quarta-feira, 13 de março de 2013

As Sete Dispensações:



Introdução:

As Escrituras dividem o tempo (o período total desde a criação de Adão até "o novo céu e a nova terra" de Ap 21.1) em sete períodos desiguais, chamados normalmente dispensações (Ef 3.2), embora também sejam conhecidos como eras, séculos (Ef 2.7) ou dias, como em "dia do Senhor".
Esses períodos são separados na Bíblia por alguma mudança no método do Senhor de lidar com o gênero humano ou uma parte dele. Em relação a estas duas questões: pecado e responsabilidade do homem, cada uma das dispensações pode ser considerada como um novo teste da natureza humana e cada uma termina em julgamento do homem, marcando seu fracasso absoluto em todas elas. Cinco dessas dispensações ou períodos foram cumpridos; estamos vivendo a sexta, provavelmente próximos de seu final, e temos à nossa frente a sétima e última dispensação: o milênio.

1. Inocência. 

Esta dispensação se estende desde a criação de Adão em Gênesis 2:7 até a expulsão do Éden. Adão, criado inocente e ignorando o bem e o mal, foi colocado no jardim do Éden com sua esposa, Eva, e foi-lhe dada a responsabilidade de se privar do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. A dispensação da inocência resultou no primeiro fracasso do homem e seus efeitos de longo alcance, muito desastrosos. Terminou com o julgamento: "O Senhor pois o lançou fora" (Ver Gn 1.26; Gn 2.16,17; Gn 3.6; Gn 3.22-24).

2.  Consciência. 

Com a queda, Adão e Eva adquiriram e transmitiram à raça humana o conhecimento do bem e do mal. Isso deu à consciência a base para o correto julgamento moral e, assim, ao homem foi dada a respon-sabilidade de fazer o bem e evitar o mal. O resultado da dispensação da consciência, do Éden até o dilúvio (enquanto não havia nenhuma instituição de governo e de lei) foi que "toda a carne havia corrompido o seu caminho sobre a terra" e que "a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente". E Deus encerrou a segunda prova do homem natural com julgamento: o dilúvio. (Veja Gn 3.7,22; Gn 6.5,11,12; Gn 7.11,12, 23).

3.  Governo Humano. 

Do terrível julgamento do dilúvio, Deus salvou oito pessoas, para as quais, depois que as águas foram serenadas, deu a terra purificada e amplo poder para governá-la. Assim, Noé e seus descendentes eram responsáveis por fazê-lo. A dispensação do governo humano resultou na tentativa dos ímpios, no monte Sinai, de se tornarem independentes de Deus e terminou com o julgamento da confusão das línguas. (Veja Gn 9.1,2; Gn 11.1-3; Gn 11.5-8)

4. Promessa (ou Patriarcal). 

Depois da dispensação dos construtores da torre de Babel, Deus chamou um homem, Abrão, com o qual ele fez uma aliança. Algumas das promessas feitas a Abrão e a seus descendentes são puramente gratuitas e incondicionais. Elas também foram ou serão literalmente cumpridas. Outras promessas são condicionadas à fé e à obediência dos israelitas. Cada uma dessas condições foi violada, e a dispensação da promessa resultou no fracasso de Israel e terminou com o julgamento do cativeiro no Egito.
O livro de Gênesis, que se inicia com as palavras sublimes "No princípio criou Deus" termina com "num caixão no Egito". (Veja Gn 12.1-3; Gn 13.14- 17; Gn 15.5; Gn 26.3; Gn 28.12,13; Êx 1.13,14)

5. Lei. 

Uma vez mais a graça de Deus veio para ajudar o homem desamparado e libertar o povo escolhido das mãos do opressor. No deserto do Sinai, ele lhes apresentou o convênio da lei. Ao invés de rogar humildemente pela continuidade de uma relação de graça, responderam insolentemente: "Tudo o que o SENHOR tem falado, faremos". A história de Israel no deserto é um longo registro da violação flagrante e persistente da lei e, no final, depois de muitas advertências, Deus encerrou essa prova com julgamento: primeiro Israel e depois Judá foram retirados de sua terra em uma dispersão que ainda perdura. Um débil remanescente retornou em Esdras e Neemias, de quem, no seu devido tempo, veio Cristo: "nascido de mulher, nascido sob a lei". Tanto judeus quanto gentios conspiraram para crucificá-lo. (Veja Êx 19.1-8; 2 Rs 17.1-18; 2 Rs 25.1-11; At 2.22,23; At 7.51,52; Rm 3.19,20; Rm 10.5; G13.10)

6. Igreja (ou Graça). 

A morte sacrificial do Senhor Jesus Cristo introduziu a dispensação da Igreja, da graça pura, que significa favor imerecido, ou seja, Deus oferece virtude em vez de exigir virtude, como de direito. Salvação perfeita e eterna é agora oferecida liberalmente a judeus e gentios mediante o reconhecimento do pecado ou arrependimento, com fé em Cristo.
"Jesus respondeu, e disse-lhes: A obra de Deus é esta: Que creiais naquele que ele enviou" (Jo 6.29). "Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim tem a vida eterna" (Jo 6.47). "Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida" (Jo 5.24). "As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem. E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão" (Jo 10.27,28). "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie" (Ef 2.8,9).
O resultado previsto dessa prova do homem sob a graça é julgamento sobre um mundo incrédulo e uma igreja apóstata. (Veja Lc 17.26-30; Lc 18.8; II Ts 2.7-12; Ap 3.15,16)
O primeiro evento no final desta dispensação será o regresso do Senhor dos céus, quando os santos que já dormiram serão ressuscitados e, juntamente com os que estiverem vivos, arrebatados para "encontrar o Senhor nos ares; e assim estaremos sempre com o Senhor" (I Ts 4.16,17). Então se seguirá o breve período chamado "grande aflição". (Veja Jr 30.5-7; Dn 12.1; Sf 1.15- 18; Mt. 24.21,22)
Depois disso, ocorrerá o regresso pessoal do Senhor à Terra, em poder e grande glória, e os julgamentos que introduzirão a sétima e última dispensação. (Veja Mt 25.31-46 e Mt 24.29,30)

7. Reino (ou Milênial). 

Depois dos julgamentos purificadores que acompanharão o retorno pessoal de Cristo à Terra, ele reinará sobre Israel restaurada e sobre a Terra por mil anos. Esse é o período normalmente chamado de milênio. A sede de seu poder será Jerusalém, e os crentes, inclusive os que foram salvos na dispensação da graça, isto é, a igreja, se associarão a ele e sua glória. (Veja Is 2.1- 4; Is 11; At 15.14-17; Ap 19.11-21; Ap 20.1-6)
Mas quando Satanás for "solto por um pouco de tempo", encontrará o coração natural muito propenso a praticar o mal, como sempre, e facilmente reunirá as nações para a batalha contra o Senhor e seus santos, e essa última dispensação terminará, como todas as outras, com julgamento. O grande trono branco será estabelecido, os ímpios mortos serão ressuscitados e definitivamente julgados e, em seguida, virão o novo céu e a nova terra. A Eternidade se iniciará. (Veja Ap 20.3, 7-15; Ap 21 e 22)

"(...) anteriormente testificando os sofrimentos que a Cristo haviam de vir, e a glória que se lhes havia de seguir." 1 Pedro 1.11

Conclusão: 

Muitos afirma que isso é uma maneira simplista de analisar as escrituras, que na verdade só existe uma dispensação só "Graça", o que eu também concordo totalmente. Tudo que existe, tudo o que é e tudo que somos, adquirimos e seremos, só é possível  pela Graça de Deus. 
A graça de Deus, somente pela graça e mais nada. Por isso eu digo que não são sete dispensações, mas uma dispensação só, que se divide em sete período, o sub-dispensações, que formam a grande, a verdadeira, a Única Dispensação a da Graça, que assim como é aquele por quem tudo existe, e por quem nós fomos chamados, assim como Ele não teve começo e nem terá fim. Amem!







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