sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Os pergaminhos do Mar Morto:







Introdução:

Um legado Para humanidade.

A Terra Santa um pequeno grande mundo, pequena pelo tamanho, mas enorme pelo que proporcionou as três religiões monoteísta. Além disso, essa região deixou como legado para humanidade algo que também é pequeno no tamanho mas grandioso na essência: Os pergaminhos do mar morto.

1. O Mar Morto:

É o lago mais salgado do mundo, nenhuma criatura – peixes, algas marinhas ou plantas, vivem no mar morto.
A região é uma da mais inóspita do mundo, com uma atmosfera seca e quente, com temperatura média variando entre 30 e 40 graus célsius.
O mar morto é o ponto mais baixo da terra, cerca de 400 metros abaixo do nível do mar.

Foram essas condições especiais os responsáveis pela preservação dos pergaminhos até os dias de hoje.

2. A Descoberta.

No início de 1947, dois jovens beduínos estavam cuidando de seus rebanhos de ovelhas nas encostas do penhasco alinhados ao Mar Morto, perto de Qumram, quando uma das suas ovelhas se perdeu. E um deles estava procurando esse animal desgarrado, quando avistou uma caverna sobre a montanha e jogou uma pedra sobre a sua abertura pensando que o animal estivesse entrado ali. Naquele momento escutou o barulho um vaso se quebrar e curioso entrou na caverna. E ali dentro de um jarro, estavam sete grandes rolos de couro contendo Livros da Bíblia do Velho Testamento - as cópias mais antigas conhecidas - e outros manuscritos, escritos entre os séculos II AEC e o ano 68 EC, sendo a maior descoberta arqueológica do século XX.

3. As pesquisas arqueológicas.

As pesquisas arqueológicas identificaram centenas de fragmento de manuscrito em 11 cavernas da região e só terminaram a suas escavações em 1956. Foram achados textos em aramaico, grego e hebraico.

A retirada dos pergaminhos da caverna onde foram preservados por mais de 2000 anos, colocou um fim à estabilidade ambiental que garantiu a sua sobrevivência, com uma condição climática das cavernas (umidade relativa e temperatual).

4. Os Essênios: A comunidade de Qumram

Também foram pesquisadas as ruínas de Qumram visando identificar as pessoas que depositaram os pergaminhos nas cavernas.  As escavações descobriram um complexo de estrutura de caráter comunal, sendo que as cerâmicas usadas eram idênticas as da caverna, o que confirmava a sua ligação. Vários estudiosos elaboraram a tese que a região era habitada por membros de um dos grupos judaicos da época: Os Essênios.

Os Essênios formavam uma comunidade no deserto, com conceitos e crenças religiosas específicas, que contratava com os de outros grupos.
Os Essênios começavam o dia recitando hinos, músicas e bênçãos,e haviam a obrigação de orar antes e depois de todas as ações ordinárias diárias.

5. Os pergaminhos:

A maior parte dos documentos de Qumram foram escrito em.pergaminhos de couro grosso, presumivelmente de animais pequenos como cabras e ovelhas.

5.1. Pergaminhos Bíblicos: Os pergaminhos do mar morto são as cópias mais antigas da Bíblia do Velho testamento. Todos os livros Bíblicos estão representados, exceto o livro de Ester e os livros apócrifos.
Mais de 900 textos foram encontrados em Qumram e as maiores partes dos pergaminhos levaram cerca de 50 anos para serem publicados. A edição oficial do texto foi publicada na série Discoveries in the Judean Desert (DJD), pela Universidade de Oxford, em 39 volumes.

6. Qual a importância dessa descoberta?

Para se ter uma ideia do valor daqueles rolos, basta saber que os mais antigos manuscritos em hebraico que tínhamos do AT datavam do ano 916 d.C.. Porém, dispúnhamos também de duas tradições mais antigas que esses manuscritos: a tradução da Bíblia hebraica para o grego, realizada por 70 sábios (daí o nome: Septuaginta), por volta de 250 a.C. e a tradução da Bíblia hebraica para o latim, realizada pelo erudito cristão Jerônimo, no século IV d.C. (conhecida como Vulgata). Diante disso, os críticos da Bíblia, os perseguidores das Escrituras Sagradas, apresentavam o seguinte problema: “Como se pode confiar no AT se a cópia mais antiga que temos dele foi escrita nove séculos após o tempo em que viveu Jesus Cristo? Como podemos saber se esse texto hebreu corresponde ao texto redigido há tantos séculos pelos profetas – escritores do AT, que viveram no mínimo, em época 400 anos anterior à época do próprio Jesus? Quem nos garante que do tempo de Jesus até o ano 900 não houve alterações no que está escrito no AT”?

Foram os rolos encontrados à margem do Mar Morto que trouxeram resposta para todas essas perguntas. Deus havia providenciado para que aqueles documentos aparecessem exatamente em uma época em que a autenticidade de sua palavra estava sendo posta em dúvida. Não só naquela caverna, mas em outras dez, descobertas nos anos seguintes a 1947, foram encontrados pergaminhos e papiros, guardados segundo o mesmo processo dos primeiros.














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