sexta-feira, 26 de julho de 2013

Os Atuais católicos carismáticos são Nossos Irmãos: (Declaração de um ex-padre)

Origem dos atuais católicos carismáticos

O Concilio Vaticano II marcou uma fase de transição do catolicismo romano. Por sentir a urgente necessidade de se adaptar as novas condições econômico-político-sociais e religiosas do mundo. Este foi o principal objetivo do Concílio Ecumênico Vaticano II, que no terreno sócio-político desfraldou bandei­ras socialistas e na área religiosa arreganhou aberturas ecumenistas.

O ecumenismo intentando o retorno à comunhão vaticana das ditas por alguns como as seitas dissidentes do Catolicismo como os luteranos e os anglicanos, por exemplo e todas as suas ramificações. Os mesmos aceitaram o assédio ecumenista do clero romano e na mesa comum do "dialogo" seus representan­tes tem se sentado no afã de aparar as arestas responsáveis pelo seu distanciamento da comunida­de vaticana.
                                                                                                                     
João Paulo II, foi o sumo pontífice que o romanismo atual precisava. Ele veio na hora exata. Sua exuberante atuação e fir­mada no programa consciente de capitalizar o má­ximo em todos os espaços (políticos, sociais, fi­nanceiros e religiosos). Usufrutuário de prestí­gio multissecular do cargo de soberano pontífice da mais rica e poderosa religião do mundo, em be­nefício dela própria, João Paulo II se empenha ao extremo.
Em sua viagem a Inglaterra, em Agosto deste ano de 1982, visando a respaldar as últimas decisões dos encontros ecumênicos dos  vaticanos e os anglicanos. Com certeza o seu pontificado se assinalara na histo­ria do romanismo pela consumação do regresso dos anglicanos e parte dos luteranos ao seio da "san­ta madre".

Dado o seu desenvolvimento no meio das mas­sas populares o pentecostalismo chamou a atenção da hierarquia vaticanista. Se a manobra do "dialogo" ecumenistizante vem dando certo com os anglicanos, luteranos e ortodoxos, Destarte a hierarquia resolveu penetrar nas áreas pentecostalistas valendo-se de suas pró­prias praticas. Praticas estas, outrossim, próprias da atuação do clero romanista no decurso de sua existência.
A perspicácia clerical verificou com acerco ser a nação norte americana o lugar mais conve­niente para o início de sua atual investida carismática. A hierarquia vaticana e genial tem para cada empreendimento específico o indivíduo especi­fico adrede preparado.
Nesta empreitada 'o indivíduo talhado foi o sa­cerdote jesuíta Edward O'Connor, da Universidade Católica de Notre Dame. Mentor espiritual de Ste­ve Clark e Ralph Martin Keiter, considerando-os adequados instrumentos na sua investida, resolveu usá-los na explosão carismática vaticana tendente a ecumenistizar os pentecostalistas. Colocou-lhes nas mãos, em princípios de 1966, os dois livros: A CRUZ E O PUNHAL, de David Wilkerson, e ELES FA­LARAM EM OUTRAS LÍNGUAS, de John Sherril. Lendo-os, segundo as previsões de O'Connor, assimilaram sua orientação e passaram a freqüentar "reuniões de poder" dos pentecostalistas.
Clark e Keifer, dois leigos católicos engajados nos Cursilhos de Cristandade, o movimento de­sencadeado pelo clero após o Concilio Vaticano II com o propósito de dinamizar as praticas religio­sas entre os fieis católicos em função do ecume­nismo.
Comprovaram ambos a sua acertada escolha pe­lo jesuíta O'Connor pois sentiam as mesmas expe­riências pentecostalistas influenciados que eram por aquelas "reuniões de poder".
O seu preparo excedeu as mais otimistas ex­pectativas de seu mentor espiritual. Devidamente preparados, portanto, compareceram Keifere Clark, no Outono de 1966, à Convenção Nacional dos Cursilhos de Cristandade, celebrada em dependências da Universidade Católica Duquesne do Espírito Santo, na cidade de Pittsburg, Pennsylvania. Se os rela­tórios das atividades ecumenistas revelavam pro­gresso em certos meios protestantes, em geral, também demonstravam o fracasso delas nos círculos pentecostalistas.
Steve Clark e Ralph Keifer tiveram então a oportunidade de dar seu testemunho de atuação po­sitiva nesses ambientes ate então refratários ao "diálogo" ecumenista. Falaram sobre aqueles dois livros pentecostalistas e espalharam exemplares deles a muitos companheiros cursilhistas.
À terminada Convenção dos Cursilhos sucedeu um espontâneo (?) encontro de pessoas despertadas pela palavra de Clark e Keifer e interessadas nas novas experiências.
O ambiente daquela colina batida por constante brisa forte do Outono facilitou o cenário do pentecostal "vento impetuoso". As reuniões, por seu turno, criaram o clima psicológico favorável à ocorrência do chamado batismo no Espírito Santo dos moldes pentecostalistas. Com efeito, as manifestações carismáticas não se fizeram retardar. E no ambiente de extrema excitação nervosa predominaram as línguas "estra­nhas". Deu-se o inicio a um surto pentecostalista nos horizontes romanistas.

Carismáticos sem fronteiras

As pessoas do grande grupo de participantes daquele primitivo encontro de Pittsburg espalha­ram-se e levaram sua mensagem pentecostalista a outros recantos e regiões da América do Norte.
No intento de permear também a elite norte americana o clero Vaticano instalou naquele pais muitas universidades católicas dentre as quais se sobreleva a de Notre Dame, famosa inclusive por suas apresentações esportivas.
Ainda manipulados pelo sacerdote jesuíta Edward O'Connor, Ralph Keifer e Steven Clark se introduziram nessa Universidade. No verão de 1967, apenas um ano depois do ocorrido na Universidade de Duquesne do Espírito Santo, considerável parte das três mil pessoas participantes do curso de extensão em matérias adiantadas, foi atingida pe­la nova experiência. Procedentes de muitas zonas do país, cada uma levou para sua terra o recado carismático. Tudo, de resto, se cumpriu consoante o planejamento do jesuíta O'Connor.
Ainda em Pittsburg passou a sobressair na maré montante do pentecostalismo católico o casal Kevin e Doroty Ranaghan, que, por sinal, se tor­nou conhecido também no Brasil com o seu livro CATÓLICOS PENTECOSTAIS vertido para o nosso idio­ma com sua larga difusão a partir de 1972 sob a responsabilidade da editora pentecostalista O. S. BOYER, de Pindamonhangaba, Interior Paulista.
Esse livro incentivou considerável simpatia do pentecostalismo brasileiro para com o movimen­to carismático romano.
Até então os pentecostalistas acerbamente corri batiam as crassas práticas idólatras romanístas. Daí por diante tornou-se difícil ouvir-se um de­les levantar a voz nesse sentido. E se ocorre, carregam-no de duras reprimendas os irmãos de "segunda benção".
O surto pentecostalizante tem avassalado tradicionais denominações protestantes e evangélicas.
O casal Ranaghan, em seu livro, sem quaisquer subterfúgios, admite: "um dos mais ricos frutos desse movimento carismático contemporâneo é a união dos cristãos de muitas denominações, no Espírito de Jesus. Episcopais, luteranos, presbiterianos, metodistas, batistas, discípulos, nazarenos, ir­mãos, assim como pentecostais denominacionais tem se tornado nossos queridos irmãos e irmãs em Cristo, unidos pelo batismo com o Espírito Santo" (p. 282).
Releva frisar serem católicos os Ranaghan. Segundo a opinião deles o apelidado batismo no Espírito Santo a todos nivela dissolvendo todas as barreiras doutrinárias.
Os resultados positivos prognosticados pela hierarquia clerical com a incursão carismática nos domínios pentecostalistas e pentecostalizados do protestantismo e das denominações evangélicas surgiram muito antes do tempo previsto.
Os autores do livro CATÓLICOS PENTECOSTAIS se tornam irreprimíveis em sua vitoriosa e objetiva conclusão: "... um saudável aspecto ecumênico se desenvolveu no movimento e tem sido tremenda­mente frutífero..." (p.195).
O monge beneditino brasileiro Estevão Bettencourt, com otimismo lastreado na realidade, chega a igual conclusão: "O ecumenismo (tendência a aproximação crescente das diversas denominações cris­tas entre si) constitui uma nota forte do pentecostalísmo católico. A este titulo, o movimento merece aplausos e apoio" (in PERGUNTE E RESPONDE­REMOS, 149/1972, p.238).
Harold J. Rahn e outro jesuíta. Veio dos Estados Unidos para o Brasil investido da incumbência de fomentar aqui o desenvolvimento carismático. Sobre a matéria já escreveu o livro SEREIS BATIZA­DOS NO ESPÍRITO SANTO. Sem quaisquer rebuços de­clara: "...tenho visto o movimento pentecostal favorecer melhor o entendimento ecumênico, em pouco tempo, que discussões teológicas, por um longo período" (p.22). "Freqüentemente, são (os pentecostais católicos) abertos a ponto de apreciar, e mesmo aceitar, muitas das proposições que nos são caras" (ps.21,22).
Os pentecostalistas, de fato, a todos e a tudo nivelam por sua experiência característica. Despidos de convicções bíblicas concordam com todos e com todos se unem desde que passem pelo seu chamado batismo no Espírito Santo que, diga-se a bem da verdade conquanto de passagem, nada tem a ver com o Evento do dia do Pentecostes segundo o re­gistro de Atos 2.
Rahn tem toda a razão! Os católicos carismá­ticos não se preocupem! Não precisam por causa dos pentecostalistas abrir mão dos seus aberrantes dogmas. Os pentecostalistas e pentecostalizados aceitam as mais queridas proposições vaticanas.

O reavivamento romanista

Página a página as Escrituras Sagradas recu­sam desvios da Palavra de Deus. Se o Ministério de Paulo Apóstolo se destaca pelo impulso missio­nário, sobressai-se muito mais pelo seu zelo em defender a pureza da Verdade do Evangelho. Seu Epistolário e o vigoroso terçar da Espada do Espírito contra as adulterações da Sacrossanta Verda­de.
Seu desvelo leva-o a exigir dos crentes o afastamento daqueles trânsfugas da rota segura da Sã Doutrina: "E rogo-vos, Irmãos, que noteis os que promovem dissensões e escândalos contra a Dou trina que aprendestes; desviai-vos deles'" (Rom. 16:17). "... DESVIAI-VOS DELES".
João échamado de o Apóstolo do Amor. E no apanágio de Apóstolo do Amor estabelece: "Todo aquele que prevarica, e não persevera na Doutrina de Cristo, não tem a Deus; quem persevera na Dou­trina de Cristo, esse tem tanto ao Pai como ao Filho. Se alguém vem ter convosco, e não traz esta Doutrina, não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis" (II Jo. 9-11).
Pergunto eu: que parceria, que entendimento, que aproximação no terreno doutrinário e na vivência espirituais pode haver entre os católicos ca­rismáticos e os autênticos evangélicos? Entre eles e os pentecostalistas decerto e possível o enten­dimento.
As experiências carismáticas católicas ao invés de tornarem seus sujeitos mais receptivos ao Puro Evangelho, impelem-nos a se reafervorarem nas práticas de sua falsa religião. Ao invés de moverem-nos a questionar à luz das Escrituras os seus dogmas, estimulam-nos a mais firme adesão a apelidada "igreja".
Kevin e Doroty Ranaghan são honestos em anunciar o fato: "O MOVIMENTO PENTECOSTAL NÃO SEPAROU OU EXCLUIU OS CATÓLICOS DE SUA IGREJA. AO CONTRA­RIO RENOVOU O SEU AMOR PELA IGREJA E EDIFICOU UMA FE VIVA NA COMUNIDADE CATÓLICA" (p.73).

Desde o princípio do surto carismático em Pittsburg vem se ressaltando o acontecimento: "TODOS EXPERIMENTARAM UM INTERESSE MUITO MAIOR EM PARTICIPAR DA VIDA SACRAMENTAL DA IGREJA DO QUE ANTES" (p.32).
Rahn confirma: "UM CRISTÃO, CUJA VIDA É CON­DUZIDA PELO ESPÍRITO, NÃO PORÁ NUNCA EM QUESTÃO A OBEDIÊNCIA DE VIDA ÃS DIRETIVAS DA IGREJA OU DO SUCESSOR DE PEDRO, O CRISTO VISÍVEL NA TERRA" (SEREIS BATIZADOS NO ESPÍRITO SANTO, p.38).
O casal Ranaghan e o jesuíta Rahn com todos os orientadores católicos carismáticos nisto são honestos e coerentes nos seus erros. Não arredam uma fração de milímetro em sua postura romanista e em seu objetivo ecumênico.
O jesuíta reconhece as "vantagens da renovação carismática" na "NOVA APRECIAÇÃO DA IGREJA, DA LITURGIA, DA EUCARISTIA, DE MARIA" (p.38).
Com efeito, os testemunhos dos "católicos renovados" comprovam a observação de Rahn. E no intuito de enaltecer a validade das experiências carismáticas no reavivamento romanista, o livro CATÓLICOS PENTECOSTAIS de Ranaghan enfileira uma série de depoimentos dos quais transcreverei alguns.

Mary McCarthy reconhece: "A assistência diá­ria a missa tornou-se minha maneira de viver" (p. 45).
Patrícia Gallagher relata haver sido batiza­da com o Espírito Santo "enquanto estava de joe­lhos, em oração diante do santíssimo sacramento" (p.48). E atesta: "Sinto-me mais devota do que nunca dos sacramentos, especialmente da eucaris­tia" (p.51).
Thomas Noe, depois da experiência pentecostalista descobriu "um novo grau de significação em todos os sacramentos, especialmente na confissão e na eucaristia. Cheguei a entender", diz ele,"de maneira mais perfeita a eucaristia como sacrifí­cio..." (p.92).
Rahn é conseqüente com sua posição e atuação clerical ao considerar "natural que após a puri­ficação sacramentai... e a recepção de Cristo na eucaristia, muitos sejam batizados com o Espírito Santo" (p.199). Definido outrossim insiste: "Uma das notas características dos que se entregam ao Espírito Santo e um grande amor a Cristo, um afervoramento da devoção a eucaristia. A necessidade de vivência eucarística é uma das conseqüências do batismo no Espírito Santo" (p.217).

Entre os evangélicos a ignorância das Escri­turas e das falsas doutrinas religiosas muito vem contribuindo em prol da heresia em todos os seus matizes. Nessa ignorância o ecumenismo encontra o seu eficacíssimo caldo de cultura.
Se os pentecostalistas e penteeostalizados soubessem realmente o significado do dogma eucarístico no contexto da dogmática vaticana repeleriam qualquer convite unionista da hierarquia clerical e rejeitariam qualquer oportunidade de emparceiramento com os católicos carismáticos.
Enquanto escrevia este livro encontrei o Azambuja, nosso velho amigo. Quem não conhece o Azambuja? Aquele rapaz muito inteligente ao ponto de quando lê um livro ou um artigo de jornal e topa uma palavra cujo sentido desconhece, vai logo ao dicionário para se instruir. Destarte seu vocabu­lário e muito rico. E o Azambuja sempre diz: não há palavras difíceis; há, sim, gente ignorante!!!

Encontrando-o li-lhe a frase acima, quente ainda, da ponta do lápis e quente ainda a folha de papel que a recebeu. Fixou o indicador direito na testa, franziu os sobrolhos, enrugou os intercilios, recuou dois passos e adiantou um... E co­mentou com ar de censura: você e um inveterado otimista (Ele sabe que considero os otimistas uns fora da realidade cujos miolos se fixaram na es­tratosfera). Otimista fanático. Sim, senhor! Ê que você é! Supõe ainda que se os pentecostalistas conhecessem as barbaridades romanistas, se soubessem o significado da missa católica, eles repudiariam qualquer aproximação religiosa com os clérigos? Isso é otimismo ingênuo. Se soubessem mes­mo e que ainda mais se aproximariam deles. Com muito mais pressa correriam para o romanismo.

O nosso Azambuja tem toda a razão. Pedi-lhe perdão do meu insensato otimismo. Onde estava eu que não segurei meus miolos presos à realidade deste mundo? Deixei-os a vagar pelas estratosferas da ficção. A espaços tenho esses arroubos de fantasia. O Azambuja tem razão. Toda a razão! Ainda as vésperas da visita de João Paulo II a S. Paulo, um "missionário" pentecostalista mandou seus fieis irem ao Campo de Marte assistir a missa do "papa" e comungar a hóstia consagrada porque, di­zia ele, assim os irmãos participam da santa ceia do Senhor (???).
Aliviou-se do espanto o Azambuja quando lhe li o parágrafo seguinte assim por mim redigido:
Os pentecostalistas e pentecostalizados, con­tudo de propósito se aproximam deles (dos cléri­gos) e os aplaudem porquanto nem lhes interessa o esclarecimento acerca dos erros doutrinários romanistas. O indivíduo sofreu aqueles tremeliques da sua experiência característica, o resto e resto...
Recomendo a leitura do meu livro A MISSA. Lendo-o os crentes evangélicos tornam-se esclareci­dos sobre a matéria e a considerarão, porque devidamente informados na sua verdadeira dimensão, culto de demônios. E mais. Recusarão a aproximação com os pentecostalistas e pentecostalizados tre­mendamente implicados e comprometidos com a mais infernal das heresias, que e a da desconsideração da TODO-SUFICIÊNCIA e TODO-EFICÁCIA do Sacrifício de Cristo.
Os católicos carismáticos por se tornarem mais fervorosos e mais reavivados católicos, como não poderia deixar de acontecer, exacerbam-se em sua mariolatria.
A mariolatria católica carismática atinge as raias incomensuráveis do absurdo, fato esse com­provado na seguinte declaração do jesuíta Rahn: a única devoção de Jesus na terra foi a sua de­voção a Maria e essa "continua sendo a devoção de Jesus no céu!" (p. 41).
Onde chegamos. Em plena era pós-conciliar quando os protestantes supunham profunda reforma no catolicismo romano, o jesuíta Rahn, inspira­dor, incrementador e incentivador do movimento carismático entre romanistas aqui no Brasil, sai-se com essa lindeza de monstruosa mariolatria. Jesus também agora lá no Céu é devoto de Maria!!! Só um psicopata se passa por tal mariolatra.
A página 197 Rahn quer relacionar Maria com o Pentecostes e reproduz um pronunciamento de Ni­no Salvaneschi Dali Oglio (UN FIORE A MARIA): "Quando, após a Morte de Jesus, os primeiros Apóstolos reunidos em torno de Nossa Senhora,ouviram-na relembrar os episódios de Nazaré, Belém e Jerusalém, a sua voz foi para os discípulos a voz do Espírito Santo. Cristo tinha confiado a humanida­de redimida ao Espírito Santo e a Maria. Assim o Calvário e o Cenáculo uniam a Virgem e o Paracleto".
"Não faremos terminar esta reflexão", acen­tua o jesuíta Harold Rahn, "sobre o Pentecostes sem falar daquela que foi e é a Mãe da Igreja. No Cenáculo, "todos eles perseveravam concordes na oração, com as mulheres e Maria, Mãe de Jesus" (At. 1,14). Em Belém, Maria dera a luz Jesus, a Cabeça do Corpo Místico. Na Cruz, pela palavra fe­cunda do seu Filho, o seu coração se alargara pa­ra a maternidade espiritual de todos os membros desse corpo, ate que se complete na parusia. Era normal que a Mãe presidisse, fosse a madrinha desse batismo do Espírito Santo à Igreja, que no dia do Pentecostes iniciava a sua vida oficial sobre a terra. Inseparável dos mistérios de Cristo, é ela a esposa do Espírito que melhor que ninguém nos pode obter as suas graças e a renovação incessante do Pentecoste para todos os membros do seu Filho. Por isso, a justo titulo, e chamada Mãe da Igreja" (p.70).
"Aleluia a Maria... " (p.196), é, da parte dos católicos carismáticos, a expressão de exaltação a Maria.
ALELUIA A MARIA...

Você que e na verdade crente evangélico con­corda com semelhante enaltecimento a Maria?
A interjeição laudatória ALELUIA quer dizer "louvai a Deus", por seu próprio sentido, somente pode ser atribuída a Deus. "Louvai a Deus a Ma­ria"... Destoa por completo.
O rosário é o exercício devocional a Maria mais em voga nos espaços romanistas e o mais cumulado de privilégios pelos romanos pontífices através das chamadas indulgências a ele anexadas. Em conseqüência os católicos pentecostalizados na sua prática se afervoram. Jim Cavnar, por exemplo, "adquiriu o habito de rezar o rosário desde que recebeu o batismo com o Espírito Santo" (CATÓLICOS PENTECOSTAIS, p.253). Berth e Mary Lou confessam que a partir do seu batismo com o Espírito Santo, "as devoções naturais, como a de Maria... torna­ram-se mais significativas" (p.115). Thomas Noe, por seu turno, "descobriu uma profunda devoção a Maria" (p.93).

São declarações e testemunhos comprovantes do reavivamento católico conseqüente do surto pentecostalista naqueles horizontes.
E, em resultado, se grassa entre os supostos evangélicos pentecostalistas e pentecostalizados verdadeiro analuvião de simpatia em favor do ca­tolicismo romano, o ecumenismo obtém considerável sucesso com a adesão de muitos deles a certos dogmas romanistas, como o da eucaristia (missa e presença real de Cristo na hóstia) e os atinentes a Maria.


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