sábado, 16 de fevereiro de 2013

O NEOMODERNISMO TEOLÓGICO



KARL BARTH
O NEOMODERNISMO TEOLÓGICO: “Modernismo" ou "Neomodernismo Teológico" são expressões mui conhecidas, largamente usadas no mundo da teologia nos dias modernos. Em linhas gerais, designam o desvio teológico da
linha de compromisso com a verdade divina, no ato de interpretar e comunicar as Escrituras.
O Modernismo Teológico, de acordo com estudiosos da teologia em nossos dias, está mais vinculado ao complexo sistema teológico e doutrinário de Karl Barth, teólogo suíço, nascido em
1886, e falecido em 1968, aos 82 anos de idade.
É sabido, porém, que o neomodernismo abriu fronteiras, rompendo os limites da teologia barthiana. Deste modo, este sistema teológico se faz presente no movimento ecumênico, levado a efeito por determinados segmentos do cristianismo, e, mais recentemente, na chamada "Teologia da Libertação", que tanta confusão está causando.

I. A TEOLOGIA DE KARL BARTH

Karl Barth foi, sem dúvida, um teólogo culto e um escritor prolifero. Dentre as principais obras que escreveu, destacam-se: A Palavra de Deus e a Teologia, A Teologia e a Igreja, O Novo Mundo da Bíblia, Questões Bíblicas, Necessidades e Promessas da Pregação Cristã, A Palavra de Deus como Dever da Teologia, Doutrina Reformada - Sua Essência e Dever e Fundamentos Dogmáticos. Mas, foi com a publicação do seu livro Comentários Sobre Romanos que ele tornou-se mundialmente conhecido.


1.1. POR QUE KARL BARTH?

São duas as razões por que tomamos a pessoa de Karl Barth como ponto de partida da especulação da teologia neomodernista: Primeiro, grande número de teólogos mais conservadores da atualidade o consideram assim. Segundo, sua teologia tem contribuído para que determinados setores da teologia, nos dias hodiernos, deem uma guinada, passando do verdadeiro e lógico para o absurdo e anti-bíblico.
A teologia barthiana tem influenciado tanto o pensamento teológico dos dias modernos, que muitos teólogos consideram Barth uma espécie de "profeta" e "reformador". Porém, não há como esconder o erro embutido em suas conclusões teológicas, que infelizmente estão se infiltrando em vários seminários em nosso país e sendo adotadas por muitos ministros evangélicos brasileiros.


1.2. A DOUTRINA NEOMODERNISTA

Dentre os muitos pontos controversos da teologia barthiana e modernista liberal, destacam se os seguintes:

1.2.1. A BÍBLIA
A Bíblia é "de capa a capa palavras humanas e falíveis... Segundo o testemunho das Escrituras sobre os homens, que também se refere a eles (isto é, aos profetas e apóstolos), eles podiam errar, e também têm errado, em toda palavra... mas, precisamente com essa palavra humana, falível e errada pronunciaram a palavra de Deus" (Fundamentos Dogmáticos, vols. I, II, pp. 558/588).

Segundo Barth, a infalibilidade da Bíblia é uma fantasia, só aceita por crentes ignorantes. Para ele, nem mesmo as palavras de Cristo, relatadas nos Evangelhos, são infalíveis. Ele vai mais além e
afirma que os ensinamentos de Jesus, conforme dados no Evangelho, são tão afastados da verdade acerca de Deus como as mais cruéis idéias da primitiva religião.
Portanto, conclui ele, a Bíblia não é a divina e inspirada Palavra de Deus, a não ser que Deus resolva usá-la como meio de sua revelação, o que, segundo Barth, só se sucede quando ela é pregada
pela Igreja.

Foi dessa conclusão de Bath que surgiu a Ideia se que a Bíblia fechada é um livro qualquer, mas aberta é a palavra de Deus, um absurdo ela aberta ou fechada é a palavra de Deus. Outro erro é dizer que a bíblia só é palavra de Deus para quem a segue, um absurdo a bíblia para quem a segue ou não é palavra de Deus. No entanto para quem a segue é palavra salvadora e para quem não a segue palavra condenatória. (Nota do autor deste blog).

1.2.2. O PECADO E A QUEDA

A pergunta: "Como o homem se tornou pecador?" responde Barth: "Não por uma queda do primeiro homem. A entrada do pecado no mundo, por Adão, não é um evento físico-histórico em qualquer sentido" (Comentário Sobre Romanos, p. 149). Isso, naturalmente, significa que o pecado não começou por uma livre escolha pela qual o homem preferiu desobedecer à lei divina. De fato, segundo Barth, o pecado pertence à natureza do homem como um ser criado. Desse modo, na qualidade de homem, até mesmo nosso Senhor Jesus Cristo foi carne pecaminosa — afirma Barth irreverentemente.

Se o pecado pertence à natureza do homem, na qualidade de ser criado, pode ele, nesse caso ser perdoado e salvo do seu pecado? Evidentemente Barth fala de perdão de pecado, mas "perdão"
não significa, para ele, que o homem seja transformado e se torne uma nova criatura. Tudo quanto é criado é pecaminoso, e o crente é tão pecaminoso quanto o mais iníquo dos homens. Segundo Barth,
"o pecado habitou, habita e habitará no corpo mortal enquanto o tempo for tempo, o homem for homem e o mundo for mundo".
Não vemos esperança de real salvação para os neomodernistas, uma vez que creem na Bíblia e em Deus ao seu próprio modo. Na realidade, eles mutilam a Bíblia e descreem de Deus.

1.2.3. A PESSOA DE CRISTO
Quem lê o livro Credo, de Barth, tem a impressão de que ele crê no nascimento virginal de Jesus Cristo, o que não corresponde à verdade, à luz do contexto geral da teologia barthiana.
De acordo com Barth, na história tudo é relativo e incerto. Isso, evidentemente, aplica-se à vida terrena de Cristo. Por conseguinte, ele pode falar sobre o nascimento virginal de Cristo, mas
como um "mito". Que absurdo!!!

1.2.4. A MORTE DE CRISTO

não tem meios de chegar a Deus por sua religião! Em um de seus sermões, disse ele acerca de Cristo crucificado: "Ele se tornou humilhado, derrotado e sacrificado, pois não queria outra coisa
senão vencer o eu humano e dar tudo nas mãos do Pai". O significado da morte de Jesus, dessa forma, é apenas que Ele se sacrificou, e nada mais.

1.2.5. A RESSURREIÇÃO DE CRISTO
No seu livro Comentários Sobre Romanos, Barth chega a dizer que o ateu D. F. Strauss talvez tivesse razão em explicar a ressurreição de Cristo como "um embuste histórico". Mas é Barth mesmo
quem afirma: "A ressurreição de Cristo, ou o que dá no mesmo, a sua vida, não é um acontecimento histórico".

1.2.6. ESCATOLOGIA
Ensina o barthianismo que a escatologia nada tem a ver com o futuro, e que a segunda vinda de Cristo não é um acontecimento vindouro. Ensina que esperar pela vinda do Senhor é acrescentar
ansiedade à nossa situação real.

1.2.7. A RESSURREIÇÃO DOS MORTOS
Segundo a teologia neomodernista, a palavra "ressurreição" na Bíblia nada tem a ver com a ressurreição do homem da morte física. De fato, Barth ensina que a ressurreição já aconteceu.

1.2.8. O CÉU
Barth destaca em seu ensino que a esperança que o crente nutre de ir para o céu é uma prova do cristianismo egoísta que está vivendo. Por isso, diz ele que o verdadeiro crente não necessita da
imortalidade da alma, nem do julgamento final e nem do céu.

Na próxima postagem será colocado a refutação sobre a Teologia de Barth, um dos mais herético e responsável pelas principais heresias e bizarrices que vemos nas Igreja Modernas. (Nota do autor deste blog)




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