quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Os trabalhadores da vinha Senhor





Porque o reino dos céus é semelhante a um homem, pai de família, que saiu de madrugada a assalariar trabalhadores para a sua vinha. E, ajustando com os trabalhadores a um dinheiro por dia, mandou-os para a sua vinha. E, saindo perto da hora terceira, viu outros que estavam ociosos na praça, E disse-lhes: Ide vós também para a vinha, e dar-vos-ei o que for justo. E eles foram. Saindo outra vez, perto da hora sexta e nona, fez o mesmo. E, saindo perto da hora undécima, encontrou outros que estavam ociosos, e perguntou-lhes: Por que estais ociosos todo o dia? Disseram-lhe eles: Porque ninguém nos assalariou. Diz-lhes ele: Ide vós também para a vinha, e recebereis o que for justo. E, aproximando-se a noite, diz o senhor da vinha ao seu mordomo: Chama os trabalhadores, e paga-lhes o jornal, começando pelos derradeiros, até aos primeiros. E, chegando os que tinham ido perto da hora undécima, receberam um dinheiro cada um. Vindo, porém, os primeiros, cuidaram que haviam de receber mais; mas do mesmo modo receberam um dinheiro cada um. E, recebendo-o, murmuravam contra o pai de família, Dizendo: Estes derradeiros trabalharam só uma hora, e tu os igualaste conosco, que suportamos a fadiga e a calma do dia. Mas ele, respondendo, disse a um deles: Amigo, não te faço agravo; não ajustaste tu comigo um dinheiro? Toma o que é teu, e retira-te; eu quero dar a este derradeiro tanto como a ti. Ou não me é lícito fazer o que quiser do que é meu? Ou é mau o teu olho porque eu sou bom? Assim os derradeiros serão primeiros, e os primeiros derradeiros; porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos. E, subindo Jesus a Jerusalém, chamou de parte os seus doze discípulos, e no caminho disse-lhes:
Eis que vamos para Jerusalém, e o Filho do homem será entregue aos príncipes dos sacerdotes, e aos escribas, e condená-lo-ão à morte. E o entregarão aos gentios para que dele escarneçam, e o açoitem e crucifiquem, e ao terceiro dia ressuscitará. Então se aproximou dele a mãe dos filhos de Zebedeu, com seus filhos, adorando-o, e fazendo-lhe um pedido. E ele diz-lhe: Que queres? Ela respondeu: Dize que estes meus dois filhos se assentem, um à tua direita e outro à tua esquerda, no teu reino. Jesus, porém, respondendo, disse: Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que eu hei de beber, e ser batizados com o batismo com que eu sou batizado? Dizem-lhe eles: Podemos. E diz-lhes ele: Na verdade bebereis o meu cálice e sereis batizados com o batismo com que eu sou batizado, mas o assentar-se à minha direita ou à minha esquerda não me pertence dá-lo, mas é para aqueles para quem meu Pai o tem preparado. E, quando os dez ouviram isto, indignaram-se contra os dois irmãos. Então Jesus, chamando-os para junto de si, disse: Bem sabeis que pelos príncipes dos gentios são estes dominados, e que os grandes exercem autoridade sobre eles. Não será assim entre vós; mas todo aquele que quiser entre vós fazer-se grande seja vosso serviçal; E, qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo; Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos. 
Mateus 20:1-28

Introdução:

 Esta parbola é dita por Jesus a partir da postura que os discípulos demonstraram am relação ao caso do jovem rico de (Mt.19), que não quis deixar a riqueza para seguir ao Senhor (Mt. 19.22); os apóstolos que deixaram tudo para seguir a Jesus, vendo a atitude daquele jovem, Pedro é levado a perguntar que recompensa eles receberiam,  por terem deixado tudo  para traz e O seguido (Mt. 19.27), diante daquela pergunta, Jesus alem de lhes dizerem quais recompensas eles receberiam (Mt. 19.28,29), ainda os advertiu a respeito de servirem a Deus por interesse, com a “Parábola dos trabalhadores da vinha”.

       I - Entendendo a parábola dos trabalhadores da vinha:

·         Verdade principal -  O Divino Mestre queria por meio dessa parábola, ensinar aos seus discípulos: Que eles não deveriam fazer a obra de Deus por causa da recompensa.  Que para o Senhor o que importa não é o tempo e nem a posição que a pessoa ocupa, e sim a  disponibilidade e a fidelidade. E que a recompensa não é por méritos, mas pela graça do Soberano.

       II - Reconhecendo os elementos da parábola:

1-    O Pai da família - É o vinheiro, representa Deus, o dono da vinha, é ele mesmo quem chama as pessoas para o seu serviço.
                
2-    Os trabalhadores - São todos os homens separados para o ministério ou serviço do Senhor em todo tempo.

3-    A vinha - Aqui representa, tanto a igreja ( Jo. 15.1-8), como Israel( Is. 5.7; Jr. 12.10 ).
 Porque se referem para onde os trabalhadores foram enviados.

4-    O mordomo (v.8) - É o administrador da casa, que os trabalhadores devem prestar conta do serviço que tiverem feito e receber o justo pagamento.

·         O mordomo representa Cristo.

        III - A convocação do Senhor para servi-lo


1 - Entendendo os horários:

 O  vinhateiro distribuiu o trabalho em horas distintas, entre os Judeus o dia tem 12 horas, e Jesus utiliza o dia-a-dia judaico para nos dar uma lição acerca dos trabalhadores do Reino de Deus, e divide o dia em tempos.

  Horário Judaico:                                                      Horário de Ocidental:
  1a hora de dia (madrugada dita na parábola).               06:00 hs. Da manha.    
  3a hora do dia                                                             09:00 hs. Da manha.    
  6a hora do dia                                                             12:00 hs (meio dia)      

  9a hora do dia                                                             15:00 hs.                     
  12a hora do dia                                                           18:00 hs.                     




       1.1.   Os trabalhadores da madrugada: (vs.1,2)

     Refere-se aos primeiros mensageiros do Senhor “os profetas do antigo testamento”, que Deus levantou para sua vinha (Jr.12.10; 35.15; Jr 44.4).

       1.2. Os trabalhadores da hora terceira: ( Vs.3,4)
           
  Temos aqui, por certo, uma alusão aos trabalhadores dos primórdios da igreja, começando no dia do pentecostes, ao qual ocorreu acerca de nove horas da manhã (terceira hora do dia, At.2.15).

Obs: As colocações a seguir, são para nossa reflexão, por isso, não podemos ser taxativos.

       1.3. Os trabalhadores da hora sexta (v. 5 a)

 
  A hora sexta é nosso meio-dia, hora em que o calor se torna mais intenso, o cansaço aumenta, o suor molha o corpo e a roupa, a luz forte atrapalha a visibilidade e as dores também aumentam dificultando o trabalho. Os trabalhadores que foram chamados antes entraram em uma época difícil, enfrentaram dificuldades e aperto de todos os lados. Talvez isso aponte para a oportunidade dadas as mulheres na obra do Senhor, visto que, foi quase na hora sexta que Jesus falou com a mulher samaritana, que depois de convertida, tornou-se uma grande cooperadora do Senhor
(Jo. 4.6,39-41)

       1-4 - Os trabalhadores da hora nona:

  Para nós são três horas da tarde, horário em que a temperatura fica amena, era o horário em que os apóstolos  costumavam ir para o templo para orar, porque tinha menos movimento, foi o horário em que Jesus expirou (Mt 24: 46:50). Foi o período de ambiente ameno em certos lugares e de batalha e dificuldades em outros, também foi um período de esfriamento.

       1-5 - Os trabalhadores da hora undécima: (vs. 6,7)

 Faltando pouco mais de uma hora para as seis horas, estes são os trabalhadores da última geração, certamente somos nós, em que os sinais da volta de Cristo estão patentes. O vinheiro encontrou obreiros que iam, apesar do mormaço do dia, mas foi só no final do dia, que o dono da vinha, conseguiu completar o número de trabalhadores em que precisava.                        

            2 - A ociosidade

   A ociosidade é uma ameaça para vinha de Deus, veja a pergunta do dono da vinha: “Porque estás ociosos todos os dias?” Esta pergunta soa para nós como uma chamada à responsabilidade: Como podemos ficar ociosos sabendo que outros já trabalharam durante o dia, como podemos ficar ociosos sabendo que o dia está acabando e a noite vem, onde ninguém mais pode trabalhar.

         2.1.  A ociosidade pode ser vista em dois aspectos:

1º  Envolve os que se acham ociosos, por não terem sido chamados ainda.

2º  Envolve o comodismo, a preguiça, a desqualificação, o desinteresse e o cuidado apenas com as coisas deste mundo.

               III - A recompensa do Senhor por servi-lo  

1.    A hora da prestação de conta:

  “Aproximando-se à noite” (v8), chegou à hora da prestação de contas, e muitos lamentarão, por comparecer perante o tribunal de Cristo, com quase nada ou com as mãos  vazias (2Co. 5.10), cada um receberá o galardão, segundo o seu trabalho (1Co. 3.6-8) de acordo com a qualidade dos serviços prestados. (1Co. 3.12-15)

   2. O pagamento:

·         Muitas pessoas se decepcionaram, porque o tempo de trabalho, não é relevante no reino de Deus e sim a qualidade.

·         Outra coisa que é interessante observar, é que a parábola não destaca a função em que cada um exerceu na vinha, mostrando que não haverá descriminação, quanto ao cargo exercido, porquê o que será julgado é como ele foi exercido.        

·         A ordem inversa do pagamento, na qual os últimos trabalhadores são os primeiros a receber (v. 8), enfatiza a idéia que os últimos serão os primeiros (20.16; 18.30)
    O padrão de pagamento para Deus é diferente, muitos que são os primeiros aqui, serão os últimos lá.

Conclusão:

    Não se trabalha na vinha de Deus, visando recompensa ou vantagens, mas não podemos negar que o modo que Ele recompensa é interessante e incentivador, veja que independente de qualquer coisa, todos são tratados de igual modo na vinha. E que aqueles que aqui tiveram tudo, lá não serão os primeiros.





Pr. Luiz Carlos S. Soares.

  

Nenhum comentário:

Postar um comentário