábios e inteligentes (v.13). Isto nos mostra que o nosso conhecimento teológico e bíblico não nos faz maduros e cristãos espirituais. Ajuda! Mas o comportamento, diante disso, através de um espírito manso e tranquilo -, é o que mais vale perante Deus (1 Pe 3.4). Muitos têm uma aparente maturidade – uma excelente teologia – são persuasivos e habilidosos nas articulações dos argumentos – mas diante de Deus, são carnais.
Tiago convoca um debate com estes irmãos para provar quem é o mais sábio. Porém, sua refutação não é teológica nem apologética, mas comportamental: “Quem é sábio e tem entendimento entre vocês? Que o demonstre por seu bom procedimento, mediante obras praticadas com a humildade que provém da sabedoria” (Tg 3.13 NVI).

Partindo deste pressuposto Tiago começa expor sua refutação diante daqueles que se entendia por “sábio” e “inteligente”. Ele começa a denunciar os “frutos da árvore”, pois assim disse o Senhor: “pelos frutos os conhecereis”. Estes “sábios” e “entendidos” abrigavam no seu coração “inveja e amargurada”. Tinham sede por “discussões tolas”. Este é o ponto mais forte do debate - quando Tiago diz: este tipo de sabedoria é “terrena”, “animal” e “demoníaca” (Tg 3.15).
O grande teólogo norte-americano, Benjamin Breckinridge Warfield, disse: “Antes de ser erudito o ministro [posso acrescentar aqui os irmãos] deve ser devotado a Deus, [e o] mas grave erro é colocar estas coisas em contradição” ¹. Paulo exortar aqueles que estão mais maduros na fé a não “agradar a si mesmos”, antes, suportar as “debilidades dos fracos” (Rm 15.1). Repare que não se trata de uma algo fácil. O próprio apóstolo pede uma força tarefa: “não agradar a si próprio”. Este tipo de atitude só pode ser praticado por alguém que realmente possui um coração devotado a Deus.
O maior erudito que o cristianismo já teve – Paulo de Tarso -, diz que “o conhecimento traz orgulho, mas o amor edifica. Quem pensa conhecer alguma coisa, ainda não conhece como deveria. Mas quem ama a Deus, este é conhecido por Deus” (1 Co 8. 1-3 NVI). Paulo diz neste trecho que “o saber nos faz conhecidos aos homens” e o “amor nos faz conhecidos de Deus”. Fica em nosso “colo” a decisão de quem queremos ser conhecidos.

Tiago continua a expor sua refutação confrontando à “sabedoria” daqueles que diziam ser sábios. Desafiando estes irmãos, Tiago diz: “se você é sábio, então mostre isso em mansidão mediante um proceder digno através das suas obras” (v. 13). “Segundo a Bíblia de estudo Palavras Chaves”, a “mansidão” que Tiago diz, trata do “resultado da decisão de um homem forte de controlar as suas reações, em submissão a Deus” (p. 2368). Você tem argumento – conhece do assunto – mas assim como o homem forte que sabe controlar suas reações, controla seus impulsos pecaminosos falando o que é certo da forma certa, mesmo que contrariado - tudo por amor a Deus.
“A Bíblia de estudo Palavras Chaves” diz que a “sabedoria” que Tiago usa em seu argumento “representa a sabedoria divina, [que é] a capacidade de regular o relacionamento da pessoa com Deus” (p. 2398). Trata do temor ao Senhor que é o princípio de toda sabedoria. É o ato de você olhar para o “débil” na fé com temor e tremor por ser ele alguém salvo e remido pelo Senhor Jesus Cristo (Rm 14.1). Esta sabedoria não compara a si mesmo com os homens da sua volta, mas olha para a luz e entende que a“Palavra de Deus esclarece e dá entendimento ao simples” (Sl 130.130). Como disse o apologista C. S. Lewis: “Quem está no processo de se aperfeiçoar, cada vez mais compreende com maior clareza o mal que existe em si”. Ele [o maduro na fé] percebe que nada é, quando entende que somente em Cristo há “todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento” (Cl 2.3).
Dentro da ortodoxia cristã o termo “verdade” é muito defendido. De fato tem que ser! Só que Tiago diz que se procedermos com a “sabedoria terrena”, estaremos “mentindo contra a verdade” (v. 14). Pode ter certeza, quando há “confusão e toda espécie de coisas ruins”, tal atitude provém do “Maligno” (v 15-16). Paulo diz também que o “ciúme” e a “contenda” são sentimentos de homens que ainda não cresceram na fé e que seu comportamento é o mesmo das pessoas do mundo (1 Co 3.3).
Irmãos, como apreciador da teologia ortodoxa reformada - por ter alguns artigos escritos com teor apologético - confesso que muitas das vezes sou tentando, após ter feito algo com excelência, a me gloriar do que fiz comparando-me com os irmãos de menos “instrução”. Preciso lutar contra minha natureza pecaminosa! Que Deus tenha misericórdia da minha vida! Joshua Harris eEric Stanford diz que “se você estiver segurando alguma coisa que, ao cair, possa explodir e machucar outras pessoas, você a manejará com todo cuidado” ². Para mim é muito mais fácil defender a fé – articular os argumentos – fazer teologia e apologética – do quê dominar o meu espírito (Pr 16.32) e guardar o meu coração (Pr 4.23). A verdadeira sabedoria não destrói pessoas, mas edifica. É justamente isso que Tiago e Paulo através do Espírito Santo nos ensinam. Uma sabedoria que brota do “novo nascimento”, da água e do Espírito, e não somente da mente. Como disse Jonathan Edwards: “precisamos ter luz na mente e fogo no coração”. Creio ser este o maior desafio: “produzir” os frutos e receber os dons em humildade usando-os somente para a Glória de Deus.
Precisamos crescer em “graça” junto do conhecimento. Se formos “ortodoxos na teologia”, mas os atributos [abaixo] listados por Tiago não tiver em nós, seremos os mais hipócritas - ostentado uma sabedoria mundana “travestida de piedade”. Seremos os piores hereges e por Deus seremos refutados:
“Mas a sabedoria que vem do alto é antes de tudo pura; depois, pacífica, amável, compreensiva, cheia de misericórdia e de bons frutos, imparcial e sincera. O fruto da justiça semeia-se em paz para os pacificadores”. – Tg 3. 17-18 NVI
Em temor, pense nisso!
Soli Deo Gloria!

Fonte: Fabio Campos

sábado, 12 de dezembro de 2015

Top 3. A Dinvindade do Espírito Santo.

O Espírito Santo é uma pessoa Divina, a terceira pessoa da Santíssima Trindade.

“Trindade” – É a doutrina da fé cristã segundo o qual Deus subsiste em Três Pessoas distintas: O Pai, O Filho, e O Espírito, embora uma em sua essência. As três pessoas são iguais: Na substância; nos atributos absolutos e metafísicos e morais.
Deus é três Pessoas, cada uma das pessoas é plenamente Deus (O Pai é Deus, O Filho é Deus, O Espírito é Deus), mas é um Só Deus.

“A procedência do Espírito Santo” – O Espírito Santo faz parte da Santíssima Trindade, e a doutrina ortodoxa ensina que como Cristo é Deus por Eterna filiação, também o Espírito Santo é Deus por Eterna precedência do Pai e do Filho (Jo. 15.26).
O Espírito que procede do Pai e do Filho da mesma substancia, majestade e Glória que o Pai e Filho e Verdadeiro e Eterno Deus.


3.1. O Espírito Santo é mencionado junto com o Pai e com o Filho.

· Na passagem do povo pelo Deserto (Ag. 2.5; Is. 53.11)
· No Batismo de Jesus (Mt. 3.13-17).
· Na ordem do batismo dos convertidos (Mt. 28.19)
· Na morte de Estevão (At. 7.54,55).
· Na benção Apostólica (2Co. 13.13).


Obs. A Bíblia afirma que os três são um (1Jo. 5.7), assim há um só Espírito (Ef. 4.4); um só senhor (Ef. 4.5); E um só Deus (Ef. 4.6).
Vejam outros textos Trinitários (1Co. 12.4-6; 1Pe. 1.2; Jd. 20,21).



3.2. O Espírito Santo Possui Atributos Divinos:

Atributos é aquilo que é próprio de um ser, Atributos Divinos são características essenciais da Divindade:

· O Espírito Santo possui Onisciência:
Tudo é de seu Pleno Conhecimento (1Co. 2.10, At. 5.1-5).
· O Espírito Santo possui Eternidade:
Infinito em existência, sem princípio e sem fim e sem limite de tempo (Hb. 9.14).
· O Espírito Santo possui Onipresença:
Existência ao mesmo tempo em toda parte, em todo espaço infinito (Sl. 139.7-10).
· O Espírito Santo possui Onipotência:
Tem pleno poder sobre todas as coisas para fazer tudo que lhe apraz, quee não seja contrária a sua natureza (Sl. 104.30; Lc. 1.35; 1Co. 12.11).
· O Espírito Santo é mencionado como: Criador (Jó 26.13; 33.4) e Senhor (2Co. 3.16-18).