terça-feira, 9 de abril de 2013

Como podemos afirmar que haverá Duas Ressurreições




A Palavra da verdade ensina, nos termos mais claros e categóricos, que todos os mortos ressuscitarão. Nenhuma doutrina da fé repousa sobre a autoridade das Escrituras de modo mais literal e enfático nem é mais vital para o cristianismo do que esta: "E, se não há ressurreição de mortos, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé" (I Co 15.13,14).


Mas é importante observar que as Escrituras não ensinam que todos os mortos ressuscitarão de uma vez. 

Duas ressurreições, diferindo em relação ao tempo e a quem são os sujeitos da ressurreição, ainda estão por acontecer. Elas se distinguem como "a ressurreição da vida" e "a ressurreição da condenação", "a ressurreição dos justos e injustos" ,entre outras citações. As Escrituras a seguir se referem a esse importante tema.

"Não vos maravilheis disto; porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação". (Jo 5.28, 29) Se alguém alegar que a palavra "hora" indicaria uma ressurreição simultânea dessas duas categorias, responder-se-á que a "hora" do verso 25 já dura mil e oitocentos anos. (Veja também "dia" em II Pe 3.8; II Co 6.2; Jo 8.56)

"Mas, quando fizeres convite, chama os pobres, aleijados, mancos e cegos, E serás bem-aventurado; porque eles não têm com que to recompensar; mas recompensado te será na ressurreição dos justos." (Lc 14.13,14) Nessa passagem, nosso Senhor fala apenas da primeira ressurreição. Em I Coríntios 15, a distinção fica mais evidente: "Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo. Mas cada um por sua ordem: Cristo as primícias, depois os que são de Cristo, na sua vinda." (I Co 15.22,23)

"Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança. Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele. Dizemo-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem. Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro." (I Ts 4.13-16)

Se o apóstolo tinha em mente uma ressurreição de todos os mortos, como ele poderia falar de alcançá-lo "por qualquer meio", já que não se poderia escapar disso?

Em Apocalipse 20.4-6, as duas ressurreições são novamente mencionadas juntas, com a informação adicional importante sobre o tempo que se interpõe entre a ressurreição dos salvos da dos que não se salvarem: 

"E vi tronos; e assentaram-se sobre eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam o si­nal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo durante mil anos. Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição. Bem- aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele mil anos." 

Os versículos 12 e 13 descrevem a segunda ressurreição - que é a "da condenação". O testemunho das Escrituras, então, é claro: os corpos dos crentes são levantados, dentre as massas de incrédulos, e arrebatados para encontrar o Senhor nos ares, mil anos antes da ressurreição dos ímpios. Deve-se defender firmemente que a doutrina da ressurreição refere-se apenas aos corpos dos mortos. Seus espíritos são instantaneamente levados à felicidade ou aflição. (Fp 1.23; II Co 5.8; Lc 16.22,23)

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