segunda-feira, 3 de junho de 2013

Cuidado: Com a Ideia da Igreja atual: Uma Geração de Cristão Alienados

Alienado: Que perdeu a razão; demente: hospital de alienados. Absorto, extasiado, extático.Pessoa que não toma conhecimento dos problemas sociais e não tem consciência dos seus direitos. 
Nós que somo evangélicos sempre chamamos os outros de alienados acerca das coisas de Deus, mas nos mesmos somos super alienados no sentido político, econômico, social e quase nunca sabem nada sobre história que não se refira a Bíblia. O que é pior, um fenômeno está acontecendo, é que os cristão estão alienados acerca das questões doutrinária e eclesiástica. 

O tema da “alienação” é antigo na filosofia, mas pode-se dizer que a sua importância enquanto conceito para compreender processos sociais e humanos começou com Hegel…
Mas foi a interpretação feita por Karl Marx que deu a enorme força que o conceito teria nos debates em torno do lugar do sujeito (ser humano) na modernidade e no capitalismo.
Alienação significa “estranhamento”. 
Para Hegel, não existe contradição entre consciência e alienação, pois é preciso se alienar para que se tenha consciência. Ou seja, quando tomamos consciência da existência das coisas que nos são exteriores e portanto estranhas, tornamo-nos conscientes delas. Para Hegel a alienação é um processo humano universal independente da história.
Mas Marx dirá que a alienação ocorre quando perdemos o controle sobre as coisas que nos cercam. Ou seja, quando estas coisas se tornam independentes e passam à dominar o sujeito. Marx analisa este processo no contexto da produção econômica antes e depois da revolução industrial. Antes o artesão dominava as coisas através de seu conhecimento e trabalho. Mas na fábrica, ele é alienado daquilo que produz, o operário não se reconhece no produto do seu trabalho, que se torna um fetiche (um fantasma).
Este debate feito por Marx com Hegels motivou inúmeros outros pensadores à analisar o lugar do indivíduo no capitalismo e a modernidade em termos de alienação.
De maneira geral, o conceito se tornou popular por descrever um distanciamento entre os indivíduos e a realidade, onde o mundo se torna cada vez mais estranho e exterior, em contraste com uma visão romântica do selvagem que viveria em proximidade e equilíbrio com a natureza. Pode-se dizer que um ser alienado é aquele que perdeu o controle sobre o próprio destino e que não enxerga a realidade como ela é, mas através de fantasias. 
Partindo da explicação acima, pude vincular a palavra alienação à "perda" e à "limitação da expressão e da potencialidade". Toda vez em que o homem perde alguma coisa, tanto externa quanto interna, ou é limitado, de alguma forma, para que não venha a expressar tanto corporal quanto verbalmente, toda a potencialidade que lhe é inerente, ele se torna um alienado.

Agora estamos, em condição de explicar qual o "modus operandi" que as igrejas tem adotado para transformar os seus membros em cristãos alienados.

1 - O estudo e a exposição clara e contínua da Palavra de Deus não são incentivados. Tanto nos cultos, quanto nas festividades, o tempo é quase todo tomado por homenagens, cantores, jograis, etc., ficando pouquíssimos minutos para a Palavra de Deus. Esse estratagema evita que o cristão venham a ter um conhecimento mais profundo das Escrituras, impedindo, consequentemente, que ele venham a desenvolver uma consciência mais nítida de seu verdadeiro papel como filho de Deus.

2- Há uma intenção deliberada de impedir que os cristão venham a tomar conhecimento de seus direitos. Quase ninguém sabe que o membro tem o direito de obter uma cópia do Estatuto e do Regimento Interno da Igreja, documentos nos quais constam os direitos e os deveres dos membros e dos obreiros, assim como o modo pelo qual a igreja deve estruturada e administrada. Ninguém sabe que é um dever do pastor prestar contas das receitas e despesas da igreja. Todos são ensinados a não perguntar sobre o destino de seus dízimos, sob a alegação de que não se pergunta por algo que se paga a Deus. Quase ninguém sabe que, se for "excluído" tem o direito de defesa em uma assembléia específica. O que se dá a conhecer ao membro são apenas seus deveres.

3- Constrói-se uma doutrina, ainda que velada, da infalibilidade do pastor. Ele passa a ser visto como o santo, o profeta, o magnânimo, o perfeito, cujas ações não podem ser contestadas por ninguém. Qualquer crítica quanto à atitude do "ungido" é considerada como aberta resistência demoníaca.

4- Ensina-se ao crente que ele não deve nunca "murmurar". Deve aceitar passivamente a todas as regras do sistema, submetendo-se totalmente a elas. O mesmo é persuadido a aceitar que a benção divina só virá como resultado de sua irrestrita "obediência" (na verdade, obediência é o nome que eles dão à subserviência e à bajulação).

5- Ao cristão é ensinado que "a letra mata, mas o espírito vivifica". Distorcem assim, a Palavra de Deus, para justificar o desprezo total pela razão, como critério justo de julgamento das manifestações espirituais. Leva tempo para o cristão perceber que a letra que mata é a letra da Lei, mas não a letra das orientações apostólicas quanto à forma de julgar as doutrinas e modismos heréticos. Ensina-se que é errado julgar essas manifestações, pois o homem carnal não entende as coisas do espírito. Há uma total inversão: manifestações puramente carnais, baseadas na fantasia 
humana
, como sopro, riso, rastejamento, quedas, são revestidas de um caráter espiritual, enquanto que um discernimento, baseado na Palavra de Deus, é uma atitude carnal. Dessa forma, toda a racionalidade é sacrificada, restando apenas um ser irracional, que é difícil identificar como sendo gente.

Eu poderia relacionar aqui outras estratégias, utilizadas por líderes perversos, para alienar o cristão de sua situação original de filho de Deus, co-administrador da obra de Deus, embaixador, herdeiro de Deus, adorador racional, sacerdote de Deus, etc.

Infelizmente, em muitas igrejas, o cristão tem de sacrificar toda a sua individualidade, bom senso, capacidade crítica e autonomia, caso queira ser aceito pelo sistema. Se não escrever, de acordo com a cartilha, está fora. Os cristãos dessas igrejas deixaram de ser gente e passaram a ser número, estatística, apenas. São como ovelhas, das quais o que se quer é apenas carne e leite. Quanto ao perigo dos lobos as devorarem, eles dizem: "que se dane".

É impressionante como essa massa incontável de alienados é facilmente controlada. São como uma manada de bois que seguem o som das buzinas, o estalo do chicote e o grito do boiadeiro. E todos obedecem, sem reclamações, sem contestações. Infelizmente desconhecem a força que têm.

Meus Deus! Quando isso vai terminar? Como foi que deixamos isso acontecer?

Pobres alienados!


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