quarta-feira, 14 de agosto de 2013

O Julgamento do Pecado



JULGAMENTO DO PECADO NOS FEZ CRENTE

O Pecado foi julgado por Cristo e através deste julgamento, ele no reconciliou com Deus, Deus nunca deixa um pecado sem juizo.
Os seus pecados foram julgados.

  • Ocasião: ano 30 d.C.
  • Local: a cruz.
  • Resultado: morte para Cristo; justificação para o crente.

"E, levando ele às costas a sua cruz, saiu para o lugar chamado Caveira, que em hebraico se chama Gólgota, onde o crucificaram" (Jo 19.17,18).

"Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro" (1 Pe 2.4).

"Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus" (1 Pe 3.18).

"Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro" (G1 3.13).


"Aquele [Cristo] que não conheceu pecado, [Deus] o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus" (2 Co 5.21).

"Mas agora na consumação dos séculos uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo" (Hb 9.26).
"Havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados" (Hb 1.3).

"Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito" (Rm 8.1).


O      JULGAMENTO DO PECADO NA VIDA DO CRENTE

Mesmo hoje o pecado na vida daqueles que foram feitos filhos de Deus por causa da justiça de Deus manifestada em Cristo Jesus, continua sendo feito na vida daqueles que são chamados por seus Nome, os Crentes.
  • Ocasião: qualquer momento. Local: qualquer lugar (onde houver arrependimento  e um coração misericordioso pronto a perdoar o seu próximo).
  • Resultado: disciplina por parte do Senhor, se não julgarmos a nós mesmos.

"Porque, se nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados. Mas, quando julgados, somos disciplinados pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo" (1 Co 11.31, 32).

"Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque, que filho há a quem o pai não corrija?" (Hb 12.7).

(Veja também 1 Pe 4.17; 1 Co 5.5; 2 Sm 7.14, 15; 2 Sm 12.13, 14; 1 Tm 1.20).


JULGAMENTO FUTURO DO CRENTE 

O procedimento ou obras dos crentes serão um dia julgado para que cada um de nós receba do Senhor o louvor, ou não.
  • Ocasião: quando Cristo vier.
  • Local: "nos ares".
  • Resultado para o crente: "galardão" ou "dano". "Mas o tal será salvo".

É este um solene pensamento - que, embora Cristo tenha levado em seu próprio corpo os nossos pecados sobre o madeiro e Deus tenha realizado uma aliança conosco de modo a 'jamais se lembrar deles' (Hb 10.17), é necessário que toda obra venha a juízo. A vida, as obras do crente precisam ser examinadas pelo Senhor.

"Pois que muito desejamos também ser-lhe [ao Senhor] agradáveis, quer presentes, quer ausentes. Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal" (2 Co 5.9,10).

"Mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o tribunal de Cristo" (Rm 14.10).

Pode-se observar que essas duas passagens são limitadas, pelo contexto, aos crentes. Na primeira, o apóstolo refere-se a nós como pertencentes a um de dois estados: "... ou estamos em nossa morada, no corpo, e ausentes do Senhor; ou estamos ausentes do corpo, na presença do Senhor". Essa linguagem não poderia ser empregada em relação a não crentes. "Pois que muito desejamos também" ser agradáveis ao Senhor, pois "todos devemos comparecer" perante ele (2 Co 5.8,9).

Na outra passagem, os termos "irmão" e "nós"  novamente delimitam a abrangência aos crentes. O Espírito Santo nunca unge salvos e não salvos. Então, receando parecer inacreditável que um santo lavado pelo sangue pudesse ser submetido a qualquer espécie de julgamento, ele cita Isaías a fim de provar que "todo o joelho se dobrará", e acrescenta: "De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus".

O seguinte trecho dá a base para o julgamento das obras: 

"Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo. E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, a obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo" (1 Co 3.11-15).

As passagens a seguir estabelecem a ocasião em que se dará tal julgamento: 

"Porque o Filho do homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então dará a cada um segundo as suas obras" (Mt 16.27). 

"E serás bem-aventurado; porque eles não têm com que to recompensar; mas recompensado te será na ressurreição dos justos" (Lc 14.14). (Veja 1 Co 15.22,23.) 

"Portanto, nada julgueis antes de tempo, até que o Senhor venha, o qual também trará à luz as coisas ocultas das trevas, e manifestará os desígnios dos corações; e então cada um receberá de Deus o louvor" (1 Co 4.5).

Mas quão reconfortante é, em vista desse inevitável escrutínio de nossas pobres obras, saber que, em seu paciente amor, Deus está assim nos conduzindo e em nós trabalhando, no presente, para que possa, no futuro, encontrar nisso tudo algo pelo que venhamos a receber sua aprovação.

" E, eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra" (Ap 22.12).

"Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia" (2 Tm 4.8).

Quanto ao local desse julgamento, veja 1 Tessalonicenses 4.17 e Mateus 25.24-30.

Conclusão:

A expressão "o grande julgamento", de ocorrência tão freqüente na literatura religiosa, não é encontrada nas Escrituras e, o que é ainda mais importante, tampouco a idéia que se pretende comunicar com ela.

Bem afirma Dr. Pentecost: "Foi uma tendência maliciosa que levou a cristandade a falar em julgamento como um grande evento único que se dá no fim do mundo, uma ocasião em que todos os seres humanos - santos, pecadores, judeus e gentios, os vivos e os mortos - ficarão em pé diante do grande trono branco e ali serão julgados. Nada pode estar mais distante do ensino das Escrituras".


MANEJANDO BEM A PALAVRA DA VERDADE
C.I. Scofield

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