segunda-feira, 20 de maio de 2013

Como Provar os Espíritos:



Estes são os tempos que provam a alma dos homens. O Espírito afirmou expressamente que nos últimos dias alguns se desviariam da fé, atendendo a espíritos sedutores e doutrinas de demônios; falando mentiras com hipocrisia; tendo a Introdução:

O Senhor Jesus, esse grande Pastor das ovelhas, não deixou seu rebanho à mercê dos lobos. Ele nos deu as Escrituras, o Espírito Santo e um poder natural de observação, e espera que façamos uso constante deles

Julgai todas as coisas, retende o que é bom", disse Paulo (1 Ts 5:21). "Amados, não deis crédito a qualquer espírito: antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo afora" (I Co 4:1). "Acautelai-vos dos falsos profetas", advertiu o Senhor, "que se vos apresentam disfar­çados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores" (Mt 7:15). Disse o Senhor

Por estranho que pareça, o perigo é maior hoje para os cristãos fervorosos do que para os mornos e os complacentes. Aquele que busca as melhores coisas de Deus está sempre disposto a ouvir quem quer que ofereça um caminho pelo qual possa alcançá-las. Ele aspira por uma nova experiência, uma visão elevada da verdade, uma operação do Espírito que o faça transcender o nível apático da mediocridade religiosa que o circunda, e por esta razão está pronto a dar atenção a tudo que é novo e maravilhoso em matéria de religião, especialmente se for apresentado por alguém cuja personalidade seja atraente e que possua fama de grande santidade.

Essa nova doutrina, esse novo hábito religioso, essa nova visão da verdade ou experiência espiritual

1. Como essa nova experiência afeta nosso relacionamento com Deus, nosso conceito de Deus e nossa atitude para com Ele. 
Por ser quem Ele é, Deus deve sempre manter-se como o juiz supremo de todos os assuntos religiosos. O universo veio a existir como um meio através do qual o Criador pudesse manifestar suas perfeições a todos os seres morais e intelectuais: "Eu sou o Senhor, este é o meu nome; a minha glória, pois, não a darei a outrem" (Is 42:8). "Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as coisas tu criaste, sim, por causa da tua vontade vieram a existir e foram criadas" (Ap 4:11).

2. Como esta nova experiência afetou minha atitude para com o Senhor Jesus Cristo? 
Qualquer que seja a posição que a religião de hoje conceda a Cristo, Deus lhe deu o primeiro lugar no céu e na terra. "Este e o meu Filho amado, em quem me comprazo", falou a voz de Deus do céu com respeito ao Senhor Jesus. Pedro, cheio do Espírito Santo declarou: "Esse mesmo Jesus, a quem crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo" (Atos 2:36). Jesus disse a respeito de si mesmo: "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim" (Jo 14:6). Pedro falou de novo sobre Ele: "E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos" (At 4:12). 

O livro de Hebreus inteiro é dedicado à idéia da superioridade de Cristo sobre todos. Ele é mostrado como sendo superior a Arão e Moisés, e até os anjos são chamados para prostrar-se e adorá-lo. Paulo diz que Ele é a imagem do Deus invisível, que nele habita a pleni­tude da divindade corporalmente e que em todas as coisas ele deve ter a preeminência. Eu não teria tempo suficiente para falar sobre a glória concedida a Ele pelos profetas, patriarcas, apóstolos, santos, anciãos, salmistas, reis e serafins. Ele é feito para nós sabedoria e justiça, santificação e redenção. Ele é nossa esperança, nossa vida, nosso tudo em todos, agora e para sempre.

Tudo isto sendo verdade, fica claro que Jesus Cristo deve estar sempre no centro de toda verdadeira doutrina, de toda prática aceitável, de toda experiência cristã genuína. Tudo que faz dEle menos do que Deus declarou que Ele é, não passa de ilusão pura e simples, devendo ser rejeitado, por mais  agradável  ou  satisfatório que  seja  no  momento.
O cristianismo sem Cristo parece contraditório, mas ele existe como um fenômeno  real em  nossos dias.  Muito  do  que  está  sendo feito em nome de Cristo é falso em relação a Ele, sendo concebido pela carne, incorporando métodos carnais e buscando fins carnais. O que denuncia a falsidade é o fato de Cristo não ser o centro:  Ele não é tudo em todos.

Existem experiências psíquicas que emocionam o recipiente e o levam a crer que teve um encontro real com o Senhor, sendo transportado ao terceiro céu; mas a verdadeira natureza do fenômeno é descoberta mais tarde quando a face de Cristo começa a esmaecer no consciente da vítima e ela passa a depender mais e mais dos êxtases emocionais para provar a sua espiritualidade.
Se, por outro lado, a nova experiência tornar Cristo indispensável, se coloca Cristo como nosso principal interesse em lugar de em nossos próprios sentimentos, e bem estar, então estamos no caminho certo. O que quer que nos faça amar Cristo é seguro que vem de Deus.

3. Como essa nova experiência afeta a minha atitude diante das Sagradas Escrituras:
Esta nova experiência, esta nova visão da verdade, foi gerada pela própria Palavra de Deus ou é resultado de algum estímulo externo, fora da Bíblia?
Os cristãos emotivos com freqüência se tornam vítimas de pressões psicológicas fortes aplicadas proposital ou inocentemente por meio de um testemunho pessoal ou por uma história pitoresca contada por um pregador fervoroso que talvez pregue com determinação profética mas que não verificou a mesma em relação aos fatos nem testou a solidez de suas conclusões coma Palavra de Deus.
O que quer que tenha origem fora das Escrituras deve ficar sob suspeita até que venha a mostrar-se de acordo com elas. Se for descoberto que contraria a Palavra da verdade revelada, nenhum cristão sincero irá aceitá-lo como proveniente de Deus. Por mais alto que seja o conteúdo emocional, nenhuma experiência pode ser provada como autentica a não ser que se encontre autoridade para ela nas Escrituras. Ã "palavra e ao testemunho" deve caber sempre a prova final.

4. Posso também provar a qualidade da experiência religiosa pelo seu efeito sobre a vida do "eu".
O Espírito Santo e o "eu" humano decaído são diametralmente opostos, "Porque a carne milha contra o Espírito, e o Espírito contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que porventura seja do vosso querer" (Gl 5:17). "Porque os que se inclinam para a carne cogitam das coisas da carne; mas os que se inclinam para o Espírito, das coisas do Espírito. . . Por isso o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar" (Rm 8:5,7).

Sob esta luz, não é difícil ver por que o comportamento do cristão em relação ao "eu" é um teste excelente da validade de suas experiências religiosas. por isso devemos estar atentos contra as experiências pseudo-religiosas que suprem gozo carnal mas alimentam a carne e enchem o coração de amor próprio.
Uma boa regra é a seguinte: se esta experiência serviu para humilhar-me e me tornar pequeno e vil a meus próprios olhos, vem de Deus; mas se me proporcionou um sentimento de gratificação, de exaltação pessoal, do "eu"é falsa e deve ser abandonada como emanando da carne ou do diabo. 

5. Como essa nova experiência afeta a nossa relação e a nossa atitude com nossos irmãos em Cristo.
O cristão sincero, depois de um notável encontro espiritual, pode às vezes afastar-se de seus irmãos na fé e desenvolver um espírito crítico. Ele pode estar sinceramente convencido de que sua experiência o tornou superior — que se acha agora num estado avançado de graça, e que os membros de sua ou de outras igrejas não passam de uma multidão mista sendo ele ou eles os únicos e legítimos filhos de Israel.

À medida que crescemos na graça crescemos em amor para com o povo de Deus. "Todo aquele que ama ao que o gerou, também ama ao que dele é nascido" (1 Jo 5:1). Isto significa simplesmente que se amarmos a Deus iremos amar também a seus filhos. Toda verdadeira experiência cristã irá aprofundar nosso amor pelos demais cristãos.
Devemos então concluir que tudo aquilo que nos separa pessoalmente, ou no coração, de nossos irmãos em Cristo, não vem de Deus, mas pertence à carne ou ao diabo. E, de maneira oposta, tudo o que nos leva a amar os filhos de Deus vem provavelmente de Deus. "Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros" (Jo 13:35).



6. Como essa nossa experiência afeta a nossa relação e nossa atitude para com o mundo.


Vejamos isso nas palavras de um apóstolo: "Porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente" (1  Jo 2:16,17).
Este é o mundo pelo qual podemos testar os espíritos. É o mundo do gozo carnal, dos prazeres ímpios, da busca dos bens e da fama desta terra, e da felicidade pecaminosa, da satisfação pessoal. Ele segue seu curso sem Cristo, seguindo o conselho dos perversos e sendo animado pelo príncipe das potestades do ar, o espírito que opera nos filhos da desobediência (Ef 2:2). 

Qualquer operação real de Deus em nosso coração tenderá a nos separar da companhia do mundo. "Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele" (1Jo 2:15). "Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto, que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? ou que comunhão da luz com as trevas?" (2 Co 6:14). 
Podemos afirmar sem qualquer dúvida que todo espírito que permite condescendência com o mundo é um falso espírito. Qualquer movimento religioso que imite o mundo em qualquer de suas manifestações é falso em relação à cruz de Cristo, encontrando-se ao lado do demônio — e isto sem considerar os esforços de seus líderes em convencer você de "aceitar Cristo" ou "deixar que Deus governe sua vida". 

7. O último teste da autenticidade da experiência cristã é o que ela faz com relação à  nossa  atitude para com o pecado.
A operação da graça no interior do coração do indivíduo crente irá afastar esse coração do pecado e orientá-lo em direção à santidade. "Porque o dom gratuito da salvação eterna agora está sendo oferecido a todos; e juntamente com este dom, vem a compreensão de que Deus quer que nos voltemos da vida ímpia e dos prazeres pecaminosos para uma vida correta no temor de Deus, dia a dia, aguardando ansiosamente aquele tempo quando se verá a sua glória — a glória do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo" (Tito 2:11-13).

O que quer que torne a santidade mais atraente e o pecado mais intolerável pode ser aceito como genuíno. "Pois tu não és Deus que se agrade com a iniqüidade, e contigo não subsiste o mal. Os arrogantes não permanecerão à tua vista;  aborreces a Todos os que praticam iniqüidade" (Sl 5:4.5).
Jesus advertiu, "porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos'' (Mt 24:24). Essas palavras descrevem perfeitamente a nossa época para não passarem de simples coincidência. Na espe­rança de que os "eleitos" possam tirar proveito delas estabeleci esses testes. O resultado está nas mãos de Deus.

Conclusão:

Em resumo, o teste é este: Essa nova doutrina, esse novo hábito religioso, essa nova visão da verdade ou experiência espiritual — de que forma afetou minha atitude com relação a Deus e minha comunhão com Ele, com Cristo, com o Espírito Santo, comigo mesmo, com outros cristãos, com o mundo e o pecado? Com este teste, composto de sete elementos, podemos testar tudo quanto pertence à religião e saber, sem sombra de dúvida, se vem ou não de Deus. Pelo fruto se conhece a árvore. Temos então apenas de perguntar a respeito de qualquer doutrina ou experiência: O que isto está fazendo para mim? e saberemos imediatamente se vem do alto ou das profundezas da terra.



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