domingo, 3 de março de 2013

A Degeneração da Igreja Católica




A Igreja Católica menciona o ano 33 d.C. como a data da sua fundação. Isto vem do fato de que toda ramificação do Cristianismo costuma ligar a sua origem à Igreja fundada por Jesus Cristo.
Porém, quanto ao desenvolvimento da organização eclesiástica e doutrinária da Igreja Romana, é muito difícil fixar com exatidão a data de sua fundação, porque o seu afastamento das doutrinas bíblicas deu-se paulatinamente.

1. COMEÇO DA DEGENERAÇÃO:

Durante os primeiros três séculos da Era Cristã, a perseguição à Igreja verdadeira ajudou a manter a sua pureza, preservando-a de líderes maus e ambiciosos. Nessa época, ser cristão significava um grande desafio, e aqueles que fielmente seguiam a Cristo sabiam que tinham suas cabeças a prêmio, pois eram rejeitados e perseguidos pelos poderosos. 

Só os realmente salvos se dispunham a pagar esse preço. Graças à tenacidade e coragem dos Pais da Igreja e dos famosos apologistas cristãos, o combate da Igreja às heresias que surgiram nessa época resultou numa expressão mais clara da teologia cristã. 
Quando os imperadores propuseram-se a exterminar a Igreja Cristã, só os que estavam dispostos a renunciar o paganismo e a sofrer o martírio declaravam sua fé em Deus.

Logo no início do século IV, Constantino ascendeu ao posto de imperador. Isso parecia ser o triunfo final do Cristianismo, mas, na realidade, produziu resultados desastrosos dentro da Igreja. Em
312, Constantino apoiou o Cristianismo e o fez religião oficial do Império Romano. Proclamando a si mesmo benfeitor do Cristianismo, achou-se no direito de convocar um Concilio em Niceia, para resolver certos problemas doutrinários gerados por determinados segmentos da Igreja. Nesse Concilio foi estabelecido o chamado "Credo dos Apóstolos".

2. CAUSAS DA DECADÊNCIA DA IGREJA.

A decadência doutrinária, moral e espiritual da Igreja começou quando milhares de pessoas foram por ela batizadas e recebidas como membros, sem terem experimentado uma real conversão
bíblica. Verdadeiros pagãos que eram, introduziram-se no seio da Igreja trazendo consigo os seus deuses, que, segundo eles, eram o mesmo Deus adorado pelos cristãos.
Nesse tempo, homens ambiciosos e sem o temor de Deus começaram a buscar posições na Igreja como meio de obter influência social e política, ou para gozar dos privilégios e do sustento que o Estado garantia a tantos quantos fizessem parte do clero. 
Deste modo, o formalismo e as crenças pagas iam-se infiltrando na Igreja até o nível de paganizá-la completamente.

3. RAÍZES DO PAPADO E DA MARIOLATRIA.

Desde o ano 200 a.C. até o ano 276 da nossa Era, os imperadores romanos haviam ocupado o posto e o título de Sumo Pontífice da Ordem Babilônica. Depois que o imperador Graciano se negara
a liderar essa religião não-cristã, Dâmaso, bispo da Igreja Cristã em Roma, foi nomeado para esse cargo no ano 378. Uniram-se assim numa só pessoa todas as funções dum sumo sacerdote apóstata
e os poderes de um bispo cristão.

Imediatamente depois deste acontecimento, começou-se a promover a adoração a Maria como a Rainha do Céu e a Mãe de Deus. Daí procederam todos os absurdos romanistas quanto à humilde pessoa de Maria, a mãe do Salvador.
Enquanto se desenvolvia a adoração a Maria, os cultos da Igreja de Roma perdiam cada vez mais os elementos espirituais e a perfeita compreensão das funções sobrenaturais da graça de Deus.

Formas pagãs, como a ênfase sobre o mistério e a magia, influenciaram essa igreja. O sacerdote, o altar, a missa e as imagens de escultura assumiram papel de preponderância no culto. 
A autoridade era centralizada numa igreja dita infalível e não na vontade de Deus, conforme expressada pela sua Palavra.

4. O CISMA ENTRE O ORIENTE E O OCIDENTE

O cisma entre o Oriente e o Ocidente logo tornou-se evidente. O rompimento final aconteceu, em 1054, com a Igreja Ocidental, ou Romana, sediada em Roma, então Capital do Império, por parte
da Igreja Oriental, ou Ortodoxa, que assim separou-se da Igreja Romana, ficando sediada em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia. A Igreja Oriental guardou a primazia sobre os patriarcados
de Jerusalém, Antioquia e Alexandria.
Desde então, a Igreja Romana, nitidamente desviada dos princípios ensinados por Jesus no seu Evangelho, esteve como um barco à deriva, sem saber onde aportar. Até que veio a ReformaProtestante, liderada por Martinho Lutero. Foi mais um cisma na já combalida Igreja Romana.

PAGANIZAÇÃO DA IGREJA ROMANA

Note a seguir o processo da gradual paganização da Igreja Católica Romana, desde que ela começou a abandonar a simplicidade do Evangelho de Cristo, até os nossos dias:

Século I-II 33-196 / Nesse período da História, a Igreja não aceitou nenhuma doutrina anti-bíblica.
Século II 197 / Zeferino, bispo de Roma, começa um movimento herético contra a divindade de Cristo.
Século III 217 / Calixto se torna bispo de Roma, pondo-se à frente da propaganda herética e levando a Igreja de Roma para mais longe do caminho de Cristo.
Século III 270 / Origem da vida monástica no Egito, por Santo Antônio.
Século IV 370 / Culto dos santos professado por Basílio de Cesaréia e Gregório de Nazianzo. Primeiros indícios do turíbulo (incensário), paramentos e altares nas igrejas, usos esses introduzidos pela influência dos pagãos convertidos.
Século IV 400 / Orações pelos mortos e sinal da cruz feito no ar.
Século V 431 / Maria é proclamada a "Mãe de Deus".
Século VI 593 / O dogma do Purgatório começa a ser ensinado.
Século VI 600 / O latim passa a ser usado como língua oficial nas Século VI / celebrações litúrgicas.
Século VII 609 / Começo histórico do papado.
Século VIII 758 / A confissão auricular é introduzida na igreja por religiosos do Oriente.
Século VIII 789 / Início do culto das imagens e das relíquias.
Século IX 819 / A festa da Assunção de Maria é observada pela primeira vez.
Século IX 880 / Canonização dos santos.
Século X 998 / Estabelecimento do Dia de Finados.
Século X 998 / Quaresma.
Século X 1000 / Cânon da Missa.
Século XI 1074 / Proíbe-se o casamento para os sacerdotes.
Século XI 1075 / Os sacerdotes casados devem divorciar-se, compulsoriamente, cada um de sua esposa.
Século XI 1095 / Indulgências plenárias.
Século XI 1100 / Introduzem-se na igreja o pagamento da missa e o culto aos anjos.
Século XI 1115 / A confissão é transformada em artigo de fé.
Século XII 1025 / Entre os cônegos de Lião aparecem as primeiras idéias da Imaculada Conceição de Maria.
Século XII 1160 / Estabelecidos os 7 sacramentos.
Século XII 1186 / O Concilio de Verona estabelece a "Santa Inquisição".
Século XII 1190 / Estabelecida a venda de indulgências.
Século XII 1200 / Uso do rosário por São Domingos, chefe da inquisição.
Século XII 1215 / A transubstanciação é transformada em artigo de fé.
Século XIII 1220 / Adoração à hóstia.
Século XIII 1226 / Introduz-se a elevação da hóstia.
Século XIII 1229 / Proíbe-se aos leigos a leitura da Bíblia.
Século XIII 1264 / Festa do Sagrado Coração.
Século XIII 1303 / A Igreja Católica Apostólica Romana é proclamada como sendo a única verdadeira, e somente nela o homem pode encontrar a salvação...
Século XIV 1311 / Procissão do Santíssimo Sacramento e a oração da Ave-Maria.
Século XIV
Século XV 1414 / Definição da comunhão com um só elemento, a hóstia. O uso do cálice fica restrito ao sacerdote.
Século XV 1439 / Os 7 sacramentos e o dogma do Purgatório são transformados em artigos de fé.
Século XVI 1546 / Conferida à Tradição autoridade igual a da Bíblia.
Século XVI 1562 / Declara-se que a missa é oferta propiciatória e confirma-se o culto aos santos.
Século XVI 1573 / É estabelecida a canonicidade dos livros apócrifos.
Século XIX 1854 / Definição do dogma da Imaculada Conceição de Maria.
Século XIX 1864 / Declaração da autoridade temporal do papa.
Século XIX 1870 / Declaração da infalibilidade papal.
Século XX 1950 / A assunção de Maria é transformada em artigo de fé.

CONCLUSÃO:

Vale salientar que alguns dos dados aqui registrados são apenas aproximados, pois muitas e muitas vezes as doutrinas eram discutidas, algumas durante séculos, antes de serem finalmente
aceitas e promulgadas como artigos de fé, ou dogmas. Um exemplo disto é o dogma do Purgatório, introduzido na Igreja Romana em 593, mas só declarado artigo de fé no ano de 1439.

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